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Entrevista número 2: Ricardo Schütz, webmaster do site English Made in Brazil. Entrevista obtida presencialmente, em Santa Cruz do Sul, no dia 13 de junho de 2003. As iniciais V.M. antecedem as falas da entrevistadora (Vivian Magalhães), e R.S. as do entrevitado (Ricardo Schütz). Dados pessoais a) Nome: Ricardo Schütz b) Idade: 54 c) Formação: superior V.M. Eu gostaria de saber como tudo começou. R.S. Começou com o surgimento do primeiro provedor de Internet aqui na cidade, acho que foi em agosto de 96. E surgiu porque eu já tinha por hábito passar muito tempo na rede de computadores. Então eu já era "computadorizado" naquela época. E como surgiu a Internet, quando veio para cá o primeiro provedor, eu já naturalmente sabia e estava ansioso que viesse. Demorou bastante para vir e finalmente em 96 nós recebemos o primeiro provedor de Internet. Eu acho que fui o primeiro cliente deles. E depois de algumas semanas de Internet - evidentemente que no início eu só tinha acesso à Internet mas não tinha uma página ainda - eu logo vi a possibilidade e a facilidade de se desenvolver uma página e colocar no ar. Então, eu desenvolvi uma coisinha pequena e fui tentar colocar no ar. Na ocasião, já existiam dois provedores de Internet, porque abriu um e logo em seguida abriu outro. No primeiro eu fui muito mal atendido, aí acabei sendo muito bem atendido por um outro, e aí tudo começou: o site foi colocado no ar, no início eram poucas páginas, e assim foi crescendo. V.M. E desde o início o site tinha esse teor "lingüístico-pedagógico"? R.S. É, a página começou com os meus materiais de ensino, aquelas coisas que eu mesmo tinha produzido e utilizava nas minhas aulas aqui da escola. Esses materiais que eu decidi divulgar. Então, desde o início, foi essa a idéia: divulgar aquilo que a gente tinha feito. V.M. Tu me disseste, até agora, como ele começou. Hoje, que já é um enorme de um site, super conceituado... Eu gostaria de saber qual é a rotina de trabalho no site. R.S. Bom, eu não trabalho sozinho. Eu faço grande parte de tudo, mas eu tenho um forte apoio do pessoal que trabalha aqui na nossa escola. Nós temos aqui uma professora canadense permanente -faz quatro anos que ela está aqui conosco. Além dessa professora canadense, nós temos sempre dois, três, quatro estagiários, todos falantes nativos de inglês: tem épocas que são canadenses, americanos, britânicos, e já tivemos um da Nova Zelândia. Essas pessoas são as minhas fontes de informação. A rotina... eu me levanto de manhã, a primeira coisa que eu faço é atualizar a data da página de abertura. Às vezes me perguntam: "mas pô, por que não bota um negocinho automático daqueles, um contadorzinho que automaticamente pega a data..." Eu acho que não tem muita graça. O usuário, o freqüentador do nosso site, ele sabe quando é uma coisa automática, e quando não é. Tem dias que eu viajo, fim de semana que eu vou pra praia, em que não muda a data, então as pessoas notam isso e sabem que realmente tem alguém ali todos os dias de manhã, que vai lá... eles sabem até o horário que eu acordo, porque, conforme o horário que muda a data, eles pensam "Ah, não mudou ainda, ele não começou a trabalhar ainda hoje." Então, eu faço questão de manter essa característica ainda semi-artesanal. Eu atualizo a data, então eu tiro a contagem - nós temos contadores de visitação em diferentes partes do site, atualmente são cinco contadores. Aí eu tomo nota num caderninho que eu tenho esses números todos, a anotação da visitação diária, do tráfego diário, e ai eu vou no fórum. Às vezes tem mensagens tipo spam, negócio de ganhar dinheiro. A primeira coisa que eu faço é limpar, é tirar essas coisas, e a partir daí o meu trabalho... às vezes eu respondo perguntas do fórum, às vezes eu respondo perguntas que eu recebo por e-mail, ou então eu tenho alguma inspiração qualquer, ou alguém me faz uma pergunta que me lembra de uma parte que deveria ser complementada... Eu já falei sobre isso numa pergunta... e aí eu procuro e vejo essa pergunta...[e penso] "Puxa, mas aqui a resposta não está muito completa", então eu complemento ela e dou referências do link para aquela pessoa que perguntou. À medida que o público entra em contato comigo, aquilo tem sempre pequenas modificações e complementações na página. V.M. Qual o número médio de e-mails? R.S. É difícil distinguir aquilo que é relevante, que diz respeito à página ou não, mas também é difícil de, uh... eu recebo uma quantidade muito grande de spam, então eu tenho que dar uma olhada em tudo para ver se realmente é spam, e tem uns que são difíceis de categorizar, que não são relevantes. Há muito pedido de informação: "Escuta, tu tens escola em Porto Alegre?", ou "Vocês têm uma unidade aqui em São Paulo?" São coisas desse tipo que eu procuro responder... É difícil de dizer, mas eu recebo eu acho que uma média de... umas vinte mensagens por dia que eu gostaria de poder responder, que merecem uma resposta. Eu atualmente não estou conseguindo responder todas. V.M. É, eu sei que às vezes é "time-consuming"... R.S. É, tem muita coisa que eu faço ao mesmo tempo, como por exemplo, o contato com as nossas fontes recrutadoras de estagiários no exterior e com os candidatos a estágio; todos os dias é uma quantidade muito grande de mensagens que exigem uma resposta demorada, então eu fico muito tempo nisso, nas perguntas não diretamente ligadas ao site. Mas eu trabalho umas seis horas por dia no site, em média. V.M. No questionário que tu respondeste por e-mail, sobre quais eram os objetivos do site, tu disseste que era compartilhar conhecimento. Eu gostaria que tu complementasses essa resposta, em relação aos objetivos do site para o futuro. Para onde é que ele vai? R.S. Eu não sei para onde ele vai... ele chegou no que é sem planejamento nenhum, ele foi indo... Eu realmente não sei onde ele vai parar. Eu espero que continue sempre se desenvolvendo, e crescendo, e que dependa cada vez menos de mim. O problema é que atualmente tudo está meio que estrangulado na minha pessoa. O primeiro passo para descentralizar foi o fórum. O fórum foi um passo que nós demos justamente porque eu estava recebendo muitas mensagens que eu não podia responder, e o fórum hoje responde. Muita gente participa do fórum regularmente... eles são diários, parece que eles perdem horas todos os dias ali lendo, escrevendo, respondendo, então isso alivia bastante. Já me pediram que colocasse um chat, também, e eu até peguei um orçamento num pessoal aqui de Santa Cruz para elaborarem um chat, mas eu estou ainda um pouco hesitando com essa idéia; eu ainda acho que num chat não flui muito conhecimento. V.M. Em contraposição ao que comumente se afirma, que o desenvolvimento tecnológico propicia um distanciamento entre as pessoas, que tipos de trocas ou manifestações solidárias - de ambos os lados - se observa no contato entre usuário e webmaster? R.S. O interessante nessa jogada toda é que as pessoas, através da participação com as perguntas deles, eles me apontam aquilo que o público busca saber, então, às vezes através de uma pergunta que nós poderíamos considerar até elementar, muitas vezes aquela pergunta me aponta para um caminho que vai contribuir... eu penso, puxa vida, mas isso é uma coisa que eu nunca pesquisei! Então, uma fonte de pesquisa são os falantes nativos que trabalham conosco e a minha biblioteca, as minhas referências bibliográficas. Muitas vezes, muito trabalho e muitos conceitos interessantíssimos que estão no site foram despertados por uma pergunta qualquer que alguém fez, então esse é o lado proveitoso pra mim. V.M. Os entrevistados, até agora, listaram as seguintes vantagens de se ter um site: a organização do próprio material, que torna a preparação das aulas mais fácil; o fato de serem celebridades entre os usuários do site (por exemplo, eu vim de Porto Alegre até aqui para te entrevistar); a possibilidade de tornarem o site uma fonte de renda; a questão das trocas com os usuários, que permitem que, ao compartilhar conhecimento também aprendam; a capacitação profissional através do domínio das técnicas de web design, de forma que se tornam profissionais ainda mais completos. Eu gostaria de saber: quais dessas vantagens é a mais atraente para ti, e se há alguma outra, além destas já citadas. R.S. Todas elas são atraentes, com exceção de duas: a parte do comércio, de ganhar dinheiro com o site, e a parte de desenvolver ferramentas de web design. Eu não tenho isso como objetivo. Enquanto eu conseguir ser auto-suficiente, produzir páginas em html bem simples... eu tenho um pouquinho de habilidade com programas gráficos também, eu tenho facilidade para criar imagens simples e transformar elas em imagens que podem ser colocadas em páginas html. Isso pra mim é mais do que suficiente, eu não faço questão nenhuma de usar Flash, essas coisas que estão surgindo. Na minha opinião, o que interessa mesmo não é a parte cosmética, é o conteúdo. E com relação a ganhar dinheiro, está certo que isso é uma coisa em potencial, mas não chega a ser um objetivo. Nós até temos dois ou três patrocinadores. Tem uma escola na Inglaterra, que paga 200 dólares por ano para ter um banner ali, e tem uma outra escola canadense que também paga algo assim como 200, 250 dólares por ano, mas isso é simbólico, o objetivo não é esse. V.M. O que os professores quiseram dizer com "desenvolvimento profissional' é que muitos professores são avessos à tecnologia, então construir um site serial alguma coisa além do esperado... R.S. É, detêm o conhecimento mas não gostam de sentar na frente de um computador e não sabem o que é html... V.M. É, e não sabem inclusive como tirar proveito dessa ferramenta com os próprios alunos. Então, um entrevistado que tem um site na Itália disse que isso ajuda muito na hora de conseguir emprego, essa habilitação na área tecnológica... o fato de saber e se distinguir dos demais pelo fato de saber. R.S. É, se eu fosse buscar uma vaga no mercado de trabalho isso talvez ajudasse, certamente que eu iria colocar no currículo que eu tenho essa habilidade, mas não é exatamente o meu caso. V.M. Quais são as perguntas e os pedidos mais freqüentes dos usuários? R.S. Olha, eu não sei...eu tenho impressão que uma pergunta muito freqüente é: "Me dá o nome de uma escola que eu devo freqüentar; eu moro em São Paulo." Então eu recebo muitas perguntas desse tipo: "Olha, eu moro no Rio de Janeiro, eu vi o site de vocês e achei uma maravilha. Por favor, me diz: aqui no Rio, onde é que eu devo estudar? Em que escola? O que vocês recomendam?" Essa é uma pergunta que infelizmente não dá para responder, eu não conheço o mercado do Rio, eu não conheço o mercado de São Paulo, eu não conheço nem Porto Alegre... V.M O que levou àquela página nas perguntas freqüentes, Como Escolher... R.S. Como Escolher uma Escola de Inglês. É, então o que eu digo é o seguinte: "Olha, infelizmente eu não conheço o mercado aí de São Paulo. A única coisa que eu posso te dizer é: leia a página Como Escolher uma Escola de Inglês e... vai tentar conversar com os orientadores das escolas com base naquilo que está escrito ali. É a única forma. Essa é uma pergunta muito freqüente. E também tem muita pergunta que vem provavelmente de alunos da escola secundária, querem saber quantos países tem o inglês como língua oficial, quantos países falam inglês, então nós também temos uma página de estatísticas de países, quantos falam inglês, a porcentagem da população, a gente também direciona essas perguntas para essa página. V.M. Alguns webmasters dizem que os usuários reclamam de qualquer probleminha. Isso também acontece com o EMB? R.S. Muito pouco, porque os probleminhas provavelmente dizem respeito a link que não liga a nada, que tem um erro de linkagem na página, e nesse ponto eu sou muito cuidadoso... eu já tive problemas que já foram reportados, "Olha, a gente clica ali e não dá em lugar nenhum, a página não aparece", mas é muito raro isso acontecer no nosso site, e também de receber esse tipo de mensagem. V.M. No ensino de inglês, talvez mais do que em qualquer outra área do conhecimento, há professores que não tiveram uma formação específica em didática de língua inglesa. São advogados, engenheiros, professores de educação física, por exemplo, que gostam do idioma, falam bem, e "batalham" um emprego nos cursos de inglês. Os sites para professores, na tua opinião, podem ser uma alternativa de capacitação e formação para esses professores? R.S. Eu acho que sim, sem dúvida... O que o meu site não oferece é a possibilidade da pessoa desenvolver a habilidade sobre a língua estrangeira, mas certamente que o site pode oferecer e oferece conhecimento a respeito da teoria do aprendizado e do ensino de inglês. V.M. Os professores formados em Letras que já têm esse conhecimento de língua, o que é que é que eles podem ganhar na sua formação continuada? R.S. O conhecimento teórico sobre o aprendizado de línguas que o nosso site mostra é um conhecimento muito diferente do conhecimento transmitido na maioria dos cursos de Letras - pelo que me consta, porque eu nunca fiz curso de letras, então eu não posso falar da minha experiência, só do contato com professores que fizeram o curso de Letras, principalmente o curso de Letras da universidade local. Já é a terceira secretária que nós temos que é formada em letras e que acaba vindo aqui para trabalhar conosco, então eu posso avaliar por elas o que foi dado no curso de Letras, e posso ver que os conceitos do nosso site são totalmente complementares, senão conflitantes com o que elas aprenderam. Então, toda a hora eu estou perguntando pra elas: "Vocês já ouviram falar disso? Já ouviram falar daquilo?" Por exemplo, "Já ouviram falar de Chomsky? Já ouviram falar de Krashen?" São perguntas desse tipo que eu faço, e por aí eu posso avaliar que a essência do que está no nosso site são assuntos desconhecidos no curso de Letras, pelo menos aqui da nossa universidade local. E eu também tenho tido algum feedback de professores de inglês pelo site, então são professores de inglês de São Paulo, de outros lugares, e pelo tipo de colocação que eles me fazem eu posso ver que eles não tinham conhecimento disso, ou tinham uma visão diferente. Então, eu tenho o feedback também pelo site daquilo que os cursos de letras do Brasil oferecem. V.M. Alguns professores entrevistados disseram que não visam o lucro, mas que esperam que um dia o site pelo menos pague por si mesmo, ou seja, que a receita cubra as despesas. Esse já é o caso do EMB? R.S. Não, não é. Em primeiro lugar, nem tem como contabilizar as despesas. Como é que eu vou contabilizar? Eu passo o dia inteiro aqui trabalhando. Eu vou contabilizar como? Isso não conta nada, ou eu devo cobrar 30 reais por hora... quer dizer, não tem como contabilizar... totalmente fora de questão. O site não tem nada a ver com contabilidade nem com dinheiro. Agora, indiretamente o site pode ter um impacto decisivo na minha vida profissional. Por exemplo: se alguém vê o conteúdo do site e acha que isso pode ser publicado em um livro. Quer dizer, o livro já está ali, o conteúdo está todo ali, é só colar, montar, diagramar e imprimir. Ou então, uma pessoa que estava pesquisando sobre a abordagem comunicativa no ensino de línguas e que numa pesquisa acaba no nosso site, por exemplo, um cara estrangeiro que acaba descobrindo que tem um programa de português e cultura brasileira ali naquele lugar, fica interessado e curioso, e fala para alguém, tira uma cópia, bota no mural da universidade dele, alguém lê...então, eu tenho hoje esses clientes que vêm do exterior e que pagam em dólar para comprar a nossa cultura e a nossa língua. Isso aí é uma fonte de renda importantíssima para nós, tudo uma conseqüência direta da nossa presença na Internet, graças ao conteúdo do site. Eu não vejo o site como uma fonte de renda direta, agora indireta, sim. A minha vida inteira já está praticamente em função disso. V.M. O site disponibiliza materiais de tua autoria, tanto que tu dizes que poderias organizar tudo para fazer um livro. Existe o problema de plágio? Porque ao mesmo tempo que tu disponibilizas esse material ele fica meio público... R.S. Sim, existe um pouquinho desse problema. Eu não me importo que o material seja copiado à vontade, e deve já ter sido copiado centenas de milhares de vezes, deve ter cópias Xerox rodando por aí em tudo que é curso e escola de inglês, e isso não é problema nenhum. O que me incomoda um pouco é quando na Internet alguém copia e cola tudo.. e tira o meu nome! Isso acontece muitas vezes, mas felizmente existem as ferramentas da Internet de busca, como o Google, por exemplo. Eu posso pegar um texto meu e lá no meio pegar uma frasezinha - pode ser só o pedaço de uma frase - copiar e colocar no Google e fazer uma pesquisa no mundo inteiro, e vou encontrar sites em que esse segmento de palavras aparece. Então, é muito fácil de identificar o plágio, tanto é que deves ter observado que há uma página no nosso site que é dedicado aos plagiadores do próprio site. Eu tenho uma página do spam, e tenho também uma página que é uma listagem dos plagiadores. A primeira vez eu pensei "Bah, o que é que eu vou fazer? Eu vou mandar uma carta desaforada pro cara, vou pedir ajuda para o nosso advogado, vou entrar em contato com ele, o que é que eu faço?" Mas depois eu cheguei à conclusão que não havia motivo para tanta preocupação. Em primeiro lugar, o site que copiou provavelmente nunca tem o tráfego que eu tenho. Então ele está lá mas ninguém na verdade está vendo aquilo. Em segundo lugar, já que o nosso site tem um tráfego muito grande, eu vou usar o nosso próprio site para combater, sem custo nenhum. Eu não vou me incomodar, não vou esquentar a cabeça, não vou perder tempo escrevendo cartas desaforadas, não vou gastar dinheiro com advogado... simplesmente vou fazer uma página em homenagem àqueles que apreciaram tanto o nosso trabalho que resolveram plagiá-lo. Então eu tenho uma lista de plagiadores, e naturalmente que essa lista é muito dinâmica, porque no momento que eles aparecem ali, eles descobrem e entram em contato comigo: "Olha, tira o meu nome daí, eu já tirei tudo que eu tinha copiado de ti", ou "Eu já botei o teu nome dizendo que foi dali que eu copiei", então é bastante eficaz o meu combate ao plágio. Os únicos que não respondem são aqueles que desenvolvem uma página porque "deu na telha", ou um aluno ofereceu, "eu faço uma página pra ti e pra tua escola", então copia tudo do meu site, bota ali e aquele site, digamos assim, morre no esquecimento. O próprio dono do site nunca o acessa. Esses são os únicos que não respondem. V.M. Tem mais alguma coisa que tu gostarias de complementar, ou que eu não tenha perguntado? R.S. Não, eu só gostaria de reforçar um conceito muito importante que muitas pessoas se confundem: o nosso site não ensina ninguém a falar inglês. Eu nem sequer acredito que alguém possa aprender a falar inglês pela Internet. Aliás, eu combato essa idéia. Eu considero enganosa qualquer tentativa de ensino de inglês na Internet. O que nós ensinamos é como aprender inglês. Nós não ensinamos inglês. Isso é muito importante. Nós nunca vamos ter a pretensão de ensinar alguém a falar uma língua estrangeira que não seja através de contato pessoal. O nosso site é apenas um site teórico. Nós apenas produzimos e divulgamos conhecimento teórico a respeito de línguas. V.M. Muitíssimo obrigada. |