Águas de fevereiro
Voltar De Eduardo Jose de Albuquerque e Souza

 

Nado, apenas..

Nada de mais, nada de menos, apenas na medida certa.

Nado, introspectivo, como o ritmo das ondas.

Nado profundo, um olhar no futuro.

Nada, nem som.

Só movimento..

 

E braço após braço após braço.

O Sol reluz na linha d'água.

Esta, não mais fria, segue seu caminho em minhas costas.

O tempo parece deixar de existir.

O peso se desfaz.

Alongo meu corpo e minha mente segue.

A mente aprofunda, o corpo obedece.

A água cede.

E perna e perna e perna..

 

Respiro, com o canto do olhar,

Expressões passageiras do mundo que circula a meu redor.

A borda chega e recomeço tudo novamente.

Mais uma piscina,

Mais um número em minha mente.

Mais um pensamento... . . .


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