JOGOS: UMA MANEIRA LÚDICA DE APRENDER A LÍNGUA INGLESA
Voltar

Essa é uma versão resumida do artigo de Jonathas de Paula Chaguri, que não pôde ser publicado na íntegra em função de ser muito extenso. Para ler a versão integral do trabalho, escreva para o autor.

Referência: CHAGURI, Jonathas de Paula. Jogos: Uma Maneira Lúdica em Aprender a Língua Inglesa. In: Trabalho apresentado à Graduação em Letras(Port. Ingl. Esp) como requisito à disciplina de Prática de Inglês II. Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná, FACINOR, Loanda, 2004, p. 1-13.

Justificativa

Esse projeto sobre o material didático surgiu das necessidades encontradas durante as observações feitas das aulas práticas de estágio, pois, enquanto acadêmicos, notamos que uma das dificuldades encontradas pelos docentes de língua estrangeira é a falta de apoio pedagógico em suas aulas.

Assim, percebemos nas aulas observadas que a motivação dos alunos em relação aos conteúdos trabalhados não era suficiente para ajudá-los a aprender. Segundo Vygostky, a motivação é um dos fatores principais não só para o sucesso da aprendizagem, como também na aquisição de uma língua estrangeira.

A criação deste projeto justifica-se pelo grande avanço notado durante as aulas ministradas nos estágios, quando o interesse e a motivação dos alunos permitia que a aprendizagem se processasse de forma rápida e eficaz.

Os materiais usados como apoio davam suporte para que as aulas obtivessem o resultado esperado. Os materiais apresentados neste trabalho ficarão à disposição de docentes e discentes na instituição de ensino superior Facinor, para que os interessados possam fazer uso dos referidos materiais em suas aulas de língua estrangeira.

Por muito tempo confundiu-se "ensinar" com "transmitir" e, nesse contexto, o aluno era um agente passivo da aprendizagem e o professor um transmissor de conteúdo, não necessariamente sintonizado com as necessidades do aluno. Acreditava-se que a aprendizagem ocorria pela repetição e que os alunos que não aprendiam eram responsáveis pelo seu próprio fracasso, sendo, portanto, merecedores do castigo da reprovação.

A idéia de um ensino que despertasse o interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Cada estudante, independentemente de sua idade, passou a ser um desafio à competência do professor. O interesse do aluno passou a ser força que comanda o processo da aprendizagem; suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.

É nesse contexto que o jogo ganha um espaço como a ferramenta ideal da aprendizagem, na medida em que propõe o estímulo ao interesse do aluno, que tem no jogo um fator de desenvolvimento dos diferentes níveis de sua experiência pessoal e social. O jogo ajuda-o a construir suas novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva o professor à condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.

Assim, por meio da ótica dos estudos de Piaget, podemos notar que os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energias das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.

Na educação, as atividades lúdicas tem sido consideradas não apenas como facilitadoras do relacionamento e das vivências dentro da sala de aula, mas também como ferramentas fundamentais na formação dos jovens e também crianças. Assim, as atividades lúdicas no ensino de uma língua estrangeira, em especial o Inglês, vêm promover a imaginação e as transformações do sujeito em relação ao seu objeto de aprendizagem.

Sob esse mesmo foco, vale lembrarmos que, através de trabalhos lúdicos, não só as crianças, mas também os jovens passam a ter uma finalidade em seu aprendizado. Conseqüentemente, caberá ao professor desenvolver novas práticas didáticas que envolvam elementos lúdicos e permitam aos discentes um maior aprendizado". (NUNES, 2004, ON-LINE).

Por meio de uma aula lúdica, o aluno passa a ser estimulado, tendo uma nova vazão em seu aprendizado (CHAGURI, 2004). Assim:

As atividades lúdicas têm o poder sobre a criança de facilitar tanto o progresso de sua personalidade integral, como o progresso de cada uma de suas funções psicológicas intelectuais e morais. Ademais, a ludicidade não influencia apenas as crianças, ela também traz vários benefícios aos adultos e jovens, os quais adoram aprender algo ao mesmo tempo em que se divertem (NUNES, 2004, ON-LINE).

Ainda com base nos apontamentos de NUNES (2004, ON-LINE) podemos ressaltar o seguinte pressuposto:

As atividades lúdicas, geralmente, são mais empregadas no ensino da matemática, contudo, elas devem ser inseridas na prática de outras disciplinas, como é o caso da língua estrangeira. Pois, assim, ela facilitará o aprendizado da mesma e motivará, tanto crianças como adultos, a aprenderem. Desse modo, percebe-se o quão é importante a ludicidade no contexto escolar, visto que ela proporciona uma maior interação entre o estudante e o aprendizado, fazendo com que os conteúdos fiquem mais fáceis aos olhos dos alunos, os quais estarão mais interessados em assistir à aula.

Portanto, através dessa gama teórica a respeito dos jogos lúdicos no processo de ensino/aprendizagem de língua estrangeira, nosso projeto "As rotinas diárias e o tempo livre de Sandy e Junior" vêm definir uma ação prática que contempla a ludicidade no contexto escolar. A idéia básica de nosso projeto não é a de fornecer uma fórmula ou uma receita única, mas a efetiva realização das atividades propostas com variações que contemplem as particularidades de cada grupo.

Assim, o caráter de integração e interação contido nas atividades lúdicas propostas nesse projeto irão permitir a sua aplicabilidade no Ensino Fundamental e Médio como fonte de integração do conhecimento com ações práticas.

Por fim, parece ser consenso entre os autores consultados que o jogo é indispensável no ato de aprender e ensinar de forma vivencial. Referindo-se às crianças, eles são unânimes ao afirmar que o jogo é a base epistemológica da educação.

Referências:

ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

BRASIL, MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua estrangeira / ensino fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

______. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua estrangeira / ensino médio. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CHAGURI, Jonathas de Paula. A importância da Língua Inglesa nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. In: Encontro Científico do Curso de Letras da Faculdade Paranaense (Faccar), 2o , 2004, P. 06, Rolândia, Paraná.

HAETINGER, Max Gunther. Jogos, recreação e lazer. Curitiba: IESDE, 2004.

NUNES, Ana R. S. Carolino de Abreu. O Lúdico na Aquisição da Segunda Língua. Disponível on-line em: http://www.linguaestrangeira.pro.br/artigos_papers/ludico_linguas.htm. Acesso em 05 de outubro 2004.

RALLO, Rose Mary Petry de; QUEVEDO, Zeli Rodrigues. A magia dos jogos na alfabetização. Porto Alegre: Kuarup, 1994.


Voltar