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Por
muito tempo, professores visitantes do site sugeriram que eu organizasse
uma lista de livros recomendados, com um breve resumo do assunto que
cada obra aborda. Comecei a fazer isso aos poucos, indicando a cada
semana um livro, e depois compilando nesta seção.
Eu
gostaria que as indicações semanais tivessem a colaboração
de todos os professores. Assim, se você leu alguma coisa realmente
interessante que tenha relação com o ensino de idiomas
ou com educação em geral, por favor, mande por
e-mail o
nome do livro, autor(es), editora e um pequeno resumo.
Para
que os visitantes do Língua Estrangeira não fiquem restritos
aos livros que eu escolhi como sendo interessantes para nós,
educadores, estou também colocando um link para a página
do site Made in Brazil , onde Ricardo Shütz relaciona
a bibliografia que ele considera indispensável para professores
de inglês.
Quem
gosta de ler e de escrever provavelmente também vai se encantar
com o site Amigos do
livro. O site traz informações sobre lançamentos,
concursos literários, notícias relacionadas às
Letras, entrevistas com escritores, e muito mais. Não deixe
de dar uma olhada.
Os títulos
abaixo, que foram as indicações do site Língua
Estrangeira, estão relacionados em ordem alfabética.
| O livro Assessment
in the Learner-centered Classroom, de Alan Trussel-Cullen,
foi o livro que despertou em mim o interesse pela questão
da avaliação. Em consonância com os mais respeitados
autores nessa área, Trussel-Cullen fala da importância
da avaliação como instrumento de diagnóstico,
não de veredito, além de trazer inúmeras
questões para reflexão e sugerir pontos de mudança,
seja na nossa prática ou na nossa atitude em relação
ao ato de avaliar. Como o livro foi comprado diretamente da editora
(Dominie Press) na convenção do Tesol em 2000, não
sei com que facilidade ele pode ser comprado aqui no Brasil. Mas
vale a pena procurar. O livro tem 205 páginas. |
| A Auto-estima
de Seu Filho (Dorothy
C. Briggs, editora Martins Fontes) - Nas 211 páginas desse
livro, a autora mostra que o potencial -- intelectual, social
e emocional --de cada criança irá depender do meio
psicológico em que ela vive, e que a auto-estima é
resultado da qualidade das relações entre as crianças
e aqueles que desempenham um papel importante em sua vida, inclusive
seus professores. Um trecho do livro: "Robert Rosenthal,
psicólogo de Harvard, verificou que crianças cujos
professores manifestavam confiança na sua capacidade de
aprender tinham QI de 15 a 27 pontos mais altos do que as outras.
A valorização não-verbal tornou-se um reflexo
positivo para cada criança, permitindo-lhe dizer: "Eu
posso fazer". A confiança do professor tornou-se a
confiança da criança." |
| Behaviour
Management Pocketbook é de fato um livro que cabe no
bolso: foi publicado num formato 10,5 x 14,5 cm. No entanto, é
um dos livros mais completos que eu já li sobre class management.
O texto, baseado muito mais na experiência dos autores do
que em pesquisas acadêmicas, aborda aspectos importantes
do gerenciamento de relações em sala de aula. Os
autores Peter Hook e Andy Vass se referem metaforicamente às
estratégias aprendidas e desenvolvidas pelos professores
como itens de uma caixa de feramentas: bons professores examinam
bem o contexto da situação antes de buscarem na
caixa de ferramentas a melhor estratégia para "consertar"
aquilo que não está funcionando como deveria. Algumas
das sugestões não vão além do que
se esperaria de um professor com um mínimo de bom senso,
mas várias estratégias foram novidade para mim,
como a de fazer com que o aluno perceba uma punição
como uma escolha dele, e não do professor. Outras são
lembretes daquilo que a gente sabe que deveria fazer, mas geralmente
não faz, como substituir ordens negativas (Não bata
no colega!) por outras positivas (Seja educado com o seu colega).
Para professores iniciantes na carreira, é um guia bem
conciso que pode ajudar quando surgirem os primeiros conflitos;
para os mais experientes, é um reforço em relação
a atitudes que contribuem para uma atmosfera mais respeitosa e
amigável em aula. O livro tem 127 páginas e foi
publicado pela editora Teacher's Pocketbooks. |
| A Casa
da Mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras, frases
e marcas é um livro ótimo para se ler nas férias.
É uma leitura agradável, leve e por vezes até
divertida, sem deixar de ser séria, informativa e interessante.
O livro aborda, como já diz o subtítulo, a etimologia
de várias palavras e expressões correntes do português.
"Mal e porcamente", por exemplo, é uma corruptela
de "mal e parcamente" (de parco=pouco), e Caratê
vem do japonês Kara (vazio) e Te (mão), uma luta
portanto sem armas, de mãos vazias. Fica evidente no livro
a enorme influência de diversas línguas estrangeiras
(não só do latim) na formação de palavras
em português. A obra de Reinaldo Pimenta foi publicada pela
Editora Campus e tem 262 páginas. |
| 150 Jogos
não Competitivos para Crianças propõe
a pais e professores que procurem desenvolver, através
de jogos não competitivos, referenciais solidários
nessa geração marcada pela competição
do mundo atual. O objetivo deste livro, escrito por Cynthia MacGregor,
é propor brincadeiras saudáveis que promovam a aproximação
das crianças entre si e delas com os adultos. Muitas dessas
bincadeiras, voltadas para crianças do ensino infantil
e fundamental, podem ser adaptadas também para as aulas
de língua estrangeira. A obra tem 332 páginas ilustradas
e é uma publicação da editora Madras. |
| Children
Learning English foi um dos livros que eu li quando me preparava
para apresentar o workshop "Finding pleasure in working with
kids" na convenção da APIRS, APLISC e APLIEPAR
de 2004. Os doze capítulos do livro escrito por Jayne Moon
convidam constantemente o leitor a uma reflexão sobre os
temas abordados, como as atitudes do aluno e do professor em relação
à aprendizagem da língua inglesa, avaliação,
diversidade, particularidades das crianças como aprendizes
de língua estrangeira e planejamento de aula. Os depoimentos
de alunos e professores de diversos países são frequentemente
a matéria-prima de Moon, que os comenta e analisa a partir
da sua experiência como professora e teacher trainer,
bem como do respaldo que busca em outros autores, listados ao
final de cada capítulo. Além da seção
de referências bibliográficas, cada capítulo
apresenta também um sumário, que organiza de forma
suscinta os principais pontos apresentados. A alta qualidade do
livro não foi surpresa, uma vez que pertence à excelente
"Teacher development Series", organizada pelo também
excelente Adrian Underhill (autor de Sound Foundations). O livro,
que tem 184 páginas, é editado pela Macmillan Heinemann.
|
| The Classroom
is a Stage é um livro fotocopiável com 40 sugestões
de mini-peças (ou esquetes) teatrais para fazer com alunos
de diferentes idades e níveis de proficiência. Já
fiz algumas peças com meus alunos exatamente como estão
no livro, outras foram adaptadas um pouco, mas sempre com excelentes
resultados. O livro foi escrito pro Carlos Gontow, professor de
inglês e ator, tem 233 páginas, e é uma publicação
da Editora Disal. |
| Colona
é a Nona! A história da imigração
italiana contada por uma avó é um livro que
discorre, em linguagem simples e cativante, sobre a trajetória
dos imigrantes italianos desde 1875 até os dias de hoje.
A autora Lydia Gabellini, que é presidente da ARPI (Associação
Riograndense de Professores de Italiano), concentrou-se principalmente
na história dos imigrantes que saíram do nordeste
da Itália e vieram se estabelecer na Zona da Colônia,
no Rio Grande do Sul. Divide a sua narrativa, que simula uma conversa
com os netos, em dez capítulos: nos primeiros, conta sobre
a chegada dos europeus ao Brasil, e como era o Rio Grande do Sul
quando os primeiros italianos aqui chegaram; depois, comenta sobre
as dificuldades de unificação dos pequenos países
que formavam a Península Itálica, e sobre as razões
do êxodo de italianos para outros países. Nos capítulos
seguintes, discorre sobre as agruras da instalação
nas colônias, e sobre aspectos culturais como a religião,
a língua e a culinária dos imigrantes. Por fim,
conta sobre a vida dos italianos de hoje, tanto no Brasil quanto
na Itália. Um livro interessantíssimo para quem,
como eu, é de origem italiana (um dos meus sobrenomes é
Bacchin), mas também para professores que trabalham com
o tema das raízes culturais dos seus alunos. O livro tem
68 páginas e é uma publicação da Conexão
Comunicação e Marketing. Para informações
sobre como adquiri-lo, escreva para claudia@tria.com.br |
| Como Desenvolver
Conteúdos, Explorando as Inteligências Múltiplas, de Celso
Antunes, é o terceiro fascículo da coleção Na Sala
de Aula, da Editora Vozes. Essa obra mostra como podemos "ouvir"
linguagens diferentes das que a escola instituiu como únicas e
universais. As mudanças de paradigmas trazidas por uma nova visão
da mente humana interferem, portanto, no tema da educação e trazem
novas linhas de procedimento para a escola convencional. Ainda
que as inteligências humanas atuem de forma integrada, é possível
direcionar estratégias e jogos para aguçar sensibilidades e competências
específicas. Celso Antunes oferece sugestões de práticas
escolares e jogos pedagógicos que estimulam as inteligências lingüística,
lógico-matemática, espacial, musical,cinestésica-corporal, naturalista,
intra e interpessoal e existencial (ainda em estudo). Este fascículo
de 55 páginas pode, com certeza, se transformar num desencadeador
da criatividade do professor, pois através das sugestões de atividades
que o autor propõe, poderão ser inventadas novas estratégias para
mudar paradigmas atitudinais e assim ressignificar o fazer pedagógico.
(Sugestão de Lígia Mothes). |
| Como Dizer
Tudo em Inglês era, da primeira vez que eu o recomendei,
o primeiro de uma série de dois livros, que também
incluía Como dizer tudo em espanhol. Hoje, são
seis os títulos, que além de inglês e espanhol
contemplam o italiano, o francês, o alemão,
o inglês para negócios, o espanhol para
negócios e até um livro de atividades para
inglês. O sucesso do primeiro livro, que levou ao lançamendo
dos outros, é que mesmo nós, professores, não
sabemos como dizer tudo em inglês...ou, muitas vezes, não
temos certeza de como dizer coisas como "caixa eletrônico",
por exemplo. A versão que eu tenho é organizada
por tópicos e traz no apêndice o vocabulário
espinhoso dos diferentes cargos nas empresas. Então, se
você ainda não sabe dizer Analista de suporte
técnico júnior, não custa dar uma olhada
no livro de Ron Martinez, que nasceu na Califórnia e é
professor de inglês em Recife. Como dizer tudo em inglês
é editado pela Editora Campos e tem 250 páginas. |
| Como (não)
Aprender Inglês é um dos pioneiros no ramo dos
livros escritos especificamente para estudantes brasileiros de
inglês. O autor Michael Jacobs, um inglês radicado
no Brasil há quase 30 anos, concentrou-se nos erros e nas
dificuldades mais comuns dos falantes de português, que
como professor ele conhece bem. A sua experiência como aprendiz
de uma língua estrangeira (já que ele chegou ao
Brasil sem saber falar nosso idioma) também permitiu que
ele fizesse, no livro, uma análise acerca das atitudes das pessoas
diante do desafio de falar uma nova língua. Ele diz, por exemplo,
que o aprendizado de um novo idioma vai levar mais ou menos tempo
dependendo da dedicação de tempo e de esforço
do próprio aluno. Pode parecer óbvio, mas ele defende
essa idéia com tamanha propriedade que eu costumo fazer
cópia dessas páginas e dar para os meus alunos lerem
logo no início do semestre. O estilo bem humorado e agradável
de ler também contribuíram, com certeza, para o
enorme sucesso desse livro. O que Jacobs chama de "a edição
definitiva" tem 254 páginas e foi publicada pela Editora
Campus. |
| Como Ser
um Ótimo Aluno de Idiomas é a tradução
de How to be a more successful Language Learner, uma publicação
originalmente da Heinle & Heinle que ganhou uma edição
brasileira sob a marca registrada da Thomson Learning. Em suma,
o livro traz todo aquele discurso metalingüístico
que tentamos transmitir para nossos alunos, só que devidamente
organizado por capítulos e recheado de exemplos e de estratégias
que podem ser úteis aos aprendizes dos mais diversos níveis.
Algumas frases tiradas do livro: "Em última análise,
o aprendizado depende da persistência que o aluno tem em
aprender." Ou: "O processo de aprendizagem demanda mais
tempo do que se possa supor. Não dê crédito
a anúncios que asseguram que você aprenderá
o idioma em três semanas ou devolverão o seu dinheiro.
Aprender demanda tempo, visto que as línguas são
sistemas complexos de sons, palavras, gramática e maneiras
diferentes de comunicar os significados." Ao contrário
do que possa levar a concluir o título, esse livro não
é só para estudantes: é ótimo também
para que professores aprendam mais sobre os aspectos envolvidos
no aprendizado de um idioma, tendo mais argumentos na hora de
discutir as dificuldades pelas quais os alunos certamente hão
de passar. A boa idéia de escrever esse material, que tem
119 páginas, partiu das autoras Joan Rubin e Irene Thompson
|
| Conversas
sobre Educação, de Rubem Alves, é um
livro recheado de pequenas histórias, metáforas
e exemplos da vida real que envolvem o leitor com um tom de conversa,
realmente. Temas já hiper explorados em outras obras, como
a necessidade de ensinar a pensar e de cativar a curiosidade dos
alunos, a importância de uma educação inclusiva,
e a arbitrariedade de algumas práticas escolares ganham
um enfoque tão interessante que voltam a ser temas cativantes
e, pela singularidade do olhar de Alves, voltam a ter um quê
de novidade. Ao ler na contra-capa o histórico desse autor,
compreendi porquê: ele é pedagogo, poeta, filósofo,
teólogo, cronista, autor de livros para crianças
e psicanalista. Um pouco de cada um desses papéis se revela
no livro, e tudo --cebolas, moluscos, bolas de gude, queijo e
castigos-- pode servir de exemplo para nos ensinar alguma coisa
sobre educação, sobre os alunos e sobre nós
mesmos como indivíduos ou professores, e principalmente
nos fazer refletir sobre alguns descalabros do ensino. O autor
promete escrever um novo livro chamado "Enciclopédia
de absurdos pedagógicos" e, pelo que ele fala no livro,
material é que não vai faltar. Provavelmente, leitores
também não. Conversas sobre Educação
foi editado pela Verus Editora, e é uma pena que tenha
só 130 páginas. |
| Cooperative
Learning é
um livro escrito por Spencer Kagan, um dos autores de referência
no assunto da cooperação na aprendizagem. O livro
é dividido em quatro partes: a primeira trata da teoria
e dos principais conceitos relacionados à cooperação;
a segunda sugere diferentes estratégias para um ensino
cooperativo; a terceira refere-se a planos de aula, e a quarta
aborda o tema da cooperação além da escola,
ou seja, da educação para um comportamento solidário
na comunidade. Como o livro foi escrito tendo como público
alvo professores americanos, certamente que algumas adaptações
terão de ser feitas, mas em geral o livro é bastante
interessante, prático e de fácil leitura. Quem quiser
maiores detalhes sobre o livro ou sobre o assunto Cooperative
Learning pode tentar entrar no site do autor, que também
editou e publicou a obra: www.KaganOnline.com |
| O Corpo
Fala é um livro que aborda um tema interessante a todos
os professores, mas sobretudo aos de línguas: a comunicação
não-verbal. Quase sempre inconscientes, as mensagens que
o corpo manda freqüentemente contradizem o que é dito
pelas palavras. Saber observar e interpretar essa linguagem corporal
é quase como aprender um novo idioma. Para que esse aprendizado
se dê da forma mais eficiente possível, os autores
sugerem vários exercícios que permitem ao leitor
conhecer melhor a si mesmo e às pessoas à sua volta.
A leitura desse livro, portanto, certamente enriquece as relações
interpessoais. O interessantíssimo trabalho de Pierre Weil
e Roland Tompakow tem 291 páginas e é publicado
pela editora Vozes. A única coisa que não surpreende
no livro é ele já estar na 52a. edição. |
| Creating
Conversation in Class: Student-centered interaction faz parte
da Professional Perspectives, uma série para professores
de inglês da Delta Publishing. O livro oferece mais de cem
sugestões para soltar a língua dos alunos em aula,
e subdivide-se nas seções getting started, Breaking
the ice, Talking to each other, Talking about people, Focusing
on the family, Playing games, e Learner training. Essa
última não é bem uma seção,
mas um tipo de apêndice metalingüístico ao final
de cada uma das outras seções. O objetivo é
fazer o aluno refletir sobre como ele aprende (ou deixa de aprender),
as melhores formas de revisar o que já sabe, e até
sobre as suas experiências de avaliação, como
testes escritos e orais. As atividades normalmente não
necessitam de uma preparação extensa, e quando as
worksheets são necessárias, ela podem ser
copiadas do próprio livro. A desvantagem desse material,
a meu ver, é que muito poucas atividades (cerca de 10%
do total) são para alunos iniciantes, e mesmo essas (classificadas
como elementary) exigem uma certa bagagem na língua.
A razão para isso, provavelmente, é que o público-alvo
deste livro são professores do ensino médio e de
adultos. A autora, Chris Sion, provavelmente presumiu que alunos
nessas faixas etárias já estudaram inglês
por pelo menos três anos. Só que no Brasil isso nem
sempre quer dizer grande coisa. |
| Criatividade
no Ensino de Inglês é um livro cujo autor, Francisco
Gomes de Matos, eu conheci quando participei do VIII FELT em Recife:
aquele tipo de professor que já fez praticamente de tudo
em termos de educação (foi professor das redes pública
e privada, e também na universidade), e que agora se dispõe
a compartilhar um pouco do que aprendeu ao ensinar. A idéia
central do livro é justamente aquela presente no título:
que com um pouco de criatividade, é possível maximizar
recursos que, muitas vezes, passam despercebidos pelo professor.
São, ao todo, 20 criatividades propostas pelo autor,
sempre numa linguagem que chama o leitor para um papel mais ativo
do que o de mero receptor das informações, como
se houvesse na verdade um diálogo entre colegas. Também
é interessante, nesse livro de 110 páginas publicado
pelo a editora Disal, a mistura de inglês com português
no texto, que me lembra muito o tipo de linguagem usado pelos
professores brasileiros de inglês quando conversam na sala
dos professores. |
| A Décima
Segunda Noite é uma releitura da peça "A
Noite de Reis" (cujo título original é
The Twelfth Night ), de William Shakespeare. Escrever uma
releitura de um clássico da dramaturgia seria um desafio
para qualquer escritor, mas nas mãos do hábil Luiz
Fernando Veríssimo resultou em divertidas149 páginas
que mantiveram as características do enredo original, apesar
das óbvias adaptações. Uma delas é
transformar Henri, um papagaio cujas penas cinzentas são
pintadas de verde amarelo, em narrador da história de desencontros
amorosos com final "shakespeareanamente" feliz. Muitas
dessas adaptações, nem sempre sutis, se tornam mais
engraçadas quando se conhece a história original,
mas esse não é um pré-requisito básico
para acompanhar o intrincado enredo e se encantar com a história.
A Décima Segunda Noite é, na verdade, parte da coleção
"Devorando Shakespeare" da Editora Objetiva, na qual
diversos autores foram convidados para fazer releituras de diferentes
obras do autor inglês. Com certeza vou procurar conhecer os demais.
|
| Desenhando
com os dedos, de Ed Emberley, não é
exatamente um livro que eu li e gostei, mas que eu folheei e adorei.
São inúmeras sugestões de ilustrações
que se pode fazer a partir de impressões digitais. Animais,
profissões, personagens característicos do Dia das
Bruxas, e muitas outras imagens podem ser criadas sobre a marca
dos dedos no papel. Um livro super útil para quem quem
trabalha com crianças, pois os desenhos são muito
fáceis de fazer. O livro é uma publicação
da Panda Books e tem 80 páginas. |
| O Dicionário
de Palavras e Expressões Estrangeiras, de Luis Augusto
Fischer, se propõe a explicar o significado e ensinar a
pronúncia de mais de 1.500 termos estrangeiros que são
freqüentemente empregados na mídia brasileira. A origem
curiosa de algumas dessas expressões também é
um dos atrativos do dicionário, que é muito interessante
e agradável de ler. A obra foi publicada pela editora L&PM,
o que já é um certificado de garantia, e tem 343
páginas. |
| O Direito
à Ternura, de Luis Carlos Restreppo, é o tipo
de livro que todos os professores, independentemente da disciplina
que lecionam, deveriam ler. Ele fala muito sobre a escola e a
sociedade, um pouco sobre a família, e tenta resgatar a
afetividade que deveria permear as relações interpessoais,
mas que anda meio esquecida neste mundo tão moderno e tão
científico. "O que resta, no final de um período
de formação acadêmcia, não é
só um conjunto de conhecimentos, mas também e de
maneira muito especial, um conjunto de hábitos, de escrúpulos
morais e comportamentos rotineiros que acabam exercendo um grande
poder de regulamentação cognitiva sobre o educando",
escreve Restreppo. O Direito à Ternura é
uma publicação da Editora Vozes e tem 112 páginas. |
| A Distância
entre Nós
foi mais uma leitura de férias que me proporcionou um crescimento
pessoal, sobretudo pelas coisas interessantes que eu aprendi sobre
a India, sobre a cultura indiana e sobre o idioma hindu. A história
narra a vida de duas mulheres que, na posição de
empregada e patroa, são ao mesmo tempo ligadas por um destino
semelhante e separadas por uma barreira social intransponível.
Apesar da vasta diferença que há entre o Brasil
e India no que diz respeito ao tratamento e aos direitos dos empregados
domésticos, alguns trechos me soaram bastante familiares,
como a frase que uma das amigas da protagonista diz numa festa:"Não
se pode tratar essa gente bem demais. É melhor manter uma
certa distância. Se não, eles acabam se aproveitando
de você." O livro está, também, permeado
de palavras hindus como baba (rapaz), seth (senhor),
salaam (bom dia), kutta (cachorro), chalo
(vamos), entre outras, além de inúmeros nomes
de pratos típicos indianos. Mas a lição mais
importante da leitura está na constatação
de que o mundo precisa caminhar muito ainda para que todos sejamos
iguais, uns perante os outros, assim como somos iguais perante
Deus. Esse romance de Thrity Umrigar tem 331 páginas e
foi publicado pela editora Nova Fronteira. |
| Educador
Alquimista, como explica o seu sub-título, trata-se
do poder que temos, como professores, de "transformar informação
em conhecimento e bons exemplos em princípios de vida".
Para que isso seja possível, a autora Maria Lúcia
Mercadante Naddeo dá inúmeros exemplos e sugestões
a partir da sua vasta experiência como educadora e palestrante,
tratando dos assuntos mais diversos. Entre eles, a sensação
de frio na barriga no primeiro dia de aula, a difícil tarefa
de ajudar alunos que são vítimas da violência
doméstica e a necessidade de levar em consideração
os diferentes estilos de aprendizagem dos educandos. Estilos de
aprendizagem é um assunto, aliás, que Maria Lúcia
(ou Malú, como é conhecida) traz da sua área
de atuação, o ensino da língua inglesa. Mas
de uma maneira geral, embora sejam freqüentes as referências
a aulas de inglês, o livro se destina a professores de qualquer
matéria. O convite de Malu para uma dicussão sobre
o ensinar e o aprender é extensivo a todos aqueles que,
a exemplo de Robert Frost, optem por seguir "o caminho não
trilhado (the road not taken): o caminho da permanente
reflexão, auto-avaliação e transformação.
O Educador Alquimista é uma publicação da
editora Educação e Companhia e tem 165 páginas.
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| EFL Teaching
and Learning in Brazil é
uma coletânea de artigos apresentados na convenção
conjunta da APLISC, APIRS e APLIEPAR em Florianópolis,
em 2000. Nas suas três seções, Pedagogy, Research
e Teacher Development, os artigos cobrem uma diversidade de temas
que muito enriquecem o cenário do ensino e aprendizagem
do inglês como língua estrangeira. A publicação
do livro, que tem 270 páginas, é uma iniciativa
de Mailce Fortkamp e Rosely Perez Xavier (organizadoras) e da
Editora Insular. Mais informações sobre como adquirir
a obra pelo e-mail aplisc@cce.ufsc.br |
| English
for Life é um livro-texto adotado na rede municipal de Ensino
de Americana, SP. Sabrina Espino, que é professora em Americana,
deu o seguinte depoimento sobre ele: "No ano passado, a Prefeitura
Municipal de Americana adotou a coleção English for Life" elaborado
pela professora Maria Lúcia Mercante Naddeo. Os livros dessa coleção
nem um pouco assemelham-se com aqueles livros entediantes e desestimulantes
que costumávamos utilizar. "Nossa, professora!! O livro não é
colorido? Mas... pode desenhar e pintar?" Não só pode, como deve!!
Cala aluno "colore" seu livro de acordo com suas vivências. Dessa
forma, eles giram em torno da experiência de vida de cada um,
sem aquelas histórias irreais longe da realidade dos aprendizes
brasileiros. Todos os conteúdos são abordados de forma criativa
e cativante. Além disso, tudo é de acordo com os PCNs. O trabalho
do professor torna-se mais prazeroso e a aprendizagem mais significativa.
E o mais surpreendente é que no final do ano o professor depara-se
com 30...35...40 livros diferentes numa mesma sala! Por quê?
Tem uma frase em inglês que diz assim: "You will see for yourself".
Então, será que ainda preciso dizer mais alguma coisa? (sabrinaespino@terra.com.br).
Os livros da série English for Life são publicados pela Editora
Educação & Cia, que pode ser contactada a partir dos seguintes
telefones: (19) 32734141 e (19) 32734169. |
| English
Sketches vem em duas versões: book 1 para alunos de
nível básico, e book 2 para turmas de nível
intermediário. São 16 "sketches" (peças
teatrais curtas), fotocopiáveis e recheadas de humor em
cada livro, as quais ajudam a praticar gramática e vocabulário
de forma bem lúdica. Alguns skestches, como "Ticket
inspector"e "The travel Agency", são "tiro
certo", ou seja, não há aluno que não
goste. Esse livro é um trabalho inspirado dos autores Ken
Wilson (que eu tive o prazer de conhecer no Braz-Tesol) e Doug
Case. Fitas cassete ou CDs acompanham essa publicação
da editora Macmillan. |
| Ensinar:
gir na urgência, decidir na incerteza é um livro
de Philippe Perrenoud que aborda a complexidade das relações
escolares. O livro discorre sobre a noção de competência,
os não-ditos na profissão de professor, o trabalho
em em equipe pedagógica e a ambigüidade dos saberes,
entre outros temas de extrema importância para aqueles que,
todos os dias, enfrentam inúmeras incertezas e urgências
na relações com seus alunos, sobretudo no ensino
regular. Diz Perrenoud, "todo o professor sabe que terá
de enfrentar , a cada ano, crianças ou adolescentes que
não gostam da escola, ou que simplesmente não o
consideram simpático ou detestam a disciplina que ele ensina,
ou ainda a sua maneira de dar aula e avaliar." O livro, no
entanto, não é de receitas; é de reflexão.
Essa publicação da Artmed Editora tem 208 páginas.
|
| Ensinar
Aprendendo faz
parte da coleção Integração Relacional
, do psiquiatra, terapeuta familiar e conferencista Içami
Tiba. Tiba aborda, de forma clara e prática, os desafios
do relacionamento entre professores e alunos. Por não ter
uma formação específica na área de
educação, algumas de suas colocações
sobre avaliação (como dar pontos por comportmentos
desejáveis) são pedagogicamente ultrapassadas, e
conseqüentemente devem ser lidas com ressalvas. A sua abordagem
psicológica dos relacionamentos em sala de aula, no entanto,
é bastante interessante e compensa eventuais deslizes em
outros assuntos. O livro é publicado pela Editora Gente,
e tem 170 páginas. |
| O Ensino
de Artes e Inglês: uma experiência interdisciplinar é
a publicação da pesquisa de mestrado da autora,
Ana Amália Bastos Barbosa, sobre o tema da interdisciplaridade
(artes em inglês) baseada nas teorias existentes de autores
conhecidos, como Stephen Krashen. Ana, que foi alfabetizada nos
Estados Unidos e formou-se em Artes Plásticas no Brasil,
sofreu um AVC de tronco em 2003, ficou tetraplégica e utiliza-se
de um computador desenvolvido pelo Hospital Sarah Kubitsckek de
Brasília para se comunicar. No 1º capítulo do livro, além
da questão da interdisciplinaridade, ela discorre sobre transdisciplinaridade
e integração, mostrando suas dúvidas quanto à experiência de ensinar
artes em inglês. No 2º capítulo, traz as teorias nas quais se
baseou para "mesclar" as duas disciplinas: Natural Approach para
o ensino da língua inglesa (de Stephen Krashen) e Abordagem Triangular
para o ensino das artes (de Ana Mae Barbosa). No 3º capítulo,
conta suas experiências com as duas primeiras alunas com quem
trabalhou esta experiência interdisciplinar fascinante. É um diário
com os relatos quase diários dos diálogos e formas de abordar
as alunas quanto às obras de arte que estudavam. Após seu diário,
duas professoras que assistiram suas aulas (uma de inglês e outra
de artes) contam o que observaram nesses encontros e quais suas
conclusões sobre as experiências da autora. Essa é uma
publicação da Cortez Editora e tem 136 páginas.
(Indicação de Elaine Rosa Defendi). |
| O Ensino
de Inglês como Língua Estrangeira: estudos e reflexões
é um livro comemorativo dos 15 anos da Associação
dos professores de inglês do Rio Grande do Sul. Além
de resgatar um pouco da história dessa exitosa e atuante
associação, essa publicação tem também
o objetivo de enriquecer culturalmente os seus leitores, apresentando
13 artigos que versam sobre os seguintes assuntos: inglês
e educação infantil, aprendizagem de língua
estrangeira na idade avançada, estilos de aprendizagem,
aquisição do "present perfect", tipos
de "corrective feedback", estratégias de leitura
e inferência, desenvolvimento do vocabulário através
das histórias infantis, as faces do livro didático
de língua estrangeira, gêneros de discurso no livro
Headway, e o ensino da cultura e os aspectos culturais
presentes no ensino da língua inglesa. Dos artigos, praticamente
a metade (seis) são em português e os demais em inglês.
O livro, que foi organizado pelas professoras Simone Sarmento
e Vera Müller, é uma publicação da APIRS
e tem 266 páginas. Interessados em adquiri-lo poderão
fazê-lo ao preço de 25 reais. É só
mandar um e-mail com
seu nome e endereço completo. |
| O Ensino
de Inglês como Língua Estrangeira: Estudos e Reflexões
II foi
idealizado e produzido com o desafio de ficar à altura
de seu antecessor, que é leitura obrigatória em
várias instituições de ensino nos estados
do sul do Brasil. Neste novo volume, 14 professores compartilham
suas pesquisas e suas reflexões sobre assuntos que vão
do papel do estagiário na mudança do "status
quo" da escola pública à Linguistica de Corpus,
um assunto muito atual sobre o qual todo o professor de inglês
deveria saber pelo menos um pouco. Eu tenho também um artigo
publicado no livro, artigo este que fala sobre a necessidade de
um equilíbrio entre teoria e prática no currículo
das instituições formadoras de professores. Este
segundo volume do "Ensino de Inglês como Língua
Estrangeira" teve como organizadoras as professoras Ana Luiza
Freitas e Simone Sarmento, atualmente presidente e vice-presidente
da Associação dos Professores de Inglês do
Rio Grande do Sul, que comemorou com a publicação
deste livro o seu 20o. aniversário. Se você tiver
interese de adquiri-lo ao preço de R$ 25,00, por favor
entre em contato por e-mail.
O livro tem 322 páginas. |
| O Ensino
da Língua Inglesa foi escrito por autores estrangeiros
(Susan Holden e Mickey Rogers), mas abordam o ensino de Língua
inglesa por uma perspectiva bem brasileira de quem trabalha com
classes numerosas e recursos limitados. Como é escrito
em português, muito do seu conteúdo --que inclui
diretrizes metodológicas e sugestões de atividades--
pode ser aproveitado também por professores de outros idiomas.
A publicação é da SBS Editora e tem 143 páginas.
|
|
Ensino
de Língua Estrangeira: Estratégias Comunicativas
é a dissertação de mestrado da profa. Luciane
Sturm, da Universidade de Passo Fundo. No interessante relatório
de sua pesquisa, Luciane aponta para as estratégias freqüentemente
utilizadas pelos alunos ao tentarem se comunicar em um idioma
que ainda não dominam. Apesar de menos freqüentes,
algumas dessas estratégias se verificam também
nos falantes nativos. A publicação da UPF Editora
tem 139 páginas e faz parte da Série Dissertações.
|
| Ensino-Aprendizagem
de Línguas Estrangeiras: Reflexão e Prática é um livro
sugerido por Maíra Valencise e tem como fio condutor a
reflexão sobre diferentes aspectos do ensino e a aprendizagem
de idiomas. Todo professor que vá dar aulas de Língua Estrangeira
se pergunta como ensiná-la, mas são poucos os que refletem ou
se perguntam sobre como se aprende uma LE. Tendo como base essa
questão central, cada um dos artigos reunidos nesse livro expõe
uma dificuldade, trata de um aspecto do processo de ensino/aprendizagem
em LE e o analisa e interpreta a partir de um ponto de vista teórico.
Os textos trazem à tona a possibilidade de uma visão multifocal
do processo de aquisição/ aprendizagem de línguas estrangeiras
e das formas de ensiná-las. Os autores são Fátima Cabral
Bruno(organizadora), Neide Maia González, Vera Lúcia Menezes,
Vera Lúcia do Amaral, Rosa Yokota, Rosana Ventura, Raquel La Corte,
Hélade Scutti, Maria Cristina Micelli, Sílvia Ferrari de Arruda
e Fernanda Castelano Rodrigues. O livro é uma publicação
da Editora Clara Luz www.editoraclaraluz.com.br
|
| Escola
de tradutores é um clássico e pioneiro na área de tradução.
Escrito por Paulo Rónai, lançado em 1952, passou por várias atualizações
nas edições que se seguiram. Obra abrangente, vai da tradução
literária - poesia e prosa - à técnica. Não é manual; trata-se
muito mais da atitude do tradutor, sua ética perante a obra que
se propõe traduzir e o tipo de preparo que deve ter esse profissional.
É fácil e agradável de ler. E admiravelmente bem escrito, por
alguém que aprendeu francês na França, escrevia português melhor
do que muitos autores clássicos, traduzia com perfeição alemão,
francês, inglês, grego e alguns mais. Alguém que acima de tudo
amava o ofício, a tal ponto que chegou a declarar que a ele devia
a vida. Foi graças a uma coletânea de poesias brasileiras de sua
autoria que foi tirado de um campo de concentração depois de receber
do Itamarati um convite para vir ao Brasil. Last but not least,
para usar uma expressão que ele aprovaria como intransponível,
o livro termina com um banquete: o poema E agora, José?, de Carlos
Drummond de Andrade, vertido para o inglês, o francês e o alemão.
Escola de tradutores é uma publicação da
Editora Nova Fronteira e tem 171 páginas. (Por Edna Adorno). |
| Escrever
é preciso: o princípio da pesquisa é
um livro bastante útil para aquelas pessoas que estão
às voltas com a escrita de uma dissertação,
monografia ou tese. O autor, Mario Osorio Marques, é doutor
em Educação e professor universitário, e
trata de questões como a constituição do
tema ou da hipótese, argumentação, citação,
sistematização e validação dos saberes.
No entanto, pessoas que simplesmente gostam de escrever também
vão gostar desse livro, ainda que não estejam envolvidas
como nenhum trabalho acadêmico de pesquisa. A primeira parte
do livro trata do escrever em si: das interlocuções
com o leitor, do escrever como ofício artesanal, da formação
de um estilo, do lado psicanalítico do ato de escrever,
da história da escrita e até das resistências
ao escrever. A obra, de 163 páginas, é uma publicação
da Editora Unijuí. |
| A estrada
do futuro,
um livro escrito por Bill Gates, aparentemente pode não
ter nada a ver com educação. Só aparentemente.
Já na página 11 ele faz uma revelação
que, para mim, foi surpreendente: "Deixar um bando de adolescentes
brincar com um computador foi idéia do Clube das Mães
de Lakeside, a escola particular que eu freqüentava.As mães
resolveram destinar o dinheiro arrecadado num bazar de caridade
à instalação de um terminal de computador
para os alunos. Permitir que colegiais usassem um computador,
no final dos anos 60, foi uma idéia extraordinária
pela qual serei eternamente grato." Ou seja: Bill Gates e
a Microsoft poderiam não existir como nós os conhecemos
hoje se a escola de Lakeside não tivesse percebido o importante
papel que a comunidade pode ter no futuro de uma escola e de seus
alunos. Numa linguagem acessível, o autor fala da construção
da sociedade tecnológica em que todos nós --inclusive
professores-- estamos inseridos. Às vezes é preciso
pular as páginas mais técnicas ou as inúmeras
previsões (tolas, como o próprio Gates admite) de
como será o futuro. Mesmo assim ficarão muitas páginas
de leitura agradável e informativa. A obra foi publicada
pela Companhia das Letras e tem 347 páginas. |
| Falsos
Cognatos: Looks can be deceiving é um livro onde o
autor, José Roberto Igreja, apresenta e desarma armadilhas
de palavras como idiom e preservative, que parecem
uma coisa e significam outra completamente diferente. Em cada
verbete, é apresentado o significado real da palavra, exemplos
de frases em que ela é empregada, e também a maneira
correta de dizer o que ela parece significar. Embora o público-alvo
dessa obra seja alunos e professores de inglês, todas as
explicações são dadas em português,
e os exemplos são traduzidos para a nossa língua
materna. O resultado é um livro muito fácil e gostoso
de ler. No final, o autor propõe exercícios (practice
sets) com chave de respostas, além de um guia de referência
rápida. Falsos Cognatos é uma publicação
da Disal Editora e tem 149 páginas. |
| Five minute
activities: a resource book of short activities traz, como
sugere o título, sugestões de atividades que não
demandam muito tempo para serem executadas. As mais de 130 sugestões
têm ainda em comum o fato de não exigirem materiais
além de quadro negro, papel e lápis. O livro, que
tem 105 páginas, faz parte da excelente coleção
Cambridge Handbooks for Language Teachers e leva a assinatura
da também excelente Penny Ur e de Andrew Wright. |
| Formação
de professores: pensar e fazer é uma publicação
da Cortez Editora que traz cinco textos escritos por profissionais
de Educação, organizados por Nilda Alves. Todos os textos são
voltados à formação de professores em diferentes situações
de trabalho. O primeiro deles fala sobre a dificuldade que os
professores têm em trabalhar em cursos noturnos, cujos alunos
são, na maioria das vezes, desempregados, excluídos, sem esperança,
sem motivação. O segundo trata da formação de professores que
trabalham em escolas de periferia: os "dialetos" que os alunos
levam para a sala de aula, os trabalhos com leitura e produção
de textos. O terceiro fala sobre a formação que a universidade
oferece ao cidadão e as contribuições do estágio para o futuro
profissional. O quarto texto aborda a construção de um novo currículo
para curso de Pedagogia no Rio de Janeiro e as influências deste
sobre os profissionais. O quinto e último texto aborda a formação
do educador de modo geral. (Indicação de Elaine
Rosa Defendi) |
|
A
formação reflexiva de professores: idéias e práticas foi
um dos livros que eu li durante a pesquisa bibliográfica
para a minha dissertação de mestrado. Em tantos
aspectos eu me identifiquei com o que diz o autor, Kenneth Zeichner,
que eu tinha de me policiar para não copiar trechos inteiros
da obra. Esse livro não é uma publicação
recente: foi editado em 1993. No entanto, agora que se fala
tanto em ser um professor reflexivo, a sua leitura é
atual e muito esclarecedora. Um pequeno trecho: "Apesar
das recentes reformas levadas a cabo sob a bandeira da emancipação
dos profesores, muitas investigações feitas no campo da educação
permanecem uma atividade conduzida pelos que estão fora da sala
de aula para os que estão fora da sala de aula. Quando levados
em conta, os professores são vistos como simples consumidores
destas investigações.[...] O conceito de professor como prático
reflexivo reconhece a riqueza da experiência que reside na prática
dos bons professores." Esta é uma publicação
da editora portuguesa Educa, e eu não sei se é
fácil encontrar por aqui, pois a cópia que eu
li me foi emprestada. Mas se você também se interessa
pelo assunto "prática reflexiva", Zeichner
é sempre uma boa referência.
|
| Games
for Language Learning não é só mais um
livro com sugestões de atividades para a sala de aula.
Um dos aspectos do livro que me chamou a atenção
foi a singularidade das categorias dos jogos que apresenta. Além
dos tipos mais comuns, como jogos de tabuleiro e jogos de memória,
há categorias como jogos afetivos (sharing and caring games),
jogos psicológicos (psychology games), jogos que usam sons
(sound games) e outros que usam mágica (magic tricks).
Ao todo, são 101 jogos divididos em 13 categorias e organizados
num índice prático que indica, numa tabela, os tipos
de habilidade envolvidas em cada jogo, o nível de proficiência
necessário, o tempo para desenvolvê-lo, a exigência
ou não de preparação prévia de material,
e a página em que a atividade é descrita. Como todo
o livro do gênero, ele só poderá ser eficiente
se o professor souber adaptar as sugestões dadas à
sua realidade pedagógica. O livro possui, ainda, um outro
diferencial: faz parte da excelente série Cambridge Handbooks
for Language Teachers, organizada pela também excelente
Penny Ur. Assinam esse volume da série, que tem 211 páginas,
os autores Andrew Wright, David Betteridge and Michael Buckby. |
| A good enough parent é,
segundo a Edna Adorno, que o indicou, magistralmente bem argumentado
e cheio de pequenas histórias, reminiscências da infância do autor,
Bruno Bettelheim. O livro relata casos que desfilaram na sala
em que, como terapeuta, atendeu incontável número de crianças
por mais de trinta anos, dá exemplos, dicas e, acima de
tudo, demonstra um genuíno e caloroso afeto pela criança. O educador
austríaco parte do princípio que se deve procurar não a perfeição
como pais, mas o desempenho bom o bastante, satisfatório. Ele
toma emprestado esse conceito a D.W.Winnicott, autor da idéia
"good enough mother". Segundo Bettelheim, a perfeição não está
ao alcance das pessoas normais. Sua busca interfere com a leniência
que se deve ter com as imperfeições alheias - incluindo as dos
filhos - e a atitude leniente por si só é responsável pelas boas
relações humanas. O
exemplar da Edna é em inglês, tem 377 páginas
e foi publicado pela editora Random House. Ela não sabe
o título desse livro em português. (Nota minha: como
pais e professores tem muito em comum, essa leitura deve ser interessante
até para os professores que não tem filhos.) |
| Gramática
e Interação: uma proposta para o ensino de gramática no primeiro
e segundo graus, de Luiz Carlos Travaglia, traz em si um avanço
na questão do ensino de gramática nas aulas de Português. O autor
propõe questões teóricas e práticas que respondem às perguntas
"Para que ensinar a gramática? O que ensinar nas aulas de Português?
Como ensinar gramática? Como integrar o ensino de gramática à
produção textual, à compreensão de textos e ao estudo do vocabulário?"
Com isso, especifica e inter-relaciona objetivos de ensino de
gramática, de concepções de linguagem, de tipos de gramática e
também da questão da variação lingüística. Permeia teoria com
farta exemplificação, oferecendo ao professor subsídios para o
estudo e a análise lingüística tradicional e moderna. Visa, dessa
forma, à preparação de um usuário da língua mais competente e,
portanto, melhor habilitado e instrumentalizado para a vida. A
publicação é da Editora Cortez e tem 245
páginas. É possível que a editora tenha providenciado
a atualização do título para Gramática e
Interação: uma proposta para o ensino de gramática no ensino fundamental
e médio. (Contribuição da prof. Ligia Mothes)
|
| Hamlet:
edição adaptada bilingüe é, como
diz o título, uma versão mais acessível da
peça teatral mais famosa do mundo. Adaptada porque as expressões
e formas gramaticais arcaicas (como What wilt thou do?) foram
substituídas por uma linguagem mais moderna (What will
you do?), assim como foram suprimidos alguns trechos (considerados
pelos tradutores, Marilise Rezende Bertin e John Milton, como
"divagações e repetições que
pouco tem a ver com o desenvolvimento do drama"). Que fica
uma obra muito mais acessível e agradável de ler,
isso não há dúvida. Uma opção,
portanto, à obra original, que agrada mais aos conservadores
e puristas mas assusta os leitores convencionais. O texto foi
publicado com o texto em inglês nas páginas ímpares,
do lado direito, enquanto a sua tradução aparece
nas páginas pares imediatamente anteriores, ou seja, do
lado esquerdo. Assim, a obra pode ser lida inclusive por quem
não domina a língua inglesa. O livro, que tem 164
páginas e foi publicado pela Disal Editora, traz ainda
uma breve introdução à vida e obra de Shakespeare
e alguns sites para consulta adicional. |
| História
da Educação, de Maria Lúcia Arruda Aranha,
faz um apanhado histórico das civilizações,
pensadores, correntes filosóficas e tendências pedagógicas
que marcaram os passos do educar desde a primeira civilização
(Egito, quarto milênio a.C.), até os dias de hoje.
No capítulo 12, o foco é o contexto histórico
da educação brasileira. Em vários pontos
do texto, a autora propõe leituras complementares e atividades
de reflexão sobre os temas abordados. O livro traz, ainda,
a origem etimológica de inúmeros termos (dentro
do corpo do texto, e não em seção à
parte) que ajudam a ilustrar e a detalhar os conceitos. Utopia,
por exemplo, vem do grego ou-topos, significando em
lugar nenhum. A Utopia de Platão era, portanto, um
lugar que não existe, mas que deveria servir de modelo
para as cidades-- um modelo discutível, diga-se de passagem,
onde são eliminadas a propriedade e a família e
todas as crianças recebem educação do Estado.
História da Educação é publicado
pela Editora Moderna e tem 245 páginas. |
| How Languages
are Learned aborda de forma abrangente e acessível
as principais teorias de aquisição da linguagem,
além de discutir as implicações práticas
dessas teorias no ensino de língua estrangeira. Escrito
por Patsy Lightbrown e Nina Spada, tem 192 páginas e faz
parte da série "Oxford Handbooks for Language Teachers",
da OUP. |
| How Now,
Brown Cow é, como diz o subtítulo, "A course
in the pronounciation of English". Além dos símbolos
fonéticos e de explicações detalhadas sobre
os aspectos relacionados à pronúncia das palavras
(onde e como os sons são formados, por exemplo), o livro
traz 57 diálogos que repetem insistentemente (mas deforma
lúdica, num tipo de "quebra-língua") os
sons apresentados. O livro, cuja autora é Mimi Ponsonby,
vem também com as fitas dos diálogos, mas a pronúnica
usada nessas fitas é 100% britânica. Essa é
uma publicação da Phoenix ELT e tem 123 páginas.
|
| How to
Use the Internet in ELT, de Dede Teeler Peta Gray, é
um ótimo ponto de partida para quem pretende se familiarizar
com a a internet como ferramenta pedagógica no ensino de
inglês ou na sua própria formação continuada
(o capítulo 2, Internet in teacher Development,
trata justamente desse assunto). O livro começa por apresentar
conceitos e tópicos bem simples, como o uso pedagógico
do e-mail, até chegar a sugerir a criação
de um site na internet como altrnativa ao uso do livro-texto.
Um livro, portanto, que pode agradar tanto aos iniciantes como
aos já iniciados na web. Esta publicação
da Longman/Pearson tem 120 páginas. |
| Inglês
é 10: O ensino de inglês na educação
infantil é um livro muito útil para professores
que trabalham com crianças. A partir da metáfora
da planta que começa a ser gerada a partir de uma semente
e evolui até dar frutos, a autora Lilian Itzicovitch Leventhal
fala da importância do planejamento, das diferentes fases
do desenvolvimento infantil e de aprendizagem significativa, entre
outros assuntos, permeando cada capítulo com sugestões
de atividades para serem desenvolvidas com os pequenos. Na sua
maioria, essas atividades não exigem materiais sofisticados
ou difíceis de preparar, o que torna o livro interessante
para professores que trabalham em diferentes realidades e tipos
de escola. Na verdade, mesmo professores de outros idiomas podem
se beneficiar da maioria das sugestões, já que o
livro é escrito em português e os assuntos trabalhados
nas diferentes línguas são muito semelhantes. Inglês
é 10 foi lançado pela Editora Disal e tem 123
páginas. |
| Inglês
Instrumental: Estratégias de Leitura é
o tipo de livro que eu pensei em escrever, só que Rosângela
Munhoz se adiantou e escreveu antes. Eu, que sempre me escabelava
procurando material de leitura adequado para alunos com baixa
proficiência em inglês, encontrei no livro de Rosângela
não apenas textos diversificados, mas também uma
abordagem clara das estratégias de leitura, como scanning,
skimming, reading for gist e prediction, além
de outros "truques", como valer-se das palavras cognatas
e analisar ilustrações e outras informações
gráficas para melhor compreender um texto. A obra vem em
dois módulos; o Módulo I, que é o que eu
tenho, tem 111 páginas. Inglês Instrumental é
uma publicação da Editora Textonovo em parceria
com o Centro Estadual de Educação Tecnológica
Paula Souza (CEETEPS). |
| Inglês
que não falha é um daqueles livros que eu gostaria
que tivesse sido escrito antes, quando eu ainda era aluna de inglês.
Não que eu ainda não seja, porque nós, professores,
estamos sempre em formação, mas eu me refiro àquela
fase difícil, quando o que já sabemos parece a pontinha
do iceberg em relação ao que falta aprender. Esse
livro gostosinho de ler do Ben Parry Davies não só
aponta para alguns erros comuns entre falantes brasileiros da
língua inglesa, como também sugere diversas estratégias
mnemônicas para que o leitor lembre da forma correta. Assim,
não só evitará a reincidência no erro,
como empregará a expressão com segurança
ao falar. Por ser um autor de pronúncia britânica,
algumas das dicas dadas no livro não iriam funcionar comigo,
que morei 4 anos nos Estados Unidos. Para lembrar da palavra heater,
por exemplo, ele sugere a associação com a cantora
Rita Lee. Em compensação, outras sugestões
são muito úteis, como a de associar vários
sentidos (e o humor) para transformar a memória de curta
duração em memória de longo prazo. Em algumas
partes, o livro lembra "Como não Aprender inglês",
de Michael Jacobs, mas o diferencial é essa ênfase
no processo de memorização-- e conseqüente
consolidação-- do vocabulário estudado. Inglês
que não falha é uma publicação
da Editora Campus e tem 288 páginas. |
| Inglês
para curiosos traz mais de 100 palavras e expressões
do inglês cotidiano, com o significado de cada uma em português,
além de exemplos em inglês do seu uso em frases e
a etimologia de cada um dos termos. Eu aprendi nesse livro, entre
muitas outras coisas, que "dente canino" em inglês
é "eye tooth" porque esses dentes se situam logo
abaixo dos olhos. Enquanto, em português, se diria "Eu
daria o meu dedinho para conseguir um lugar na primeira fila",
em inglês essa expressão seria "I'd give my
eyeteeth for a front row seat". Inglês para curiosos
tem 116 páginas extremamente fáceis e agradáveis
de ler, escritas por Jack Scholes e publicadas pela Editora Papier. |
| Inteligência:
um conceito reformulado é um livro de leitura indispensável
para aqueles que se interessam pela Teoria das Múltiplas
Inteligências. Além de ser uma leitura interessante
e esclarecedora, essa obra tem a grande vantagem de ter sido escrita
pelo próprio Howard Gardner, que postulou a teoria no início
da década de 90 e a publicou em 1993. Considerando que
há tantas "interpretações", muitas
vezes rasas e equivocadas, da teoria das Múltiplas Inteligências
no mercado, buscar a fala do prórpio autor se torna extremamente
importante. Apesar de Phd em psicologia social e do desenvolvimento
e professor de pós-graduação de Harvard,
a linguagem de Gardner no livro é simples e objetiva, desprovida
de jargões herméticos e frases emboladas que muitas
vezes caracterizam os textos científicos. Ao longo de 263
páginas (fora notas e apêndices), Gardner retoma
os conceitos básicos da teoria, além de esclarecer
e atualizar alguns de seus pontos, provavelmente guiado por uma
crescente aflição em relação à
"salada" que alguns educadores estavam fazendo desde
a publicação de seu primeiro livro (Inteligências
Múltiplas: teoria na prática), mesclando-o com
outros conceitos, como estilos de aprendizagem e programação
neuro-lingüística. O capítulo 6, por exemplo,
trata dos mitos e verdades sobre as Inteligências Múltiplas,
alguns dos quais remetem à aplicabilidade dos conceitos
para a realidade de sala de aula. "Minha teoria não
é de modo algum uma receita pedagógica", esclarece
ele. Realmente, é muito mais. Inteligência:um
conceito reformulado é publicado no Brasil pela Editora
Objetiva. |
| An Introduction
to Language apresenta os principais aspectos da lingüística
moderna, como semântica, sintaxe, fonética, fonologia e morfologia.
Apresenta também os conceitos básicos sobre a Psicolingüística
e Sociolingüística. Ainda que seja bastante longo - com suas 620
páginas - esse livro é de muito fácil compreensão, e é destinado
não apenas aos especialistas, mas aos iniciantes e interessados
na área da Lingüística. Ele divide-se em 12 capítulos, sendo que,
ao final de cada um, apresenta um resumo do que foi tratado e
exercícios de fixação. Quanto à sua forma, também é de
agradável leitura, pois há cartoons, charges e imagens
que ilustram o que está sendo apresentado. Na minha opinião, o
grande mérito deste livro é tornar assuntos considerados muito
teóricos ou 'áridos' em uma leitura prazerosa e fácil. O estilo
do texto é leve e bem-humorado. Depois de ler este livro, ou um
capítulo dele, acho pouco provável que alguém diga que a Lingüística
é muito "chata e teórica". An Introduction to Language, de
Victoria Fromkin, Robert Rodman e Nina Hyams, é uma publicação
da editora Thomson-Wadsworth e está na 7ª edição. (Essa
resenha é uma colaboração da professora Maria
Clara Corsini Silva.) |
| In your
hands: NLP in ELT é um livro que aborda os conceitos
da programação neuro-lingüística aplicados
à realidade do ensino de língua inglesa. Na descrçãio
das próprias autoras, Susan Norman e Jane Revell, é
um livro "para pessoas que querem se tornar melhores professores
e ajudar os seus alunos a se tornarem melhores aprendizes."
O objetivo geral não é o de dar receitas passo-a-passo,
mas o de apontar sugestões para que o leitor adapte os
conceitos gerais na PNL às suas necessidades e realidade
particular de ensino. A leitura é fácil e interessante.
In Your Hands é uma publicação da
Saffire Press e tem 144 páginas. |
| The
internet and the language classroom é um dos livros
integrantes da série Cambridge Handbooks for Language Teachers
e trata da Internet como recurso pedagógico nas aulas de
línguas (apesar do foco estar voltado pra o ensino de inglês,
o autor Gavin Dudeney freqüentemente se refere ao ensino
de línguas em geral). Dudeney consegue agradar tanto aqueles
professores que precisam começar do be-a-bá na internet
até outros que, como eu, já são veteranos
na rede. Sugere ótimos sites e atividades, propõe
atividades para o leitor aplicar o que aprendeu, dá dicas
e termina com um pequeno vocabulário de termos relacionados
à internet e com uma seleção de sites organizados
por assunto. A minha cópia já está cheia
de "orelhas", de tanto que eu uso. O livro tem 181 páginas
e é uma publicação da Cambridge University
Press. |
| Jogos
para a estimulação das múltiplas inteligências
é uma contribuição aos professores que
desejam buscam sugestões de como aplicar na prática
a teoria das múltiplas inteligências proposta por
Gardner. Escrito pelo experiente, competente e carismático
professor Celso Antunes, o
livro não é apenas uma coleção de
receitas pedagógicas, uma vez que também procura
informar sobre as características das diferentes inteligências
(inclusive a pictórica, que não consta na teoria
de Gardner), sobre características do desenvolvimento infantil
nas suas diversas fases e sobre o potencial pedagógico
dos jogos. Nem todas as sugestões apresentadas são
adequadas ao ensino de idiomas, mas várias são,
e outras tantas podem ser adaptadas. O livro é uma publicação
da Editora Vozes e tem 295 páginas, mais apêndice. |
| Keep Talking:
Communicative fluency activities for language teaching, de
Friederike Klippel, é parte integrante da série
Cambridge Handbooks for language Teachers. (O editor geral da
série é o ótimo Michael Swan; precisa dizer
mais?) O objetivo do livro é sugerir atividades comunicativas
(123, para ser mais precisa) em três categorias: perguntas
e respostas; discussões e decisões; e histórias
e cenas. Impossível não achar alguma sugestão
de atividade que faça os alunos saírem falando pelos
cotovelos. O livro tem um bom sistema de busca, composto por um
índice alfabético e outro por nível. Ao todo,
são 202 páginas, incluindo worksheets. |
| The Kite
Runner, publicado no Brasil com o nome "O Caçador
de Pipas", é um livro surpreendente. Em primeiro
lugar, porque é o primeiro romance de Khaled Hosseini,
que já estreou com uma obra prima sem, aparentemente, ter
formação literária: ele é médico.
Em segundo, porque o inglês, língua na qual o livrou
foi escrito originalmente, não é a língua
materna de Hosseini: ele emigrou do Afeganistão com o pai
apenas em 1980, aos 17 anos. No entanto, domina o idioma com maestria
em 371 páginas de uma história comovente e chocante
sobre honra, culpa, medo, amor e redenção. Finalmente,
o livro me surpreendeu pelo destino trágico do povo afegão,
primeiro nas mãos do exército russo, depois sob
o radicalismo sanguinário do regime Taliban. Um sofrimento
que, infelizmente, não tem nada de fictício. Para
quem gosta de idiomas, como eu, o livro também é
uma aula de farsi, ou persa, a língua oficial do
Irã, Afeganistão e Tadjiquistão. Aprendi, por exemplo, que assim
como está se tornando comum no Brasil, crianças
e jovens afegãos tendem a chamar os adultos de Kaka
e Khala, o equivalente a "tio" e "tia".
E por falar em línguas estrangeiras, se você fala
inglês fluentemente, não deixe de ler a história
no seu idioma original. Não li a tradução,
mas dificilmente o tradutor tenha conseguido transpor para o português
toda a beleza e perfeição desse texto que recebeu
o seguinte comentário de Isabel Allende, uma de minhas
escritoras favoritas: "Esta
é uma daquelas histórias inesquecíveis, que permanecem na nossa
memória por anos a fio. Todos os grandes temas da literatura e
da vida são o material com que é tecido esse romance extraordinário".
The Kite Runner é uma publicação da
Riverhead Books, com versão em português pela Nova
Fronteira. |
| Laboratório
de Redação para Séries Iniciais do Ensino
Fundamental foi um presente que eu ganhei do próprio
autor, Sergo Vieira Brandão. Presente nos dois sentidos
da palavra: primeiro, porque não tive de pagar pelo livro
(o que não seria problema, já que até é
baratinho), mas presente de forma especial por ser uma leitura
bastante interessante, apesar de eu não trabalhar com séries
iniciais. O Laboratório de Redação contempla
um público de professores que o nosso Cem Aulas Sem Tédio
deixa meio órfãos, que são os professores
de 1o. ao 4o. ano. No entanto, a proposta de trabalho é
basicamente a mesma: são sugestões de atividades
que propõem formas alternativas de trabalho, sem engessar
o professor em receitas prontas e acabadas. Pelo contrário:
já na introdução é dito que "o
melhor desenvolvimento dos alunos irá ocorrer se os exemplos
apresentados servirem apenas de ilustração e os
textos, construídos de acordo com a realidade das crianças."
São 21 sugestões de construção de
texto, recheados com dicas do Sérgio, que além de
escritor e professor também é psicólogo.
Essa bagagem aparece em frases como essa: "Esteja consciente
de que o aluno nas séries iniciais não fala do gato,
do coelho ou do pintinho que ele desenhou. Ele ainda não
possui essa capacidade de distanciamento. Ele fala dele mesmo.
Se ele disser: O gato está triste porque a irmã
briga com ele, ele quer dizer que a sua irmã fez algo
semelhante." O livro aborda diferentes formas de expressão,
como grafismo, poesia, prosa e dramatização. Legal,
mesmo. Laboratório de Redação foi lançado
pela Editora Paulinas e tem 69 páginas. |
| Learning
to Learn English foi publicado em 1989, mas continua muito
atual e, pelo que eu descobri no site da livraria Disal, ainda
está disponível no mercado. A principal preocupação
das autoras, Gail Ellis e Barbara Sinclair, é que os alunos
aprendam a aprender inglês, ou seja, que eles adquiram estratégias
de aprendizagem que vão facilitar e otimizar os seus estudos
na língua estrangeira. O livro é apresentado em
formato de livro-texto, dividido em capítulos em que são
sugeridas diversas atividades, e onde o aluno é chamado
a refletir sobre como se sente em relação a determinadas
tarefas, como escrever ou ler em inglês, e em relação
ao seu próprio desempenho. Em uma parte do livro, estudantes
de diferentes países revelam particularidades de seu idioma
que são diferentes do inglês-- no russo, por exemplo,
não existe o verbo "To be". A partir daí,
os próprios alunos são convidados a relatar como
lidam com as diferenças gramaticais entre dois idiomas,
antes que as autoras ofereçam algumas sugestões,
como partir dos exemplos para a regra, em vez do contrário.
Apesar do formato de livro-texto (que inclusive é acompanhado
de teacher´s book e fita cassete), o ideal é que
esse material seja intercalado com o uso de outros materiais didáticos.
O livro foi publicado pela Cambridge University Press e tem 118
páginas (Student´s book) e 154 páginas (Teacher´s
book). |
| Liane:
Mulher como todas é um livro surpreendente. Sua autora
é palestrante, ganhadora de duas medalhas de ouro em natação
numa mesma olimpíada, trabalha, tem uma excelente auto-estima,
é exemplo de garra para seus familiares e amigos... e tem
síndrome de down. O seu livro é um relato da sua
trajetória desde o nascimento até a sua festa de
40 anos, trajetória essa que inclui tanto as conquistas,
que não foram poucas, quanto as dificuldades em ser diferente
num mundo nem sempre muito pronto para aceitar as diferenças
com naturalidade. O livro me tocou profundamente por dois motivos:
primeiro, por ter tido um sobrinho e afilhado com síndrome
de down, o meu querido Luciano, que infelizmente nos deixou antes
de completar quatro anos de idade. Também me emocionou
o papel importante dos professores na vida da autora: profissionais
que souberam apostar nas habilidades de Liane, em vez de se concentrar
nas suas limitações. O apoio e carinho desses profissionais,
juntamente com o amor incondicional de seus pais, são mencionados
em diversas passagens do livro como determinantes para esse histórico
de desafios superados. Adorei, em particular, o juramento feito
pelos atletas participantes das Olimpíadas Especiais, que
Liane diz ser seu lema até hoje: "Quero vencer. Mas
se não for possível vencer, quero ser valente na
tentativa". Essa é, assim, uma leitura interessante
e inspiradora para todos que apostam na inclusão como caminho
para a educação e para a sociedade: a história
tocante de quem, além de valente, é uma vencedora.
O livro tem 165 páginas e é uma publicação
da WVA editora. |
| As línguas
do mundo é o título de um livro que foi escrito
por alguém que traz, de berço, o interesse pelo
estudo das línguas: Charles Berlitz. Charles é neto
do fundador das Escolas Berlitz, Maximiliam Berlitz, que --diz-se--
dominava cinqüenta e oito idiomas. O livro é interessantíssimo
e trata de curiosidades a respeito dos diferentes idiomas falados
no mundo, informações essas organizadas em torno
de temas como traduções inexatas, o surgimento das
línguas, homófonos com significados bem distintos
em duas línguas, ofensas, provérbios... ao todo
são trinta e nove capítulos distribuídos
em 316 páginas (com índice). Algumas informações
são discutíveis, como o comentário de que
o termo "bárbaros", originalmente barbaros,
era empregada pelos viajantes gregos da antiguidade para designar
os estrangeiros que não falavam grego, a língua
da cultura, e que ao pronunciar suas línguas exóticas
soavam como carneiros balindo (bée-bée). Há,
também, trechos em que a tradução compromete
o entendimento da frase. Berlitz explica que milha, por
exemplo, é uma palavra derivada do latim mille, mil,
e se referiria a "mil passos completos, pé direito
e pé esquerdo, à passada formal de parada de uma
região -- aproximadamente 158,49 cm -- , a maneira romana
normal de medir a distância entre as cidades." A mim
parece que nenhum romano teria uma passada de 158,49 cm! Pequenas
falhas aqui e ali, entretanto, não invalidam a obra nem
comprometem o prazer de sua leitura. "As Línguas do
Mundo" foi editado pela Editora Nova Fronteira. |
|
Literatura
Infantil: gostosuras e bobices é um livro escrito
para pais e professores que gostam de ler e que desejam deixar
às crianças o legado do amor pelos livros. Em
174 páginas, a autora, Fanny Abramovich, percorre temas
como a importância de se contar histórias,o humor
na literatura infantil, a poesia, os contos de fadas, como contar
histórias, como trabalhar com a apreciação
crítica dos textos e como formar bibliotecas. Tudo muito
bem temperado com bons exemplos, ilustrações e
com o entusiasmo de quem - se vê logo pelo texto - é
apaixonada pelas letras e pelas gostosuras de uma boa leitura.
No final, Fanny sugere uma série de títulos de
bons livros infantis. E vale o lembrete: as boas histórias
são valiosas tanto nas aulas de português quanto
nas de língua estrangeira! Esse livro faz parte da série
"Pensamento e Ação no Magistério"
da Editora Scipione.
|
| Memórias
de uma Gueixa (Memoirs of a Geisha) foi uma das minhas leituras
de férias no verão de 2009. Como adoro ler romances
que mostram uma cultura diferente, devorei as quase 500 páginas
deste livro, apesar do tom melodramático e cheio de sofrimento
na vida da protagonista (Chyio/Sayuri). O enredo lembra, de certo
modo, um conto de fadas tradicional, com direito a megeras, fada
madrinha, príncipe e final feliz. A diferença é
que este trabalho ficcional foi baseado em muita pesquisa por
parte do autor, Arthur Golden, e de fato retrata o rígido
treinamento de meninas japonesas que eram separadas da família
muito cedo e obrigadas a viver em okiyas (casas de gueixas),
onde eram tratadas como mera mercadoria. A história se
passa entre os anos de 1930, quando Chyio tem nove anos, e se
estende até os anos 90, aproximadamente, passando pela
depressão econômica causada pela 2a guerra mundial.
Depois de ler o livro, fiquei curiosa para saber se as gueixas
ainda existem no Japão, ou se são apenas figuras
folclóricas para turista ver. Achei a resposta na página
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080428164240AAOindY,
que também vale a pena ler. |
| A Menina
que Roubava Livros (The Book Thief) é, como todo o
best seller, um livro polêmico. Isso até por um certo
preconceito: se um livro vende muito é porque foi escrito
para as massas e, portanto, deve ser uma literatura pasteurizada
e pouco profunda. Não acho que seja o caso dessa obra,
que eu considero um dos livros mais singulares que eu já
li. A começar pelo ponto de vista do narrador, ninguém
menos que a morte. Um livro sobre a ascenção nazista
na Alemanha dificilmente renderia nas mãos de outra pessoa,
que não o autor Markus Zusak, uma narrativa tão
cativante e bonita, apesar de triste. As frases em alemão
inseridas nos diálogos dos personagens nos permitem "entrar
no clima" da história e vivenciar, com mais intensidade
ainda, os dramas da protagonista Liesel Meminger. Há quem
reclame da tradução de Vera Ribeiro, mas até
isto eu elogio, porque não deve ter sido fácil traduzir
as improváveis combinações de palavras que
Zusak criou, onde sons tem gosto e sentimentos tem cores. Uma
ótima opção de leitura para quem gosta de
história, da língua alemã, e sobretudo de
literatura. Na minha opinião, quase 500 páginas
de puro prazer. Uma publicação da Editora Intrínseca.
|
| The Mixed
Ability Class aborda, de forma prática e acessível,
um dos problemas mais comuns entre professores de inglês
em escolas de ensino fundamental e médio: as turmas onde
o nível de proficiência pode variar entre alunos
que sabem muito pouco e alunos praticamente fluentes na língua.
Além de sugerir inúmeras maneiras de contornar essa
situação em sala de aula, o livro trás ainda
um apêndice com 17 atividades fotocopiáveis. A obra
de 96 páginas foi escrita por Julie Tice e publicada pela
Richmond Publishing como parte da série Richmond Handbooks
for Teachers. |
| Motivational
strategies in the language classroom trata o assunto da motivação
não como uma ciência exata, mas como um conceito
abstrato, vago e hipotético que engloba uma grande quantidade
de motivos pelos quais as pessoas demonstram determinados comportamentos.
Como esses motivos variam grandemente de indivíduo para indivíduo,
o autor Zoltán Dörnyei conclui que "there is no such thing
as motivation", ou seja, que motivação, de fato, não existe. Isso,
já no início do livro, o que leva o leitor a pensar:
"se motivação não existe, de que tipo
de estratégia vai se tratar esse livro?" Uma das coisas
que o autor traz é uma reconstituição histórica
da motivação até chegar na abordagem atual,
onde a tendência é perceber o indivíduo como um ator em constante
esforço para equilibrar e coordenar uma gama de desejos pessoais
e objetivos sob a luz de suas possibilidades pessoais, ou daquilo
que percebe como sua competência. A partir daí, o autor
propõe algumas estratégias que irão contemplar
esses desejos e objetivos, sem cair no simplismo de um livro de
receitas. O livro foi publicado pela Cambridge University Press
em 2001. |
| New Proficiency
Testbuilder: new tests that teach não é exatamente
um livro para ser lido; é, como diz o nome, um livro preparatório
que conta com testes especialmente desenvolvidos para quem pretende
prestar o CPE (Cambridge Proficiency in English). O livro, escrito
por Mark Harrison e publicado pela Macmillan, oferece explicações
detalhadas sobre cada uma das etapas do exame, como, por exemplo,
exatamente o quê está sendo testado. Também
são oferecidas dicas sobre estratégias para melhor
responder as questões. O maior mérito do livro é,
na minha opinião, o fato de que as respostas são
acompanhadas de extensas explicações. Aprende-se,
assim, não apenas por que a resposta "c" é
a certa, mas também porque a "a", "b",
"d" e "e" estão erradas. Outro mérito
do livro é demonstrar o quanto nós, professores,
ainda temos a aprender. O CPE é um teste dificílimo
- e obter o conceito A é uma meta atingida por muito poucos.
Para aqueles que impuseram-se esse desafio, esse livro é
uma ferramenta utilíssima; mas nada impede que mesmo quem
não pretende fazer o CPE o utilize como material de estudo.
A formação continuada deve ser uma meta para todos,
sobretudo para os professores. |
| One to
One: a Teacher's Handbook, de Peter Wilberg, é
o único livro que eu conheço que fala sobre as aulas
particulares de inglês. Além de sugerir algumas atividades
apropriadas para esse contexto de ensino, Wilberg remete o leitor
a uma série de reflexões a respeito do papel do
professor, do ambiente da sala de aula, das expectativas do aluno
e sobre as interações que se estabelecem a partir
desses fatores. Este livro da LTP (Language Teaching Publications)
tem 160 páginas. |
| Open Sesame
se propõe a ensinar, através de contos de fadas
e histórias infantis, um vocabulário coloquial que
ajude os alunos de inglês (nível intermediário
para cima) a enfrentar com desenvoltura as situações
de dia-a-dia na cultura americana. O livro apresenta, também,
algumas estratégias de leitura, mas o mais interessante
do livro, a meu ver, é a tentativa de contextualização
das histórias aos dias atuais, que pode gerar discussão
(e atividades criativas) em aula. Eu gostei, também, de
aprender o nome em inglês de histórias como The
Frog Prince ( A Princesa e o Sapo), Hansel and Gretel (João
e Maria) e Jack and the Beanstalk (João e o Pé
de Feijão). No final, uma seção com o nome
e uma pequena sinopse de livros indicados para as diferentes faixas
etárias. Essa publicação da The University
of Michigan Press tem 231 páginas e foi escrito por Planaria
J. Price. |
| A origem
curiosa das palavras é um livro aos moldes da Casa
da Mãe Joana, voltado à etimologia de algumas palavras
e expressões da língua portuguesa. No entanto, possui
algumas peculiaridades que o fazem ainda mais interessante. Uma
delas é um capítulo em que, em vez de discorrer
sobre a origem estrangeira das palavras em português, demonstra
de que maneira o português influenciou línguas estrangeiras,
como o japonês. Outro diferencial interessante é
que a obra traz a etimologia de termos bem recentes na nossa língua,
como brega, pagar mico e sarado. O autor,
Márcio Bueno, não é linguista: é jornalista
e publicitário de profissão e, como eu, "etimófilo"
de coração. A obra, uma publicação
da José Olympio Editora, tem 259 páginas. |
| Pedagogia
da autonomia: saberes necessários à prática
educativa é um dos últimos, senão o último
livro escrito por Paulo Freire antes de morrer. No entanto, na
minha opinião, é um dos primeiros que deveriam ser
lidos por quem se interessa em conhecer mais sobre a importante
obra desse eminente educador brasileiro. Esse pequeno livro de
apenas 146 páginas publicado pela Editora Paz e Terra contém
a essência das idéias de Freire: idéias de
autonomia e libertação, mas principalmente de respeito
pelo outro, pelas diferentes formas de saber, de aprender e de
conhecer. São apenas três capítulos que convidam
à reflexão: Não há docência
sem discência, Ensinar não é transferir conhecimento
e Ensinar é uma especificidade humana. Apesar dessas três
afirmações serem praticamente um consenso, Paulo
Freire encontrou muita coisa nova, relevante e inspiradora para
dizer. Se esse for o primeiro livro de Paulo freire a ser lido
por você, professor ou professora, com certeza a porta se
abrirá para outros... |
| Perdas
e Ganhos é um livro de Lya Luft que nada tem a ver
com educação, muito menos com o ensino de línguas.
No entanto, tem muito a ver com uma necessária pausa para
reflexão que todos nós -principalmente nós,
professores - merecemos e precisamos fazer de tempos em tempos.
O livro fala sobre infância, família, profissão,
casamento, identidade, maturidade, e perdas que podem, algumas
vezes, se reverterem em ganhos. O livro diz que somos bons, importantes
e capazes, mas também que muitas vezes somos fúteis,
medíocres e covardes e, com medo do preço que precisamos
pagar, somos menos felizes do que poderíamos ser. Esse
é, pois, um livro especial para se ler nas férias,
porque é preciso tempo para digeri-lo e tranquilidade para
fazer as necessárias incursões para dentro de nós
mesmos, a que nos convida a autora. Perdas e Ganhos é uma
publicação da editora Record e tem 156 páginas. |
| Phrasal
Verbs: como falar inglês como um americano! é
um livro de Jonathan Hogan e José Roberto Igreja que se
diz "definitivo" sobre o assunto dos phrasal verbs,
expressões compostas por verbo + preposição,
como look up, blow out ou pick up. Eu não
acredito em coisas definitivas, especialmente no que diz respeito
às línguas, que são mutantes. Mas o livro
é realmente bem completo, e traz o significado de 450 phrasal
verbs, além de exemplos para cada um dos significados (só
em pick up, são 10 acepções diferentes!)
O que eu realmente não gostei foi do subtítulo "como
falar inglês como um americano". Por várias
razões: primeiro, porque o inglês americano e o inglês
britânico deixaram, há muito tempo, de ser as principais
referências em língua inglesa. Hoje, fala-se muito
mais num inglês internacional que transcende fronteiras
geográficas. Segundo, porque mesmo que o objetivo de alguém
fosse, de fato, falar inglês como um americano, dominar
os tais phrasal verbs seria apenas um dos inúmeros desafios
desta empreitada. Seria necessário, ainda, aprender a pronúncia
e sintaxe padrão do falante nativo, o que não é
pouca coisa. Assim, me ficou no ar um cheirinho de propaganda
enganosa, mas enfim, nada é perfeito. Phrasal Verbs
foi lançado pela Editora Disal e tem 222 páginas.
|
| Pontos
e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação
é um livro em que a autora, Jussara Hoffmann, discorre
com clareza e muito conhecimento de causa sobre o delicado e controverso
tema da avaliação. 'É nosso compromisso de
educadores acompanhar o aluno em sua trajetória, observando-o
atentamente, com uma enorme curiosidade sobre o seu pensar e seu
agir. E essa é uma ação investigativa que
levanta sempre novas questões, novas hipóteses,
e portanto não pode ser escrita com pontos finais",
diz a autora. Não espere, portanto, encontrar respostas
definitivas sobre avaliação nesse livro de 140 páginas
editado pela Editora Mediação. O objetivo do livro
é fazer refletir. |
| O prazer
das palavras é um livro originou da compilação
de vários artigos escritos pelo professor universitário
Cláudio Moreno para sua coluna no jornal gaúcho
Zero Hora. Mas esse não é apenas mais um
livro que se que se debruça sobre a etimologia e a origem
curiosa de palavras e expressões da língua portuguesa,
uma vez que a obra de Moreno se distingue de outras publicações
sob diversos aspectos. As palavras, por exemplo, não são
organizadas em verbetes; a algumas é dedicado um capítulo
inteiro. Os capítulos, por outro lado, não versam
necessariamente sobre palavras: às vezes, ensinam sobre
o significado de termos léxicos como oxímoros
e palíndromos; outras vezes, criticam a disseminação
de falsas etimologias, como o famoso coitado, que não
é aquele que sofreu o coito, mas a coita (mal, desgraça
e aflição que disso resulta). Outro atrativo da
obra de Moreno é o texto inteligente, bem-humorado, cativante.
Principalmente para aqueles que, como diz o autor, compartilham
o prazer de conhecer as palavras pelo lado do avesso. O livro
tem 159 páginas e foi lançado pela RBS publicações.
|
| O prazer
das palavras 2: um olhar bem-humorado sobre a língua
portuguesa é, como o volume que o antecedeu, uma coletânea
das crônicas do professor Cláudio Moreno publicadas
na coluna de mesmo nome do jornal gaúcho Zero Hora. Comprei
o livro no aeroporto, enquanto esperava para embarcar. Ao chegar
ao meu destino, tinha aprendido ou relembrado, por já ter
lido alguns dos textos no jornal, muitas coisas sobre a origem
das palavras no português e também em outros idiomas.
Eu não tinha nem idéia, por exemplo, que a já
pouco usada ecpressão "cecê", que quando
criança eu usava para me referir ao cheiro de suor de alguém,
vem de uma antiga propaganda de sabonete importado, onde a expressão
original "body odor" foi traduzida para o português
como "cheiro do corpo", cujas iniciais eram CC. Mas
o livro vai além da origem de termos e palavras: dedica
muitas páginas à discussão do que é
certo e do que é errado na língua portuguesa, lembrando
sempre ao leitor que cada língua é uma máquina
de fazer palavras, e que vocábulos novos, como "normatizar",
devem ser aceitos com "tolerância e curiosidade"
apesar do nariz torcido dos defensores do nosso idioma materno.
Por outro lado, quando uma professora pergunta se é aconselhável
corrigir, numa redação, formas aceitas na línguagem
oral, como "Tá bom", Cláudio Moreno é
enfático ao dizer que sim. Aliás, o último
capítulo é todinho dedicado a polêmicas como
essa. O Prazer das Palavras 2 é uma publicação
da L&PM e tem, na sua edição "pocket",
230 páginas. |
| Psicologia
e Educação: o significado do aprender é
um livro útil a todas as pessoas interessadas no processo
de aprendizagem, sejam elas estudantes nas licenciaturas ou professores
que já têm experiência docente. O livro aborda
conceitos, características e fatores da aprendizagem, além
de seis abordagens teóricas que vão de Pavlov a
Carl Rogers. A obra, organizada pelo professor da PUCRS e da UFRGS
Jorge La Rosa, contém ainda um capítulo sobre motivação
e aponta estratégias para desencadeá-la. Apesar
de escrito por diversos autores, todos professores universitários,
a linguagem é coesa e acessível. Psicologia e Educação
é publicado pela Edipucrs e tem 230 páginas. |
| Psycholinguistics,
um dos livros integrantes da série Oxford Introductions
to Language Study, procura mostrar que falar e compreender uma
língua é um processo altamente complexo, quase miraculoso.
O autor, Thomas Scovel, descreve a psicolingüística
como uma "janela para a mente", ou seja, o estudo capaz
de nos dar um pouco mais de entendimento sobre como o cérebro
funciona ao produzir e compreender a linguagem. As 135 páginas
do livro são recheadas de informações interessantes
e úteis a curiosos em geral e professores de línguas
em particular. A obra, que obviamente é uma publicação
da Oxford University Press, conta ainda com um glossário
de termos úteis relativos a essa área de conhecimento.
|
| Reencantar
a Educação: Rumo à Sociedade Aprendente tenta
responder, junto com o leitor, à pergunta: o que significa,
hoje, aprender? Para ajudá-lo a refletir sobre essa questão,
o autor, Hugo Assmann, aborda temas como as novas tecnologias
de comunicação e informação, as pesquisas
sobre o cérebro humano, as transformações
da educação e da vida cotidiana, a necessidade de
aprender-se por toda a vida e o papel da solidariedade na nova
educação. O livro traz ainda um glossário
de termos relativos ao aprender na era das redes. Essa publicação
de 251 páginas é da Editora Vozes. |
| Reflecting
on teaching English and student's motivation é um daqueles
livros que combinam teoria e prática de maneira harmônica
e didática. Numa linguagem acessível, mas sempre
embasada em autores respeitados na área de psicolingüística
e teoria da linguagem, a autora Justina Inês Lied pretende
demonstrar que a motivação dos alunos para aprender
uma língua estrangeira está relacionada, entre outros
fatores, às alterações na estrutura do discurso
usado pelo professor. Recheado de atividades que utilizou no estudo
com os próprios alunos, o livro tem 93 páginas e
é uma publicação independente da profa. Justina.
Exemplares podem ser adquiridos com a própria autora, ao
preço de 10 reais, através do e-mail jfaccini@fates.tche.br |
| O resgate
do professor como sujeito de transformação é um livro bastante
lúcido de Celso dos Santos Vasconcellos que aborda a questão do
mal-estar docente, ou seja, do desgaste do papel e da função de
professor na sociedade e os sentimentos que isso acarreta. Além
de analisar as causas do sentimento de desvalorização que se tornou
quase generalizado entre os educadores, Vasconcellos aponta também
para algumas possíveis soluções para o resgate do professor. Tudo
isso sem deixar de apontar um dedinho para os próprios professores,
que devem encontrar em si mesmos as contradições que os impedem
de abraçar um modelo educacional mais compatível com o momento
em que estamos vivendo. A obra é publicada pela editora Libertad.
|
| The resourceful
English teacher: a complete teaching companion é um
livro que sugere atividades em 15 tópicos diferentes: newspapers,
articles, songs, readers, icebreakers, dialogues, fillers, circles,
questionnaires, the word box, dictionaries, OHP, computers, TV
and video, and the radio. Como dá para ver, as atividades
são bem variadas; o layout também é diferenciado,
e fica fácil de ver para que nível elas são
mais adequadas, além dos materiais que exigem, se for o
caso. Como em qualquer outro livro escrito para uma cultura diferente
da nossa, algumas atividades terão de ser adaptadas, outras
descartadas. Mas eu experimentei várias das idéias
apresentadas, e elas realmente funcionaram. O livro foi escrito
por Jonathan Chandler e Mark Stone, tem 96 páginas e foi
publicado pela Delta Publishing (a minha cópia é
de 1999.) |
| Saber
pensar é o que queremos que os nossos alunos aprendam,
e é o que Pedro Demo tenta nos ensinar a buscar nesse livro
da Cortez Editora (uma referência, aliás, de boas
publicações na área de educação.)
A primeira parte da obra se dedica aos componentes do saber pensar
(lógica, argumentação, e saber aprender,
cuidar, inovar e acreditar). Na segunda parte, ele discorre sobre
estratégias fundamentais para construir/reconstruir o conhecimento,
tendo por objetivo a construção da autonomia e da
cidadania. O livro tem 159 páginas de muita reflexão.
|
| Ser professor
é uma coletânea de artigos escritos pelo corpo docente
do programa de Mestrado em Educação da PUC-RS e
aborda a questão da identidade do professor nos dias de
hoje, ou seja, como somos, como nos vemos e como gostaríamos
de ser vistos. O livro aborda desde as competências necessárias
para ser professor, até a questão do despertar da
espiritualidade no profissional docente. A obra, cuja organizadora
é a Dra. Délcia Enricone, tem 141 páginas
e foi publicada pela Edipucrs. |
| Os Sete
Saberes Necessários à Educação do
Futuro é um livro para ser lido por aqueles que, além
de professores de língua estrangeira, consideram-se também
educadores. Esse livro é uma "encomenda" da UNESCO
a Edgar Morin (lê-se Morran) para que aprofundasse a questão
transdiciplinar da educação. A leitura desse livro,
que é uma publicação da Cortez Editora e
tem 116 páginas, dará subsídios a um melhor
entendimento da nova LDB. |
| Singing,
Chanting, Telling Tales está,
certamente, entre as melhores aquisições que eu
fiz na TESOL Convention. Escrito pela ótima Carolyn Graham,
autora de "Jazzchants", o livro traz sugestões
práticas sobre como utilizar a música e a poesia
de forma dinâmica e divertida nas aulas de Língua
Inglesa. Ensina, também, como compor e usar os seus famosos
"chants" em sala de aula. O livro é uma publicação
da Delta Systems Co.,Inc e tem 75 páginas |
| Sound
Foundations é
um livro que não pode faltar na biblioteca dos professores
de inglês, sobretudo daqueles que vieram de outras áreas
profissionais e não tiveram formação específica
em letras. De maneira acessível e com sugestões
bem práticas, Adrian Underhill, o autor, dá informações
relevantes e interessantes sobre fonologia (símbolos fonéticos,
sílabas tônicas, elisão, etc). O livro é
uma publicação da Macmillan Heinemann e tem 210
páginas. |
| Teacher
man é um romance escrito por um autor praticamente
desconhecido no Brasil, Frank McCourt, mas que ganhou um prêmio
Pulizer pela obra Anglea's Ashes em 1997. Esse terceiro romance
de McCourt trata da sua experiência de 30 anos como professor
nas escolas públicas de Nova York. Às vezes hilária
e outras vezes profunda, essa narrativa com certeza há
de soar familiar para professores de outros tantos países,
como o Brasil, que lidam diariamente com problemas como o desinteresse
dos alunos, a interferência às vezes negativa dos
pais, a incompetência de alguns coordenadores e a vontade
de fazer uma diferença na vida dos alunos. Foram 258 páginas
de uma letra bem miudinha, mas que eu li com muito prazer. Uma
sugestão de leitura para as férias, infelizmente
só disponível (que eu saiba) pela livraria online
Amazon.com. Teacher Man é
uma publicação da editora Harper Perennial. |
| Teaching
Teenagers foi publicado pela primeira vez em 1993, mas nem
por isso é um livro ultrapassado. O conceito de aprendizagem
proposto pelos autores, Herbert Puchta e Michael Schratz, é
o "cooperative independence in learning", que poderia
ser traduzido como "independência cooperativa na aprendizagem".
Isso significa, simplesmente, que para aprender um idioma de maneira
eficaz, é preciso desenvolver nos alunos adolescentes habilidades
sociais que permitam a eles compartilhem suas opiniões,
seus sentimentos e suas experiências com os colegas, desenvolvendo
um sentimento de empatia com o grupo. Discussão e negociação,
assim, tornam-se elementos importantes no processo de aprendizagem,
desde que o feedback entre alunos e professor, ou entre os próprios
alunos, seja sempre construtivo. O livro não apresenta
sugestões isoladas de atividades, mas em vez disso um encadeamento
de atividades dentro de um mesmo tema, a serem desenvolvidas em
várias aulas. Por isso o subtítulo do livro:"Model
activity sequences for humanistic language learning." Algumas
das sugestões apresentadas parecem, a princípio,
incompatíveis com a realidade dos alunos brasileiros de
inglês nas escolas regulares, mas várias atividades
podem ser adaptadas a alunos menos proficientes. Como o livro
foi escrito por Herbert Puchta, eu comprei de olhos fechados,
pois sou fã de carteirinha dele. E nem de longe eu me decepcionei.
São 135 páginas de informação e reflexão,
publicadas pela Longman. |
| Teaching
with the brain in mind
é um livro só possível de ser adquirido,
no Brasil, via internet (o meu exemplar, por exemplo, foi comprado
da livraria virtual Amazon.com).
Mas é um investimento justificado pela riqueza de informações
que traz. Escrito pelo neuro-cientista Eric Jensen, o livro aborda
com uma linguagem bem acessível o funcionamento do cérebro
humano e os fatores que influenciam positiva ou negativamente
a aprendizagem. E vai além: sugere estratégias para
contornar problemas bem comuns em sala de aula, como a dificuldade
de concentração por parte dos alunos e falta de
motivação, entre outros. O livro é editado
pela ASCD e tem 133 páginas. |
| Tirando
dúvidas de inglês,
de Michael Jacobs, é uma compilação dos e-mails
que esse professor londrino - que mora no Brasil desde 1967 -
recebeu e respondeu desde a publicação dos dois
volumes da sua obra anterior, Como (não) aprender inglês.
Para facilitar a vida do leitor (e do próprio Jacobs),
o livro foi dividido em seções: Gramática
e Contrações, Pronúncia, Sintaxe e expressões,
Vocabulário e Orientação (sendo esse último
capítulo subdividido em outros quatro: Listening Comprehension,
melhorando o vocabulário, Fluently fluent e traduções
mentais). Ou seja: um livro diversificado em conteúdo,
que é apresentado da forma descontraída que sempre
foi a marca registrada (e o mel) de Jacobs. Ter o livro é
mais ou menos como ter por perto um falante nativo para tirar
dúvidas e aprender com ele o que nem sempre se consegue
achar em gramáticas e dicionários, nem que seja
que não há regra para tudo e que para algumas perguntas
simplesmnete não há resposta. A mensagem do livro
é que regras demais atrapalham mais do que ajudam. Essa
é uma publicação da Disal Editora e tem 183
páginas. |
| The Translator
é um livro que eu precisei intercalar com outras leituras
mais leves, porque descreve as atrocidades cometidas contra o
povo de Darfur, no Sudão. A história, contada nos
seus detalhes mais macabros, foi escrita por Daoud Hari, o tal
tradutor que dá o título à obra. Depois de
ter seu vilarejo atacado e destruído, causando a morte
de amigos e familiares, Daoud se oferece para trabalhar como intérprete
e guia de repórteres e de funcionários de organizações
humanitárias. Em vez de pegar em armas, como fizeram tantos
de seus conterrâneos, ele utilizou seus conhecimentos de
inglês, árabe e Zaghawa (sua língua nativa)
para defender Darfur, contribuindo para que o genocídio
de seu povo fosse conhecido pelo resto do mundo. O livro traz
dois apêndices: no primeiro, há uma explicação
sobre a situação política de Darfur, que
dá maiores subsídios para que se entenda o conflito
descrito pelo autor, e o segundo traz uma transcrição
da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que
consegue ter praticamente todos os seus artigos ignorados pelas
milícias que ainda matam, torturam e saqueiam no Sudão.
Essa publicação da editora Random House Trade Paperbacks
tem 209 páginas. |
| Um Rio
que vem da Grécia reúne crônicas de Cláudio Moreno que têm
como fio condutor histórias da mitologia grega. Apesar de nunca
ter sido muito fã dos deuses do Olimpo, me deliciei com cada um
dos (breves) capítulos do livro, nos quais Moreno apresenta uma
faceta da cultura grega. Pela primeira vez, consegui perceber,
com a ajuda do autor, significados muito atuais e humanos para
as tramas fantásticas protagonizadas por divindades de todos os
tipos. Como diz Lya Luft, na apresentação do livro, "ele nos coloca
num mundo que não passou e nem vai acabar, porque tem algo de
universal e mais que isso: atemporal." O livro é particularmente
interessante para quem, como eu, gosta de etimologia, assunto
do qual o professor e Doutor em Letras Cláudio Moreno também
é grande conhecedor. O Rio que Vem da Grécia
tem 110 páginas e foi lançado pela L&PM editora em 2004. |
| Uma professora
muito maluqinha é um livro que, de forma semelhante
a filmes como Shrek ou Os Incríveis, pode ser compreendido
em dois níveis de entendimento. Lido pelas crianças,
narra a história de um menino que aprendeu com sua professora
a gostar de ler e a achar a sala de aula um lugar muito divertido.
Lido por um adulto que também é professor, é
um lembrete do quanto somos responsáveis por um aluno gostar
ou detestar a matéria que ensinamos. Não sei o quanto
da Profesora Maluquinha realmente existiu, e o quanto foi inventada
pelo seu criador, o escritor e cartunista Ziraldo. Mas sei que
Professoras e Professores Maluquinhos de fato existem por aí,
determinados a ensinar o que é de fato útil, a valorizar
os talentos dos alunos e a cativar seus pequenos estudantes para
a matéria que lecionam. Sei também que igualmente
existem os administradores de escola e professores que não
querem saber de maluquices em sala de aula e que fazem de tudo
para "boicotar" os maluquinhos de plantão. Por
isso é que, quando li o livro, muitas das atitudes ali
descritas me pareceram familiares. E se de fato a professora do
Ziraldo fez metade do que está no livro, não me
admiro que o seu aluno mais famoso tenha hoje tanto talento. Uma
Professora Muito Maluquinha é editada pela Melhoramentos
e tem 119 páginas muito gostosas de ler. |
| Use
of English: grammar practice activities for intermediate and upper-intermediate
students apresenta uma série de atividades comunicativas
orais ou escritas cujo intuito é sair um pouco dos "drills"
(exercícios de repetição) e praticar estruturas
gramaticais de uma forma mais criativa, livre e lúdica.
No fim do livro, o autor, Leo Jones, apresenta uma pequena nota
de explicação sobre cada um dos 40 tópicos
gramaticais abordados, o que serve de referência para os
alunos que possam ter dúvidas ao realizarem as atividades
propostas. O livro tem 120 páginas e é publicado
pela Cambridge University Press. |
| Vocabulando:
vocabulário prático Inglês-português
é uma mão na roda para tradutores que se deparam
com palavrinhas difíceis de verter para o português,
como far-fetched (mirabolante) ou empowerment (=poder
de decisão), ou seja, palavras que uma pessoa proficiente
no idioma entende sem problemas, mas tem dificuldade em traduzir.
Uma das especialidades do dicionário são as palavras
e expressões que parecem significar uma coisa mas na verdade
querem dizer outra bem diferente, como comprehensive ou
oblige. O livro é muito mais do que um dicionário,
pois fica evidente o esforço da autora, a excelente Isa
Mara Lando, em compartilhar com seus leitores a sua extensíssima
experiência em tradução. E faz isso através
de dicas, advertências e conselhos, normalmente sinalizados
ao longo do livro em caixas de texto. E por falar em Isa Mara
Lando, se você tiver a oportunidade de assistir a uma palestra
dela, não perca! Além de extremamente competente
no que faz, ela é culta, interessante, e uma excelente
contadora de histórias engraçadas sobre tradução.
Vocabulando tem 567 páginas e é uma
publicação da Editora Disal. |
| What Língua is esta? é
um título bastante apropriado para o
livro instigante, contestador e crítico do jornalista e
escritor Sérgio Rodrigues, cujo trabalho eu (infelizmente)
não conhecia anteriormente. O que eu gostei tanto? Primeiro,
da linguagem muito clara, direta e bem-humorada na abordagem de
temas que dão origem aos cinco capítulos do livro:
estrangeirismos, neologismos, lulismos, fetichismos e outros modismos.
Nota-se que o autor é jornalista, e pelo jeito dos bons:
trabalhou no Jornal do Brasil, Veja Rio, TV Globo e O Globo. Aliás,
as crônicas e artigos publicados no livro foram compiladas
de suas colunas na imprensa a partir de 2001. Outra coisa que
eu gostei, obviamente, foi o tema: questões de linguagem,
mais especificamente da língua portuguesa. Mas, pelo que
li, pude perceber que Sérgio Rodrigues conhece bem outras
línguas estrangeiras, sobretudo o inglês. E é
muitas vezes desse entrelaçamento dos diferentes idiomas
que ele tira as suas conclusões sobre o nosso rico e mutante
idioma, que ele prefere sem "frescuras". Entre as mencionadas
no livro está a de achar que "tem" não
pode ser usado com o sentido de "há", e que o
certo é "o Iôga" em vez de "a Ióga".
Como praticante de Yoga, eu particularmente prefiro o artigo masculino
e o ô fechado, mas tudo bem: o livro não dita qualquer
regra, ou, conforme as próprias palavras do autor, "não
traz verdades prontas e confortáveis para nenhum dos lados".
Os comentários (elogiosos) na contracapa e na "orelha"
do livro são de Millôr Fernandes e Ivan Lessa. Precisa
dizer mais? O livro é da Ediouro e tem 188 páginas.
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