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* Novos projetos: PROJETO EDUCATIVO BINGO NA ESCOLA , enviado por Ana Souza LINGUA INGLESA X PRESERVAÇÃO, enviado por Débora Cristina Moraes AS CORES DO ARCO-ÍRIS E RESPEITO ÀS DIFERENÇAS, de Regina Claudia Malvezzi Menegon.
Agradeço a Ricardo Pires Armada por compartilhar com os visitantes do site Língua Estrangeira os projetos (listados abaixo) que criou para motivar os alunos em duas escolas da Rede Pública de São Paulo (estadual e municipal). Ricardo é Professor Titular de Inglês no Ensino Fundamental, Médio e EJA em duas escolas da Rede Pública de São Paulo (estadual e municipal) na periferia da cidade, região de Sapopemba. Iniciou sua carreira em 1990 e sente-se feliz na profissão pois gosta de se relacionar com pessoas de todas as idades e compartilhar conhecimentos e experiências de vida. Procura ensinar inglês a seus alunos de maneira diferenciada e prazerosa e, ao mesmo tempo, aprender com eles e, conseqüentemente, crescer profissional e pessoalmente. Ricardo diz: "Por uma série de fatores, nós, professores de língua inglesa, percebemos que nossos alunos não se sentem incentivados a aprender o idioma (a carência de material diversificado para a aula de inglês na escola pública - Tv/vídeo, aparelho de som, etc.), e isso acaba provocando um bloqueio que, se não for revertido, também o professor perderá o incentivo para dar a sua aula. É fato comprovado que o ensino de um componente curricular de forma isolada, fragmentada, está ultrapassado. Isso também vale para o ensino de língua inglesa e, nesse sentido, nada melhor do que uma abordagem interdisciplinar, pois o aluno irá perceber que a Língua Estrangeira pode estar presente no seu dia-a-dia, ao invés de achar que estudar inglês no Brasil não tem nada a ver." Em sintonia com esta perspectiva, Ricardo vem desenvolvendo projetos interdisciplinares, tendo a língua inglesa como ponto de partida, desde 1994. Para mais informações sobre os projetos, mande um e-mail para rparmada@uol.com.br Tópicos dos projetos: SUPERMARKET LIST X EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO MY TEAM IS THE BEST: WORKING WITH CARDINAL AND ORDINAL NUMBERS PARADIDÁTICOS EM INGLÊS NA SALA DE AULA ENGLISH X GEOGRAPHY: THE SEASONS OF THE YEAR INDEPENDENCE OF BRAZIL X INDEPENDENCE OF THE USA AND GREAT BRITAIN LÍNGUA INGLESA E CONSCIÊNCIA NEGRA LÍNGUA INGLESA X MÚSICA E DANÇA PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA X BRASIL PROJETO VALORIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA Esse projeto foi realizado originalmente com alunos do 1º ano do Ensino Médio da EE Prof. Aroldo de Azevedo, Jardim Planalto, São Paulo, capital. Por uma série de fatores, nós, professores de língua inglesa, percebemos que nossos alunos não se sentem incentivados a aprender o idioma e isso acaba provocando um bloqueio que, se não for revertido, também o professor perderá o incentivo para dar a sua aula. A patir do exposto acima, passei a utilizar as reportagens de VEJA E NOVA ESCOLA ( presentes no site de VEJA Educação) que tratam do ensino/aprendizagem da língua inglesa, o seu uso para emprego, negócios, viagens, turismo, lazer, etc. Dividiu-se a sala em grupos e a cada um foi atribuída uma reportagem para que fosse exposta para o restante dos colegas em forma de seminário. Eles deveriam seguir as seguintes etapas: 1. Numa primeira leitura, pesquisar o vocabulário desconhecido em português e inglês (os textos, na sua maior parte, são em português, mas sempre trazem algo em inglês) e escrever o significado ao lado da palavra; 2. Na leitura seguinte, peço que sublinhem os parágrafos principais de forma a obter a mensagem do texto no seu todo; estes parágrafos são escritos em forma de itens em um cartaz, o aluno lê um por um e em seguida expõe seu comentário e lança perguntas para a sala tentando provocar um debate sobre o assunto em questão; 3. Conforme o texto fale de algum recurso através do qual a aprendizagem do inglês seja mais proveitosa/prazerosa (textos para traduzir, letras de música, jogos, anúncios de emprego escritos em inglês, folhetos com propaganda de curso de línguas, etc.), peço que preparem ou tragam algo semelhante para desenvolverem com os colegas no dia do seminário; estas atividades, posteriormente, são por mim aproveitadas servindo até mesmo como instrumento de avaliação. Espero, com esse trabalho, estar promovendo a valorização da língua inglesa ao tentar tirar da cabeça deles esse "por que estudar inglês se moramos no Brasil e nem o nosso idioma falamos direito?" A receptividade dos alunos para com esse projeto é pequena, por enquanto. Sei que todo fruto se colhe aos poucos mas, só o fato de promover essa discussão, já terá sido uma grande coisa. Gostaria de expor
alguns trabalhos de caráter interdisciplinar (há pontos
a ser explorados em história, geografia, educação
artística português e informática, com a digitação
propriamente dita) mas o núcleo é a língua inglesa.
Eles foram desenvolvidos por meus alunos de 7ª série no
ano passado e se manifestaram bastante proveitosos. O primeiro deles
iniciou-se com uma discussão sobre cidadania, em português,
("Cidadania" - "What is this?") pois o nome do
Projeto Pedagógico da Escola era "Cidadania e Inclusão".
Uma de minhas
intenções era abordar questões históricas,
ambientais e sociais relativas à cidade de São Paulo.
Assim, os alunos foram estimulados a assistir e emitir opiniões
sobre a propaganda "Vamos ajudar a salvar São Paulo",
da Federação do Comércio do Estado de São
Paulo, veiculada no início do ano passado, logo após
aquela terrível inundação do Vale do Anhangabaú,
e outras de cunho semelhante da Fundação Cásper
Líbero/TV Gazeta, veiculadas em meados do ano passado. A partir de um
vocabulário básico em inglês (when, where, who,
first building) o aluno iria pesquisar sobre a fundação
da cidade em português. Em seguida, novo vocabulário
(mayor, vice-mayor, mandate, population) e o aluno iria pesquisar
sobre São Paulo hoje. Mais vocabulário: City Hall/address,
Regional Administration of Vila Prudente/address/role, City Council
of São Paulo/address/role, Districts of the City - one of each
zone) e o aluno preencheria as informações de acordo
com o significado das palavras. O próximo
passo foi a leitura e interpretação do texto "São
Paulo, a city with many problems". Trata-se de um texto com vários
cognatos, o que facilita o entendimento global do mesmo. Vimos com
ele algumas técnicas de leitura e em seguida alguns exercícios
de interpretação e o mapa da cidade, que é desconhecido
por muitos. Vários deles também não sabem que
a cidade tem uma bandeira própria. E por falar nisso, os alunos
fizeram o mapa e a bandeira m forma de artesanato ( madeira, tecido,
pintura, crochê e outros), houve trabalhos muito bonitos. Já que
os alunos tinham acabado de lidar com os problemas da cidade no texto,
cada grupo ficou imcumbido de fotografar dois problemas de seu bairro,
fornecer o endereço do mesmo e propor a solução
em português, porém, partindo de um vocabulário
em inglês (problems of the city/address/solution). O relatório
com os problemas e propostas de soluções foi enviado
à Administração Regional de Vila Prudente - que
nada respondeu! Passou-se então
a explorar três letras de música (Sampa/Caetano, São
Paulo, São Paulo/Premeditando o Breque, New York, New York/Frank
Sinatra). Minha intenção era que, a partir de um vocabulário
em inglês, "text interpretation", eles lessem, comparassem
e interpretassem as três letras naquilo em que elas exaltam
e/ou denigrem suas cidades e dissessem sua opinião a respeito,
em português. Como a intenção
do trabalho era influenciar o aluno na prática da cidadania,
foi passado para eles uma folha inglês/português com o
título "Very important telephone numbers"/Você
sabe ser cidadão? Então reclame!", com os principais
números de telefone da cidade e do bairro sobre prestação
de serviços de interesse imediato do munícipe. Na última
folha o grupo colocaria a sua "conclusion" e "bibliography",
porém, em português. Depois de terminado o trabalho,
saiu na "Veja São Paulo" (07 a 13/06/99) uma reportagem
explicativa sobre o Ministério Público do Estado de
São Paulo com os endereços e atribuições
de cada Promotoria. Achei que seria um ótimo complemento, mas
o trabalho já estava concluído e, apesar de não
poder explorá-la a contento, ela foi incluída sob o
título de "Ministério Público/What is this?"
Ao desenvolver
este projeto, além de trabalhar meu componente curricular,
a língua inglesa, minha intenção foi canalizá-lo
para, futuramente, promover a disciplina em sala de aula (um bom cidadão
sabe conservar sua escola em todos os sentidos e tomar parte do aprendizado
ativamente) e também para promover um grande projeto de reciclagem
que possa vir a financiar o trabalho dos professores em geral. Neste ano estou desenvolvendo este trabalho novamente, sempre tentando agregar algo de novo, por exemplo: estamos em contato com o Departamento de Limpeza da Prefeitura (Limpurb) para que possa vir à Escola dar palestras sobre a "Operação Cidade Limpa" e desenvolver com os alunos outros tipos de atividades que estejam relacionadas ao tema. Uma Professora de geografia está trabalhando paralelamente a canção "Pacato Cidadão" do grupo Skank. INDEPENDENCE
OF BRAZIL X INDEPENDENCE OF THE USA AND GREAT BRITAIN O segundo projeto,
também interdisciplinar mas com a predominância do inglês,
chama-se "Independence of Brazil X Independence of the USA and
Great Britain" e se encontra dentro dos Parâmetros Curriculares
Nacionais no que tange à abordagem da pluralidade cultural,
uma vez que isso é algo que se cobra muito do professor de
inglês - proporcionar ao aluno o conhecimento de outras culturas
comparando-as com a nossa, até mesmo para que possamos nos
entender melhor. A idéia
desse trabalho comparativo surgiu para mim quando , após ler
sobre a independência dos EUA e a do Brasil, vi que houve várias
coincidências em ambos os processos (a cobrança de altos
impostos pelas metrópoles sobre os produtos de suas colônias
para cobrir dívidas contraídas com outros países,
a questão dos monopólios, o fato de, no início,
nem os EUA nem o Brasil desejarem a separação de suas
metrópoles, dentre outros fatores) e decidi juntar outros elementos
para explorar tudo como um conjunto harmônico. Preparei um texto
(em português) sobre a independência dos EUA onde, além
de abordar o que citei no parágrafo anterior, expliquei como
ocorreu a expansão territorial (das 13 colônias iniciais
aos 50 estados atuais), o fato de eles terem uma única constituição,
os territórios isolados do Alasca e Havaí, regime de
governo, mandato presidencial e reeleição e a participação
da França e da Espanha na guerra de independência. Após
o texto, elaborei 10 questões para a interpretação
do mesmo. Para que houvesse
a possibilidade de comparação entre os dois processos
de independência, como já disse, preparei também
um texto (em português) sobre a independência do Brasil
a partir da vinda de D. João VI, pois isto é um fato
considerado como marco no caminho para a nossa independência.
Para esse texto não há questionário pois me interessa
a leitura e comparação, apenas. Como em ambos os textos
havia algumas palavras de difícil entendimento pelos alunos
(colônia, metrópole, monopólio, monarquia, constituição
e presidencialismo), elaborei uma folha com o título "What
is this?", na qual se deveria escrever, em português, o
significado de cada uma delas, após pesquisa. Na folha posterior,
com o título de "Text interpretation", solicitei
o seguinte: I) Leia os textos sobre a independência dos EUA
e do Brasil atentamente, compare-os e você vai perceber que
houve algumas coincidências entre o que ocorreu com os dois
países durante o processo que culminou com a independência
de ambos. Descreva-as.", II) "Quais os principais personagens
que estiveram envolvidos nos processos de independência dos
EUA e Brasil?" Incluí
a letra do Hino Nacional dos EUA (em inglês e português)
com uma pequena introdução histórica explicativa.
Em seguida, o aluno deveria acrescentar uma folha com a bandeira dos
EUA entitulando-a "Flag of ......", "Date of celebration:
___/___" e legenda das respectivas cores denominando-as em inglês.
Na folha com o mapa dos EUA, foi pedido que os alunos completassem
os seguintes dados: "Map of .....", "continent",
"capital", "nationality", "area" e "population".
Os alunos tiveram também de pintar o mapa conforme uma legenda
cuja explicação já fora exposta anteriormente
no texto sobre a independência do país ("green"
para as 13 colônias iniciais, "yellow" para os estados
conquistados através de guerras, "blue" para os cedidos,
"red" para os comprados e "brown" para aquele
que uniu-se voluntariamente aos EUA - conforme o que pude constatar
em livros). Na seqüência,
trabalhou-se os Hinos Nacional, da Independência, e à
Bandeira, todos referentes ao Brasil. Em relação à
nossa bandeira, foi solicitada a data de sua comemoração,
bem como a legenda explicativa das cores em inglês, como foi
feito na dos EUA. Utilizei também um mapa do Brasil (consegui
com um colega que, por sua vez, o conseguiu no Memorial do Imigrante)
onde estão discriminadas as cidades brasileiras que tiveram
influência norte-americana na sua colonização.
Em seguida, trabalhou-se
com o Hino Nacional Britânico (em português e inglês),
também com um breve prefácio histórico para esclarecimento.
Nas folhas com a bandeira e o mapa da Grã-Bretanha, foram utilizadas
a legenda das cores do país (tudo com os mesmos tópicos
em inglês conforme folhas semelhantes anteriores). Considerando-se
os hinos que foram juntados (EUA, Brasil e Grã-Bretanha), elaborei
mais uma folha entitulada "Text interpretation" com as seguintes
questões: I) Compare o Hino Nacional dos EUA - que é
uma exaltação à bandeira - com o Hino à
Bandeira Nacional do Brasil e diga qual deles traz uma mensagem mais
"rica, forte", exemplifique; II) Ao ler o Hino Nacional
da Grã-Bretanha você perceberá que ele só
fala da Rainha e não do país, pois é ela quem
representa a Nação. Compare com o Hino Nacional do Brasil
e diga o que você acha a esse respeito. Programamos uma
vista ao Museu do Ipiranga onde os alunos tiraram fotos para ilustrar
o trabalho e, principalmente, conheceram a nossa história mais
de perto. Na última
folha, com o título de "conclusion", os alunos relatam
os aspectos positivos, negativos e comentários geral sobre
o trabalho. Ao final é solicitada a "bibliography".
Neste projeto também foram desenvolvidos trabalhos em artesanato
referentes ao que foi abordado, o que serviu para enriquecê-lo
grandemente. Numa próxima oportunidade de desenvolvimento deste trabalho, acrescentarei algumas letras de música dos EUA e Brasil para estimular a leitura, interpretação, comparação, reflexão e o melhor entendimento de nossa cultura ("New York, New York" X "Aquarela do Brasil" X "Brasil" X "Que país é esse" - as duas últimas, ambas do Cazuza; aguardo sugestão sobre uma letra de música que retrate a Grã-Bretanha ou Londres). Creio que isto também se encaixa na proposta. LÍNGUA
INGLESA X CONSCIÊNCIA NEGRA Como novembro é o mês da consciência negra, resolvi desenvolver um projeto semelhante aos anteriores, mas abordando esse assunto, especificamente, com alunos de 6ª série. Com esta faixa etária e nível lingüístico, a língua inglesa é usada apenas para a capa, o cabeçalho e títulos que abrem os assuntos e encerram o trabalho. Mas nem em por isso o projeto é menos importante, uma vez que novamente será abordada a pluralidade cultural americano-brasileira. Vou explicar. - 1ª folha:
School/ Date (por extenso, em inglês)/ Names/ Numbers/ Class/
English Work; LÍNGUA
INGLESA X MÚSICA E DANÇA Outro projeto
que gostaria de relatar é sobre música (em inglês)
e dança, já considerando que isto se encontra bem próximo
do adolescente e assim é mais fácil atingi -lo. Peço que
a classe se divida em grupos, mas o trabalho também pode ser
realizado individualmente. A partir daí, escolhem uma música
(da qual também possuam o CD, a letra e, se possível,
a tradução.) Para que gravem
a pronúncia e a melodia, é recomendado que ouçam
a música por diversas vezes acompanhando-a pela letra; dessa
forma, após algumas audições, já devem
procurar cantá-la junto com o CD. Tudo isso, como já
disse, repetidamente até se sentirem seguros. Alguma dúvida
de pronúncia pode ser tirada com o professor. Passada a primeira
parte de fixação da pronúncia e melodia, o grupo
cria uma coreografia (dança, vestimenta, pintura no rosto,
etc.) para a música. Quanto à
letra da música, se o grupo tiver a tradução,
deverá elaborar um cartaz em papel pardo ilustrando-a com recorte
e colagem ou desenhos (cerca de 03 por estrofe) a partir da mensagem
da mesma. Se o aluno não tiver a tradução da
letra, o cartaz será feito ilustrando-se as palavras chaves
ali encontradas - alguns cognatos (palavras semelhantes ao português
em som e grafia) e outras que ele já conhece. Todo este último
processo é repetido na sala de informática: o aluno
digita a letra de música e ao lado de cada estrofe coloca as
ilustrações que achar adequadas utilizando-se do recurso
"Clip-art" ou outro disponível no computador. Agora toda a sala
já está pronta para a atividade. Grupo por grupo, todos
são chamados para a apresentação, quando então
cantam e dançam a música que escolheram, auxiliados
pelo CD da mesma, que é colocado em volume baixo apenas para
os alunos se deixarem guiar pelo ritmo. Quem preferir, pode trazer
instrumentos e fazer o acompanhamento por si mesmo. Esta parte é
filmada e depois todos ficam ansiosos para saber de seu desempenho.
Finalmente, colo
todos os cartazes das músicas na parede e vou fazendo a leitura
das letras uma a uma com os alunos. Quando já fixaram a pronúncia,
cantamos todos juntos. O outro projeto
também é com música e dança, só
que para crianças, portanto, são trabalhadas canções
tipo folclóricas (Happy birthday, Are you sleeping, Row your
boat, Head and shoulders, Old Mac Donald, Ten little indians, canções
com números, letras, dias da semana e outras). Como o conhecimento
de vocabulário ainda é pequeno nessa faixa de idade,
as canções já são passadas com a tradução.
Assim como no projeto anterior, a partir da mensagem de cada uma o
aluno vai criar algums desenhos no sulfite para ilustrá-la,
com a letra em inglês ao lado. A apresentação
propriamente dita também funciona a partir da mensagem. O aluno
cria um "teatrinho" para a música que escolheu e
vai apresentá-lo para a classe. Por exemplo, quem escolheu
Happy birthday" vai montar uma festa de aniversário real,
pode ser para algum coleguinha de sala que seja o aniversariante daquele
mês. Pesquisa-se o vocabulário em inglês a respeito
dos comes e bebes e utensílios de cozinha necessários
e, depois da mesa pronta, cola-se sobre cada componente da festa um
papel com o seu respectivo nome em inglês (assim o aluno estará
em contato com aquela palavra nova durante toda a festa). A música "Head and shoulders", como fala do corpo humano, pode ser apresentada em forma de ginástica; a música dos números tem o ritmo típico de uma marcha de soldados e assim ela é representada. Já "Row your boat" fala sobre um barco navegando num riacho, então os alunos fazem uma fila, cada um colocando as mãos nos ombros do colega da frente e "navegando" pela sala (o riacho) como se fossem um barco. A música "Ten little indians", o nome já diz, fala sobre uma tribo. Um aluno fica no meio representando o "homem branco" que foi preso e os outros ficam dançando e cantando a música ao seu redor, todos vestidos de índio, e assim por diante. VOLIBOL
, RAP E O VERBO "TO BE" Outro projeto
que quero apresentar é sobre o amado e odiado verbo "to
be". Depois de praticar
bastante em aula as apresentações com o verbo "to
be", tanto na sua forma singular quanto plural, vamos para a
quadra "jogar vôlei com o verbo to be". Reuno a classe,
digo que vamos fazer a escalação do verbo "to be"
e vou perguntando quem é o capitão (o primeiro na conjugaçao)
e em seguida peço a continuação do "time".
Divido os alunos em três grupos, falo que vamos jogar vôlei,
só que ao arremessar a bola um para o outro, cada um que a
recebe deve falar a conjugação do verbo "to be"
na continuação correta. Com relação
à parte escrita, durante o ano os alunos vão fazendo
vários trabalhos de recorte e colagem ou desenhos construindo
frases com o verbo "to be". Neste momento, quando todos já fixaram a conjugação corretamente, fazemos o concurso do "rap do to be": cria-se uma letra de música estilo "rap" (ou outro, se preferirem) em cima da conjugação, com direito a rima e tudo o mais. Para provar que é uma atividade fácil, primeiro sou eu que crio a minha e canto para eles. Posso mandar algumas letras que foram compostas, se quiserem. Ela é escrita em papel pardo e o último passo é apresentá-la para a sala, com o grupo cantando e dançando. Para o Halloween, tradicionalmente realizamos o festival de mágicas, desfile de fantasias/máscaras e o concurso de melhor imitador de um artista. Escolhe-se o melhor em cada categoria e há um prêmio para cada um. Na parte escrita, os alunos fazem desenhos relativos à data no sulfite e/ou cartolina e, conforme o motivo que escolheram, escrevem o vocabulário correspondente em inglês. PAÍSES
DE LÍNGUA INGLESA X BRASIL É fato
comprovado que o ensino de um componente curricular de forma isolada,
fragmentada, está ultrapassado, e que isso também vale
para o ensino de língua inglesa. Nesse sentido, nada melhor
do que uma abordagem interdisciplinar da mesma. O trabalho aqui
relatado, em turmas de 8ª série, fez parte de uma mostra
regional da Prefeitura do Município de São Paulo. O
assunto abordado foi o Plebiscito sobre formas e sistemas de governo
em 1994, mas o tema pode ser escolhido de acordo com o momento. Ao se ensinar
a língua inglesa, faz-se necessário relacioná-la
com a cultura dos países que a falam, pois uma coisa está
ligada à outra. Sendo cultura um conjunto de informações
sobre as diversas áreas do conhecimento humano, cabe ao professor
de inglês discutir com os alunos os aspectos mais importantes
acerca dos principais países que falam a língua inglesa
no mundo, e a relação destes com o Brasil. São
eles: Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália,
África do Sul, República da Irlanda, Reino Unido da
Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales)
e Irlanda do Norte. Foi sugerida uma
bibliografia geral, como livros de história e geografia, atlas,
almanaques, jornais e revistas. Considerando que o mesmo assunto foi
abordado pelos demais professores, isto facilitou a pesquisa e a assimilação
por parte dos alunos, à medida que foram desenvolvendo o trabalho. Dentro da proposta
de se dar um desenvolvimento mais amplo ao conteúdo das disciplinas,
cada uma teve o seu papel dentro do projeto: Inglês, abordando
a cultura dos países de língua inglesa e algum vocabulário
novo; História, a parte histórica propriamente dita;
Geografia, a localização dos países, capital,
nacionalidade e aspectos econômicos. Cabe ressaltar aqui a dificuldade
dos alunos em distinguir Áustrália de Áustria,
a localização da Oceania, o porquê de Elizabeth
II ser considerada rainha em outros países além da Grã-Bretanha,
o que significa Commonwealth, etc). Imediatamente após a exposição
do conteúdo pelos diverso professores, foi realizado um plebiscito
simulado na escola sobre o sistema de governo mais apropriado ao Brasil,
uma vez que foi possível conhecer a experiência de outros
países. Coube à disciplina de matemática realizar
um trabalho sobre regras de proporção a partir dos resultados
obtidos. Ao final das apresentações,
foi entregue uma apostila com um resumo dos tópicos abordados
e um questionário (vide abaixo) para aprofundamento das discussões,
o que não exclui outras formas de se explorar o trabalho. A CORRENTE DO BEM (Pay it forward) Num momento em que toda a sociedade brasileira está sendo conclamada a lutar contra a violência promovendo ações em prol da paz (o estatuto do desarmamento e a entrega de armas pela população), tomo a liberdade de divulgar um projeto em torno do filme "A corrente do bem", que meus alunos e eu desenvolvemos em 2002 e cujas atividades continuo a trabalhar até o dia de de hoje. Se me permite, passarei a descrevê-las. A propósito do filme - vale a pena assistir e exibí-lo na escola - o enredo resumido é mais ou menos o seguinte: um garoto, filho de pais separados (que é o perfil do nosso aluno), e todos seus colegas, têm como missão de seu professor desenvolver três boas ações que, por sua vez, iriam desencadear três novas boas ações por quem as recebesse gerando uma progressão geométrica para o bem. O garoto não foi muito feliz no seu intento, mas a semente já estava plantada. Outra parte que gostaria de esclarecer é que o trabalho com este filme é um projeto da rede estadual de ensino de São Paulo mas as atividades aqui relatadas foram desenvolvidas por meus alunos e eu. Como sou professor de inglês, o foco do meu trabalho é a língua inglesa - através da interdisciplinaridade. Bem, da mensagem do filme extraímos várias "palavras do bem": esforço alegria, paixão, solidariedade, diálogo, família, Deus, caridade, paciência, fé, esperança, perdão, saúde, respeito, educação, amizade, satisfação, amor, união, carinho, harmonia, felicidade, dignidade, caráter, vida, honra, humildade e afeto (estas foram as principais mas a lista pode ser diferente, desde que as palavras sejam "do bem"). Cada uma dessas palavras forma vertidas para o inglês. Ressalto aqui o gosto pelo uso/manuseio do dicionário manifesto pelos alunos em atividades como esta, sempre um componente/ingrediente a mais, como sempre gosto de ressaltar. Em metade de uma folha de sulfite, o aluno desenhou várias argolas unidas em forma de uma corrente, dentro delas o aluno foi escrevendo as palavras (não todas, cerca de 10) inglês/português, alternadamente. Depois de pronto, decorou seu desenho com lápis de cor e colou a folha em varetas (espeto para churrasco), o trabalho tomou o formato de uma bandeira, "a bandeira do bem", conforme a mensagem do filme. Com as mesmas palavras do parágrafo anterior, foram elaboradas "frases do bem" (Eu gosto de carinho/Eu preciso ter paciência/Amor é essencial/Alegria é muito bom/Ter esperança é ter fé/Minha amizade é sincera/Eu tenho caráter, etc) aproveitando conteúdos gramaticais anteriormente trabalhados. Passamos todas para o inglês e o aluno escolhia a que significasse mais para ele. Numa folha de sulfite o aluno escreve a frase em inglês/português e faz uma ilustração (desenho e pintura ou recorte e colagem ou com o clipart) que combine com o significado da frase. O trabalho pronto é colocado em uma moldura simples de madeira e o aluno tem um quadro em suas mãos! A mais recente atividade foi o seguinte: numa folha de sulfite riscada ao meio o aluno monta palavras cruzadas tendo por frase central, na vertical, "A corrente do bem" e vai encaixando na horizontal e vertical as palavras citadas anteriormente, em inglês. Do outro lado do sulfite o aluno enumera as mesmas palavras, em português, em colunas (uma só para as verticais e outra para as horizontais) para orientar quem vê o trabalho. Creio que dessa forma, a atividade funcionou como um dicionário facilitando a fixação do vocabulário. Este trabalho pode ser desenvolvido transversalmente podendo envolver as disciplinas de inglês na pesquisa de vocabulário, artes, no recorte, colagem e montagem dos painéis, história e geografia poderão falar sobre as guerras, a fome na África, a violência e o apelo ao desarmamento, etc, português poderá pedir uma produção de texto, uma Composition: "Pay it forward" (o título original), porém, com o texto em português. Cabe lembrar que, mesmo na parte que envolve outros componentes curriculares além da língua inglesa, as palavras chave como o cabeçalho propriamente dito: (date, school, components, class), título do trabalho e títulos internos, sempre são mantidos em inglês e, quanto às atividades que são desenvolvidas em português, poderão ser feitas em inglês se for uma série mais elevada. Creio que cada tipo de atividade citada acima pode se adequar a uma série diferente. Ocorreu-me agora a possibilidade de utilizar as seguintes canções (que dispensam qualquer apresentação) para serem trabalhadas junto com este filme: "We are the world", "Heal the world", "Give peace a chance" e "Imagine" que poderão ser ensaiadas em forma de um coral ou um clip - aqui estarão sendo trabalhados o listening e o speaking. Aceito sugestões de outras canções. Caso esse trabalho seja feito totalmente no computador, para a parte do desenho, pintura e vocabulário, pode ser usado como recurso o "paint", e o clip art para uma ilustração isolada, para a parte da "Composition", exercícios, letra das músicas e vocabulário especifico, no "word" . Para a apresentação de suas várias fases no computador, à medida que vai se passando de uma etapa à outra, vai sendo tocada uma ou mais das músicas jás gravadas no computador previamente. Como muitas vezes a escola é acusada de omissão e apatia com relação ao que se passa na sociedade, pois não estaria fazendo a conexão com a realidade nos conceitos que trabalha, creio que nesse caso teremos feito a nossa parte. Ainda que, como o aluno do filme, são sejamos muito felizes no nosso intento, mas a semente já estará plantada. SUPERMARKET LIST X EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO Este trabalho, um tema transversal recomendado pelo MEC, é dirigido para a 5ª série e pode envolver as disciplinas de inglês na pesquisa de vocabulário, artes, no recorte, colagem e montagem dos painéis com as fotos dos produtos, matemática, na pesquisa e comparação de preços entre os mercados, e português no encaminhamento da discussão das questões sobre educação para o consumo. Cabe lembrar que, mesmo na parte que envolve outros componentes curriculares além da língua inglesa, as palavras-chave como o cabeçalho propriamente dito: (date, school, components, class), título do trabalho, nome dos produtos, sempre são mantidos em inglês. A partir de uma lista de produtos alimentícios básicos, em português, entitulada "supermarket list" (no final do presente relato), o aluno vai passar as palavras para o inglês através de uma pesquisa no dicionário. Ressalto aqui o gosto pelo uso/manuseio do dicionário manifesto pelos alunos em atividades como esta. É sempre um componente/ingrediente a mais num ambiente de escola pública em que há carência de material diversificado para o ensino de línguas. Faço a correção na lousa palavra por palavra perguntando aos alunos que significado acharam para cada uma delas, e depois vem a leitura e repetição com a classe. Agora desenho a montagem do painel na lousa como exemplo: um sulfite, margem de 01 cm, dividido ao meio e com quatro colunas iguais. São, portanto, oito quadrados no total em que serão colados o recorte dos produtos da lista, tirados de folhetos de supermercados, e embaixo dos mesmos será escrito o respectivo nome em inglês já pesquisado anteriormente. O aluno poderá fazer uma decoração no sulfite pintando com canetinha ou lápis de cor ao redor dos recortes. Aqui se encerra esta parte. O conjunto de "questions" (assim é intitulada a folha) relativo à educação para o consumo foi pensado na exata extensão para fechar o cerco naquilo que mais envolve um processo de ida ao supermercado para se fazer compras, bem como nas idéias contidas no Manual de educação para o consumo/Dicas para o professor fornecido pela Fundação PROCON mediante solicitação das escolas. Veja só: 01) Que procedimentos você costuma tomar quando vai fazer uma compra no mercado? 02) Ao fazer a compra, o que você costuma observar com relação aos produtos? 03) Você já teve algum problema com relação a algum produto alimentício que você tenha comprado? Em caso positivo, explique como o resolveu. 04) Caso não consiga resolver o problema com a empresa amigavelmente, a quem ou a que órgão você pode recorrer? 05) Algumas pessoas costumam fazer compras para o mês, outros apenas para o dia-a-dia. O que seria melhor, na sua opinião? 06) Muitos mercados incentivam a compra de determinado produto fazendo sorteios com premiação. Você costuma participar? O que você acha disso? Escrevo as questões na lousa, leio e explico uma por uma, peço que os alunos pensem a respeito das mesmas, discutam o assunto em casa com os pais e tragam um relato no caderno para a aula seguinte. Nesse momento, peço que se juntem em grupos, discutam com os colegas eventuais divergências entre as respostas e entreguem o consenso por escrito ao professor, que pode também optar por fazer uma discussão com a classe a partir das respostas dadas. Com relação à última parte, a partir da nossa "supermarket list" inicial, peço que façam uma pesquisa de preços nos supermercados da região em valor unitário, a somatória e conseqüente verificação de qual mercado oferece o preço menor e de quanto se economizaria de um para outro. Aqui, portanto, são treinadas algumas operações matemáticas. Aproveito as questões propostas acima, fazendo algumas adaptações, para discutir a origem de cada alimento. Lá o aluno deverá assinalar com um "x" animal, vegetal, mineral ou outros (processo de industrialização) conforme a origem de cada produto, o que serviu para enriquecer um pouco mais esta atividade. É próprio do aluno de séries iniciais aprender com mais facilidade aquilo que vê; portanto, pode ser feita a exposição deste trabalho trazendo os produtos de nossa supermarket list com os rótulos em inglês elaborados pelos alunos. Com certeza isso ajudará na memorização do vocabulário. O aluno poderá pronunciar o nome dos produtos para os visitantes da feira, quando estará treinando o "speaking". Está concluído o nosso "project". Este projeto fez parte de uma reportagem da Revista Crescer, Ed. Globo, exemplar nº 97, na Seção Educação/O papel das Escolas, da 2ª Mostra de Educação para o Consumo no Currículo, da Fundação PROCON SP, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em 09/05/02 e também foi objeto de uma reportagem em 11/11/02 no canal de tv a cabo STV (TV SESC/SENAC), no programa "Filhos", abordando os Temas Transversais.
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