O jogo dos envelopes

Jogos que dependem do fator sorte servem para minimizar um pouco o favoritismo dos bons alunos sobre os alunos com maiores dificuldades. É, de certa maneira, o que no golf os jogadores chamam de handicap: uma certa vantagem que se dá aos jogadores menos experientes para que eles possam competir em condições de igualdade com os jogadores mais experientes. Nesse jogo, quem tem sorte pode sair-se melhor do que os colegas que têm mais conhecimentos. Basta achar o envelope certo com o menor número de tentativas.

1. Organize perguntas e respostas (pelo menos 20 pares) com o conteúdo que deseja revisar. Por exemplo:

How old is your father? He is 45 years old.

Where do you live? I live in Porto Alegre.

Is Maria your sister? No, She is my mother.

* Certifique-se de que cada resposta combine apenas com a pergunta correspondente.

2. Corte as perguntas em tiras e separe-as das respostas.

3. Coloque cada resposta num envelope diferente.

4. Antes da atividade, espalhe pela sala os envelopes com as respostas.

5. Dê a cada aluno (ou a pares de alunos, se a turma for grande), uma tira com uma pergunta. Ele precisará abrir envelope por envelope até achar a resposta que combina com a pergunta que ele tem em mãos. Caso a resposta não seja correspondente à pergunta, ele terá de colocar a resposta de volta no envelope e o envelope no lugar em que foi encontrado antes de abrir outro envelope. Aí é que entra o fator sorte: os sortudos encontram as respostas já nas primeiras tentativas; os azarados às vezes só as encontram no último envelope que abriram.

Você há de perguntar: e se os alunos menos proficientes também demorarem mais para encontrar a resposta correspondente? Embora isso às vezes aconteça, eles atribuem a vitória no jogo ao fato de que os concorrentes tiveram mais sorte, e não que sejam mais capazes do que eles de encontrar os pares corretos. Isso dá a eles a esperança de venham a vencer da próxima vez. E de fato sempre pedem: vamos jogar o jogo dos envelopes de novo?

 

 

 


Voltar