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Participo de um
grupo de professoras que se reúne, a cada dois meses, para
"trocar figurinhas": estabelecemos um tema e, a partir daí,
cada um reúne atividades que realizou com seus alunos e as
compartilha com os demais participantes do grupo. Essa é uma
excelente maneira de compartilhar conhecimentos e experiências,
pois resulta no crescimento de todo o grupo. Recomendo, portanto,
esta prática.
Na última
reunião de que participei, a professora Francesca Smith nos
ensinou um tipo de forca diferente: o jogo usa frases, e não
palavras isoladas, e não existe a figura de um enforcado (por
isso o nome da atividade, dado por mim, talvez não seja o mais
apropriado). Mas os participantes partem das letras para descobrir
a mensagem escondida, o que se assemelha com o jogo de forca tradicional.
1. Em grupos pequenos
(até seis participantes), cada jogador pode jogar individualmente.
Em grupos maiores, o ideal é dividir os participantes em equipes.
2. Escolha uma
frase, preferencialmente dentro do contexto que está sendo
trabalhado. Na turma em que eu estava vendo partes da casa, por exemplo,
eu escolhi a frase "THERE ARE FOUR BEDROOMS AND THREE BATHROOMS
IN MY HOUSE." Depois, desenhe no quadro uma sucessão de
tracinhos, correspondentes ao número de letras na frase. Separe
uma palavra da outra por uma barra inclinada. No caso da frase acima,
ficaria assim:
__ __ __ __ __ / __ __ __ / __ __ __ __ / __ __ __ __ __ __ __ __
/ __ __ __ / __ __ __ __ __ / __ __ __ __ __ __ __ __ __ / __ __ /
__ __ / __ __ __ __ __ /
3. Os alunos ou equipes
decidem quem vai começar. O primeiro participante diz uma letra
na LE, por exemplo "A", e o professor escreve todas as letras
"A" existentes na frase. Como existem 3 letras "A"
no exemplo, o grupo que sugerisse essa letra ganharia 3 pontos. A
pontuação funciona assim:
1 ponto por cada letra
certa
3 pontos por cada palavra
certa
5 pontos de bônus
para o participante ou grupo que adivinhar a frase inteira antes que
todas as letras tenham sido reveladas.
Na atividade original sugerida
pela Francesca, não havia penalidade para "chutes"
incorretos, mas no caso dos meus alunos eles estavam abusando: começavam
a tentar adivinhar as palavras muito prematuramente, às vezes
baseados apenas no número de letras.
Então eu instituí
a seguinte regra: chutes errados de letras não levam à
perda de pontos, mas chutes errados de palavras ou frases implicam
na perda da pontuação correspondente (em vez de
ganhar 3 pontos por adivinhar uma palavra certa, por exemplo, eles
perderiam três pontos por chutar uma palavra errada.) Isso fez
com que eles realmente se preocupassem em pensar antes de sair dizendo
a primeira coisa que lhes vinha à cabeça.
Outra diferença
em relação à atividade original proposta pela
Francesca é que uma letra certa ganharia apenas um ponto, independentemente
do número de vezes que ela aparecesse na frase. Eu resolvi
mudar, entretanto, para que o resultado do jogo se tornasse imprevisível.
Um aluno que saísse perdendo, por exemplo, poderia virar a
pontuação a seu favor se sugerisse a letra "E":
existem 7 deles na frase-exemplo.
Como em qualquer outra
atividade, o ideal é que cada professor faça as adaptações
necessárias que melhor se ajustem à idade, nivel de
proficiência e de maturidade de seus alunos. Assim, sinta-se
livre para, a partir dessas sugestões iniciais, criar a sua
própria variação do jogo.
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