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Entrevista número 3: Dave Sperling, webmaster do site ESL Café. Entrevista concedida a George H. Clemes III, do jornal The Bangkok Post, e publicada em 12/02/2002.. Adicionalmente à entrevista aqui traduzida, Dave Sperling me concedeu uma entrevista por e-mail em 02/04/2003, de onde foram obtidas algumas das informações divulgadas ao longo deste trabalho, bem como os dados pessoais do webmaster, reproduzidos nesta página. No período entre a primeira e a segunda entrevista, Dave parou de lecionar para se dedicar integralmente ao site. Dados Pessoais: a) Nome: Dave Sperling b) Idade: 42 anos c) Formação: Bacharel em psicologia, com mestrado em lingüística aplicada Como você começou em ESL (Ensino de Inglês como Segunda Língua)? Eu viajei muito quando eu era criança, o que causou uma impressão muito forte em mim. Minha primeira viagem foi para o Oriente Médio e Europa quando eu tinha 8 anos. Talvez tenha sido esse o início do meu interesse por ESL. Eu sempre fui fascinado por pessoas de outros países, e a maioria dos meus melhores amigos no ensino médio e na faculdade eram estrangeiros. Eu também viajei pela Europa nos verões de 1979 e 1980, e para o Egito, Etiópia, Quênia e Sudão em 1982. Quando eu estava na faculdade, eu queria ser psicólogo e recebi um diploma em Psicologia na Pepperdine University em 1982. Depois de me formar, eu tive a oportunidade de visitar amigos no Japão. Meus planos eram de tirar umas férias de dois anos do ambiente acadêmico, morar no Japão por dois anos, e depois continuar meus estudos em psicologia. Tendo que me sustentar, eu consegui meu primeiro emprego ensinando gramática na Tokyo International College, em Meguro, Tóquio. Sem experiência docente anterior, eu não tinha idéia sobre como ensinar gramática, então eu me postei em frente a uma turma entediada e comecei a ensinar as classes gramaticais! Mas eu aprendi rápido, e logo tornei a comunicação oral a parte central das minhas aulas. Depois de ensinar por algum tempo, eu estava viciado. As pessoas dizem que, com o ensino, ou se adora ou se detesta. Eu descobri que adorava ensinar e fiquei no Japão por cinco anos. Aí eu fui para o norte da Tailândia buscando fugir um pouco do ritmo acelerado de Tóquio. O que eu encontrei foi minha esposa! Dao e eu nos conhecemos numa festa e casamos um ano depois. Eu também lecionei inglês na Chiang-mai University e no American University Alumni Language Center. Nós voltamos para os Estados Unidos em 1992. Eu deixei a psicologia para trás e recebi a certificação para ESL na California State University, Northridge em 1993 e conclui o mestrado em lingüística aplicada em 1995. Você sempre se interessou por tecnologia e computadores? Muitas pessoas se surpreendem que eu não tenho formação em tecnologia. Eu fiz um curso de informática no ensino médio e detestei. A maioria dos meus colegas gostava de matemática e ciências, mas eu não. Na verdade, aquela aula foi o início da minha computerfobia. Eu consegui resistir aos computadores por 15 anos! Mesmo na faculdade eu datilografava meus trabalhos numa máquina de escrever. Quando eu comecei a lecionar no Japão, apenas algumas secretárias tinham computador; também não havia computadores na Tailândia rural. Entretanto, quando eu comecei o mestrado em 1992, eu não tive escolha e tive de usar computadores para fazer pesquisa e escrever os meus trabalhos. E como você se envolveu com a Internet? Eu comprei o meu Mac em 1992, e ele veio com um modem. Já na primeira noite que eu me conectei à Internet eu mandei o meu primeiro e-mail da minha casa, em Los Angeles, para um amigo do outro lado do mundo, em Bangkok. Imagine a minha euforia quando eu recebi a resposta dele em poucos minutos! Eu fiquei surpreso em ver como era fácil e rápido, e mais uma vez eu fiquei "fissurado". Como começou o Dave's ESL Café? O Café começou no outono de 1995, mas quase que não aconteceu. Depois de me formar no mestrado, eu fui para a Tailândia no verão de 1995 para visitar a família e amigos, e quase morri num acidente de moto. Eu caí num buraco na estrada, escondido por uma poça d'água, e caí de cabeça, quebrando vários ossos do meu rosto. O capacete salvou a minha vida. Quando eu voltei para os Estados Unidos para passar o verão no hospital, eu decidi fazer alguma coisa a mais com a minha vida. Tendo navegado na Internet em 1994 e 1995, eu tinha me dado conta de que a maioria dos sites de ESL/EFL na web não eram interativos, interessantes ou divertidos, e consistiam apenas de páginas de informação e links para outros sites. Eu queria criar alguma coisa completamente diferente. Eu consegui um emprego lecionando redação na California State University, Northridge. Meus alunos haviam estado em programas de ESL antes e simplesmente não estavam motivados, então eu me ofereci para ensiná-los a escrever no contexto da Internet. Relutantemente, eles concordaram. Eu consegui acesso ao laboratório de informática do campus e apresentei os alunos à Web, que estava apenas começando naquela época. Eu comprei uma câmera digital de 99 dólares e comecei a ensinar a mim mesmo eu aos alunos a usar imagens e criar páginas na Internet. Em dezembro de 1995 nós produzimos a nossa primeira página na Web usando as fotos digitais tiradas em aula e amostras de textos, que eram autobiografias bem-humoradas. Essa foi a nossa primeira tentativa, e nós publicamos com sucesso a página na World Wide Web. Nós a chamamos de Dave's Writing Class. E ela ainda está lá! (http://www.csun.edu/~hcels1004/CSUN.html ) Em poucas semanas, meus alunos começaram a receber e-mails de dúzias de alunos de todo o mundo, e, para a minha surpresa, eles rapidamente se tornaram motivados para ler, escrever e diariamente se comunicar em inglês, tanto pela rede quanto em aula. Essa foi uma transformação surpreendente. No início do semestre, os alunos mal freqüentavam as aulas. Agora eles as adoravam! Antes de usar a Internet, eles não estavam escrevendo praticamente nada, nem mesmo na sua própria língua. Agora eles estavam escrevendo diariamente! Os alunos progrediram de forma notável no seu inglês e começaram a se comunicar bastante bem. O computador é realmente uma ferramenta poderosa na aquisição de uma língua. Esse foi o início da minha atuação na Web. Eu pensei: "Se eu posso fazer isso pelas minhas turmas, por que não fazer alguma coisa para o mundo inteiro?" Originalmente eu queria formar uma equipe para criar um site na Web para professores e alunos de ESL. Eu tentei conseguir um programador, um designer gráfico, escritores, mas ninguém sequer considerava fazer isso. Eles perguntavam: "Quanto é que se ganha?" e eu respondia: "Nada. Pelo menos por enquanto. Talvez algum dia!" Você tem que lembrar que em 1995 a Web estava recém se formando. Com nenhum adepto, eu tive de começar a desenvolver o site sozinho. Eu experimentei algumas idéias, e a primeira página que produzi foi a "Graffiti Wall" (Parede de Graffiti), que surgiu como inspiração. Há muito graffiti interessante na Northridge - coisas realmente artísticas. Uma pessoa escreve alguma coisa para a outra, e essa segunda responde, e assim por diante. Isso me interessou, e eu fiquei pensando se eu poderia fazer isso na Internet pelos meus alunos de ESL, criando um site onde eles pudessem expressar sua criatividade numa parede virtual. Eu tive a idéia na segunda-feira, e na sexta a página já estava funcionando! Eu tirei alguns dias de folga naquele inverno e continuei a experimentar com outra idéias de páginas. Eu inventei a Question Page (Página de Perguntas) onde eu respondia perguntas dos alunos e as compilava num tipo de coluna chamada "Caro Dave". Quando os alunos começaram a formular perguntas que diziam respeito à metodologia ou TOEFL, por exemplo, eu comecei a pesquisar na Internet e a sugerir aos alunos links em que eles poderiam conseguir mais informações por conta própria. Quanto mais páginas eu criava, mais eu gostava. Esse se tornou a minha maneira de publicar. Eu tinha aprendido que publicar materiais é uma coisa muito difícil. Eu sempre adorei escrever, mas ninguém queria me publicar! Eu não faria isso pelo dinheiro, e ainda assim ninguém queria publicar os meus trabalhos. Então, quando eu fiquei sabendo sobre a Internet, eu pensei: "Nossa! Eu vou me publicar sozinho aqui mesmo!" Chegou o dia em que eu precisei de um lugar para colocar todas as páginas que eu estava criando, e foi assim que começou o Dave's ESL Cafe. Um lugar virtual onde as pessoas voltadas a ESL/EFL se encontram. Você teve outras idéias para nomes? Não, foi só esse. Eu sempre gostei de cafés e ainda os freqüento. Um café é um lugar interativo com uma atmosfera legal onde as pessoas se encontram. Então eu peguei a palavra Café como parte do nome. Eu considerei alguns nomes high-tech como "Café Virtual" ou "Cyber Café", mas decidi por Dave porque eu sou o Dave, e ESL porque eu ensino ESL! Entretanto, eu sempre brinco com os meus alunos dizendo que eu preciso trocar de nome, porque no Japão os meus alunos me chamavam de Da-bu, que significa gordo. E na Tailândia, Sperling às vezes é pronunciado Super-ling, que quer dizer Super macaco! O seu site é para professores ou alunos? É mais ou menos meio a meio. Há bastante coisa para ambos, e eu tento manter o equilíbrio. Os professores freqüentemente usam o Café nas suas aulas. Mas a página mais popular, entretanto, é a Job Center (Central de Empregos) onde eu anuncio cerca de 20 vagas a cada dia. Também há uma área para discussões sobre emprego e um lugar para publicar currículos. Nós recebemos mais de um milhão de hits por mês! Numa época eu quis criar um curso inteiro de ESL na Web, mas isso é muito difícil. Em vez disso, eu criei módulos individuais. Eu tenho 15 fóruns de professores que incluem atividades de aulas, educação de adultos, lingüística, educação bilíngüe, aprendizagem assistida por computador, educação no ensino fundamental e emprego. Nós também temos 15 fóruns de alunos com tópicos como hobbies, datas comemorativas, notícias, filmes, computador, literatura, música, aprendizagem de inglês, etc. Os fóruns de alunos são muito interessantes. Eu aprendo muito sobre alunos de vários países através dos fóruns. Você tem alguma ajuda para manter o Café? Meu amigo e colega Dennis Oliver, que leciona na Arizona State University, tem colaborado comigo em muito do conteúdo do Café, e tem sido uma grande ajuda. Ele é meu principal escritor e já escreveu para as seções de idioms (expressões idiomáticas), phrasal verbs (verbos compostos), muitos dos testes e Hint of the Day (dica do dia). Tudo passa pelo Dennis antes de ir para a Web. Eu também tenho uma equipe de professores por todo o mundo que ajudam a responder as perguntas no Help Center (Centro de ajuda), que é minha sala de aula virtual e global para alunos de ESL/EFL. Onde você trabalha quando está cuidando do Café? Eu faço a maior parte do trabalho em casa, no meu quarto. Eu também trabalho no meu laptop quando eu estou viajando. Muitas pessoas acham que eu trabalho num escritório bem arrumado, com computadores por todos os lados e assistentes indo pra lá e pra cá, tratando dos negócios do Café. Na verdade, eu trabalho numa mesa no meu quarto. Eu sou conhecido na Internet como "Papa Dave", porque é comum para mim trabalhar com os meus filhos no colo e o cachorro nos meus pés. Uma vez eu estava no meu quarto de hotel numa conferência em Yuma, Arizona. A porta estava aberta e eu estava trabalhando com o meu laptop na cama. Dois professores passaram pelo meu quarto, deram uma guinada e voltaram. Eles me conheciam e ao Café por causa da minha apresentação na conferência e perguntaram: "O que você está fazendo?" Eu expliquei que eu estava trabalhando no site. "É assim que você trabalha no site?" "Sim", eu respondi com um sorriso. Eles tinham imaginado vários funcionários, escritório, etc. Tudo que eu preciso é uma linha telefônica e o meu laptop. Eu posso trabalhar no site de praticamente qualquer lugar, e ninguém nota a diferença. Quanto tempo você gasta no Café? O café me exige várias horas de trabalho por dia. A minha rotina começa às 5:30 ou 6 da manhã. Com uma xícara de café por perto, eu trabalho nos e-mails por cerca de uma hora e meia. Aí eu dou uma parada para fazer o café da manhã da família, tomar banho, me vestir e levar o meu filho para a escola. Depois de trabalhar mais no Café, eu tiro uma folga para passear com o meu cachorro, Alby. O trabalho diário com o Café inclui muitos e-mails, atualização de páginas, colocar os graffitis na Graffiti Wall, colocar no ar as respostas para a Question Page, adicionar as novas vagas de emprego, selecionar as contribuições para o fórum de discussão sobre emprego, entrar na central de chat do Café para ver se todos estão se comportando, adicionar e validar links no Web Guide e consertar várias áreas do Café. Quando eu adiciono uma nova página, eu posso trabalhar 15 horas ou mais por dia, e eu literalmente não durmo! Mas agora é mais fácil do que antes. Se eu fizesse um erro de programação no passado, poderia levar até duas horas para consertá-lo. Agora eu posso remediar um probelma em questão de segundos. Outros processos, como deletar informações previamente colocadas no ar, estão mais automatizadas, também. O Café é bastante trabalhoso, mas eu realmente gosto disso. Que tipo de comentário (feedback) você recebe sobre o Café? Eu recebo comentários de todas as partes do mundo. Criar alguma coisa tão visível tende a atrair muita atenção. O feedback tem sido realmente fantástico, e é isso que mantém trabalhando. Ocasionalmente as pessoas sugerem mudanças. Às vezes eu posso atendê-las, às vezes não. Em geral, os comentários são bastante motivadores. No início de março deste ano o meu servidor entrou em colapso. Por mais ou menos 40 horas, o Café simplesmente não existiu. Eu recebi aproximadamente 300 e-mails por dia dizendo "Dave, onde está o Café?" Aquilo foi um desastre. Quais são os seus planos para o futuro em relação ao Café? Tirá-lo da minha casa, ou pelo menos do meu quarto! Também, eu gostaria de aperfeiçoar o ESL Web Guide, que agora está com mais de 1.500 itens em 350 categorias. Eu recentemente comecei a aceitar patrocinadores, depois de evitar isso por três anos. O custo para operar o Café estava começando a pesar demais para mantê-lo sozinho. A minha última conta foi de 600 dólares por mês. Agora eu estou conseguindo viabilizar o lado empresarial, o que é um desafio. Você escreveu o primeiro livro sobre ESL e Internet. O que o inspirou a escrevê-lo? O projeto do meu livro começou em 1996. Eu tinha feito uma apresentação na conferência CATESOL em San Francisco, e fui abordado pela editora Sheryl Olinsky da Prentice Hall Regents para escrever um livro sobre a Internet. Pareceu interessante, então eu considerei essa possibilidade. Nós nos reunimos e surgiram diferentes idéias. Eu escrevi uma proposta, mandei e imediatamente tirei isso da minha mente. No verão seguinte a proposta foi aprovada. O livro se chama The Internet Guide for English Language teachers (Prentice Hall Regents). Eu queria escrever um guia introdutório para professores que não sabiam praticamente nada sobre a Internet, mas ao mesmo tempo prover informação que fosse interessante para todos. Eu aprendi, por experiência própria, que um guia assim seria útil para que as pessoas aprendessem uma nova tecnologia. O projeto aconteceu rapidamente. O livro foi publicado em março de 1997 e eu tenho prazer em dizer que tem sido muito bem recebido. Como qualquer escritor sabe, uma vez que se lança um livro, sempre se fica com medo que alguém o "estraçalhe", mas isso nunca aconteceu. Eu uso o livro quando eu ministro oficinas. Nós fizemos uma revisão em 1998 que se chamou Dave Sperling's Internet Guide (Prentice Hall Regents). Essa atualização tem vários endereços novos e vem com um CD-Rom. Eu também vou publicar um guia para estudantes em tempo para o TESOL de 99, em Nova Iorque. Como resultado dos livros e do Café, eu recebo inúmeros convites para falar sobre a Internet e sobre ESL em todo o mundo. Compromissos recentes desse tipo foram em Orlando, Boston, Nova Jersey, Nova Iorque, Hong Kong, São Paulo, Rio, Japão, Tailândia, Chile Bolívia, Malásia e Singapura. Tem sido legal! Tem sido difícil fazer malabarismo para conseguir ensinar, dar palestras e manter o Café? É muito difícil. Mesmo com a ajuda de colegas como Dennis Oliver, o Café me toma várias horas do dia. Eu leciono 20 horas por semana. De alguma maneira, eu consegui escrever um livro e dar palestras pelo mundo. Minha família e amigos sabem que às vezes eu sou viciado em trabalho, mas esse ano eu tenho tentado um equilíbrio. Eu estou passando mais tempo com a minha família. Mais cedo ou mais tarde eu vou ter que diminuir o meu número de horas como professor. De todos os seus empregos, qual é o seu favorito? Lecionar. Eu adoro lecionar. Esteja eu ensinando alunos ou professores sobre computadores e Internet, isso é parte de quem eu sou. Eu especialmente gosto de ensinar inglês. Eu já faço isso há bastante tempo, e é surpreendente que eu ainda tenho a mesma paixão. Eu me divirto em sala de aula. Esse ano mesmo estou lecionando uma turma com alunos de sete países diferentes e uma turma de nível básico de inglês. Eu adoro isso. Honestamente, não passa um dia sequer sem que eu pense "Nossa! Eu tenho sorte de estar fazendo isso." Não é só um emprego para mim. Meu estilo de ensinar é divertido, cheio de energia e pessoal. Humor é importante na minhas aulas e na minha vida. Eu adoro rir e fazer as pessoas rirem. Se os alunos podem entender o meu humor e rir, isso os faz mais confiantes. Eu também gosto quando os meus alunos me visitam em casa. Eu estou sempre aprendendo com eles. Escrever também tem sido uma experiência nova, mas maravilhosa para mim. É muito diferente do que eu fiz no passado. Não é como escrever um livro sobre gramática, que já foi feito antes. O Internet Guide foi uma novidade; não existia nada como ele. O que realmente me gratifica é que ele está mudando a vida das pessoas. Eu recebo e-mails de professores dizendo que esse livro realmente os ajudou. Eu também gosto do Café. Há duas coisas que eu realmente adoro em relação ao site. Primeiro, é uma sensação muito boa saber que eu posso publicar o que eu quiser; quando eu tenho uma idéia ótima, como foi a Graffiti Wall, eu não tenho que passar por burocracia nenhuma: eu simplesmente publico. A segunda é que o número de pessoas que eu conheci através do café tem sido incrível. O Dennis, por exemplo, hoje é meu amigo íntimo. São muitas as pessoas que eu não teria conhecido se não fosse pelo Café. Para mim, o Café é mais do que simplesmente publicar alguma coisa. É criar e desfrutar de relacionamentos com pessoas de todo o planeta. O Café é um lugar que congrega alunos e professores de ESL/EFL do mundo inteiro. Isso é emocionante. O que você diria que é o seu maior feito? Eu realmente me orgulho do Café. Os obstáculos que eu superei foram incríveis: a minha falta de treinamento técnico, o fato de eu não ser programador, a falta de financiamento e de uma fonte de renda proveniente do Café. Eu superei isso tudo e ainda construi algo que ajuda inúmeras pessoas. Eu aprendi algumas coisas que são difíceis, mas as coisas difíceis sempre passam. Eu não posso deixar que elas me segurem. Que mensagem você gostaria de passar para os seus colegas professores de inglês? Eu geralmente termino as minhas palestras com a seguinte citação de Lynore Carnuccio, um professor em Mustang, Oklahoma: "Nós já fizemos avanços com a Internet, mas o que eu encontro quando eu falo para outros professores da rede pública ainda é medo. Entretanto, eu acho que, em muitos casos, esse medo vem justamente da falta de exposição ou experiência com a Internet." Meu conselho aos professores: superem o medo em relação à Internet e experimentem. Eu prometo que vocês não vão se arrepender. A Internet é divertida, útil e uma ferramenta extremamente útil tanto para vocês como para seus alunos, e vai ficar cada vez mais difícil ignorá-la no século XXI. Meu lema é "Faça!" Isso é que criou o Dave's ESL Café. |