Por
muito tempo, professores visitantes do site sugeriram que eu organizasse
uma lista de livros recomendados, com um breve resumo do assunto que
cada obra aborda. Comecei a fazer isso aos poucos, indicando a cada
semana um livro, e depois compilando nesta seção.
Eu
gostaria que as indicações semanais tivessem a colaboração
de todos os professores. Assim, se você leu alguma coisa realmente
interessante que tenha relação com o ensino de idiomas
ou com educação em geral, por favor, mande por
e-mail o
nome do livro, autor(es), editora e um pequeno resumo.
Para
que os visitantes do Língua Estrangeira não fiquem restritos
aos livros que eu escolhi como sendo interessantes para nós,
educadores, estou também colocando um link para a página
do site Made in Brazil , onde Ricardo Shütz relaciona
a bibliografia que ele considera indispensável para professores
de inglês.
Quem
gosta de ler e de escrever provavelmente também vai se encantar
com o site Amigos do
livro. O site traz informações sobre lançamentos,
concursos literários, notícias relacionadas às
Letras, entrevistas com escritores, e muito mais. Não deixe
de dar uma olhada.
Os títulos
abaixo, que foram as indicações do site Língua
Estrangeira, estão relacionados em ordem alfabética.
| Aquisição
da Linguagem: uma abordagem psicolinguística é
um livro escrito a dezoito mãos (brasileiras e francesas)
sobre assuntos como a aquisição de língua materna pelas crianças,
distúrbios de linguagem, aquisição de segunda língua em crianças
e em adultos e aquisição da escrita --alfabetização, letramento,
e sua relação com a fala. A obra, organizada
pela Mestre e Doutora em linguística Alessandra Del
Ré, é de grande valia para alunos, professores
e profissionais de Letras, assim como todos aqueles que se
interessam em saber como o ser humano vai adquirindo, a partir
do momento em que nasce, modos de expressão verbal e não-verbal
que lhe permitem interagir com o outro. A coletânea
de artigos foi publicada pela Editora Contexto e tem 202 páginas.
|
| O livro
Assessment in the Learner-centered Classroom, de Alan
Trussel-Cullen, foi o livro que despertou em mim o interesse
pela questão da avaliação. Em consonância
com os mais respeitados autores nessa área, Trussel-Cullen
fala da importância da avaliação como
instrumento de diagnóstico, não de veredito,
além de trazer inúmeras questões para
reflexão e sugerir pontos de mudança, seja na
nossa prática ou na nossa atitude em relação
ao ato de avaliar. Como o livro foi comprado diretamente da
editora (Dominie Press) na convenção do Tesol
em 2000, não sei com que facilidade ele pode ser comprado
aqui no Brasil. Mas vale a pena procurar. O livro tem 205
páginas. |
| Avaliação:
Novas tendências, Novos Paradigmas é um livro
que eu estou relendo e gostando muito. Com artigos escritos
por nove autores (entre eles um meu), a obra é resultado
do Seminário de mesmo nome que ocorreu em maio de 1998
patrocinado pelo Núcleo de Apoio Pedagógico
e pelo Instituro de Letras da UFRGS, e coordenado pelas professoras
Maria da Graça Paiva e Marlene Brugalli--também
organizadoras do livro. O livro é dividido em três
partes: Novos Paradigmas e Concepções teóricas,
Novas Tendências, e Vivências Práticas
da Avaliação. Apesar de ter sido publicado ainda
no "século passado", o livro é uma
leitura atual e muito interessante. Infelizmente já
está esgotado, mas pode ser encontrado em bibliotecas
de inúmeras universidades e em livrarias que comercializam
livros usados, como a Mundo Livros (www.mundolivros.com.br).
A obra tem 216 páginas e foi editada pela editora Mercado
Aberto. |
| A
Auto-estima de Seu Filho (Dorothy
C. Briggs, editora Martins Fontes) - Nas 211 páginas
desse livro, a autora mostra que o potencial -- intelectual,
social e emocional --de cada criança irá depender
do meio psicológico em que ela vive, e que a auto-estima
é resultado da qualidade das relações
entre as crianças e aqueles que desempenham um papel
importante em sua vida, inclusive seus professores. Um trecho
do livro: "Robert Rosenthal, psicólogo de Harvard,
verificou que crianças cujos professores manifestavam
confiança na sua capacidade de aprender tinham QI de
15 a 27 pontos mais altos do que as outras. A valorização
não-verbal tornou-se um reflexo positivo para cada
criança, permitindo-lhe dizer: "Eu posso fazer".
A confiança do professor tornou-se a confiança
da criança." |
| Behaviour
Management Pocketbook é de fato um livro que cabe
no bolso: foi publicado num formato 10,5 x 14,5 cm. No entanto,
é um dos livros mais completos que eu já li
sobre class management. O texto, baseado muito mais na experiência
dos autores do que em pesquisas acadêmicas, aborda aspectos
importantes do gerenciamento de relações em
sala de aula. Os autores Peter Hook e Andy Vass se referem
metaforicamente às estratégias aprendidas e
desenvolvidas pelos professores como itens de uma caixa de
feramentas: bons professores examinam bem o contexto da situação
antes de buscarem na caixa de ferramentas a melhor estratégia
para "consertar" aquilo que não está
funcionando como deveria. Algumas das sugestões não
vão além do que se esperaria de um professor
com um mínimo de bom senso, mas várias estratégias
foram novidade para mim, como a de fazer com que o aluno perceba
uma punição como uma escolha dele, e não
do professor. Outras são lembretes daquilo que a gente
sabe que deveria fazer, mas geralmente não faz, como
substituir ordens negativas (Não bata no colega!) por
outras positivas (Seja educado com o seu colega). Para professores
iniciantes na carreira, é um guia bem conciso que pode
ajudar quando surgirem os primeiros conflitos; para os mais
experientes, é um reforço em relação
a atitudes que contribuem para uma atmosfera mais respeitosa
e amigável em aula. O livro tem 127 páginas
e foi publicado pela editora Teacher's Pocketbooks. |
| A
Casa da Mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras,
frases e marcas é um livro ótimo para se
ler nas férias. É uma leitura agradável,
leve e por vezes até divertida, sem deixar de ser séria,
informativa e interessante. O livro aborda, como já
diz o subtítulo, a etimologia de várias palavras
e expressões correntes do português. "Mal
e porcamente", por exemplo, é uma corruptela de
"mal e parcamente" (de parco=pouco), e Caratê
vem do japonês Kara (vazio) e Te (mão), uma luta
portanto sem armas, de mãos vazias. Fica evidente no
livro a enorme influência de diversas línguas
estrangeiras (não só do latim) na formação
de palavras em português. A obra de Reinaldo Pimenta
foi publicada pela Editora Campus e tem 262 páginas.
|
| 150
Jogos não Competitivos para Crianças propõe
a pais e professores que procurem desenvolver, através
de jogos não competitivos, referenciais solidários
nessa geração marcada pela competição
do mundo atual. O objetivo deste livro, escrito por Cynthia
MacGregor, é propor brincadeiras saudáveis que
promovam a aproximação das crianças entre
si e delas com os adultos. Muitas dessas bincadeiras, voltadas
para crianças do ensino infantil e fundamental, podem
ser adaptadas também para as aulas de língua
estrangeira. A obra tem 332 páginas ilustradas e é
uma publicação da editora Madras. |
| Children
Learning English foi um dos livros que eu li quando me
preparava para apresentar o workshop "Finding pleasure
in working with kids" na convenção da APIRS,
APLISC e APLIEPAR de 2004. Os doze capítulos do livro
escrito por Jayne Moon convidam constantemente o leitor a
uma reflexão sobre os temas abordados, como as atitudes
do aluno e do professor em relação à
aprendizagem da língua inglesa, avaliação,
diversidade, particularidades das crianças como aprendizes
de língua estrangeira e planejamento de aula. Os depoimentos
de alunos e professores de diversos países são
frequentemente a matéria-prima de Moon, que os comenta
e analisa a partir da sua experiência como professora
e teacher trainer, bem como do respaldo que busca em
outros autores, listados ao final de cada capítulo.
Além da seção de referências bibliográficas,
cada capítulo apresenta também um sumário,
que organiza de forma suscinta os principais pontos apresentados.
A alta qualidade do livro não foi surpresa, uma vez
que pertence à excelente "Teacher development
Series", organizada pelo também excelente Adrian
Underhill (autor de Sound Foundations). O livro, que tem 184
páginas, é editado pela Macmillan Heinemann.
|
| The
Classroom is a Stage é um livro fotocopiável
com 40 sugestões de mini-peças (ou esquetes)
teatrais para fazer com alunos de diferentes idades e níveis
de proficiência. Já fiz algumas peças
com meus alunos exatamente como estão no livro, outras
foram adaptadas um pouco, mas sempre com excelentes resultados.
O livro foi escrito pro Carlos Gontow, professor de inglês
e ator, tem 233 páginas, e é uma publicação
da Editora Disal. |
| Colona
é a Nona! A história da imigração
italiana contada por uma avó é um livro
que discorre, em linguagem simples e cativante, sobre a trajetória
dos imigrantes italianos desde 1875 até os dias de
hoje. A autora Lydia Gabellini, que é presidente da
ARPI (Associação Riograndense de Professores
de Italiano), concentrou-se principalmente na história
dos imigrantes que saíram do nordeste da Itália
e vieram se estabelecer na Zona da Colônia, no Rio Grande
do Sul. Divide a sua narrativa, que simula uma conversa com
os netos, em dez capítulos: nos primeiros, conta sobre
a chegada dos europeus ao Brasil, e como era o Rio Grande
do Sul quando os primeiros italianos aqui chegaram; depois,
comenta sobre as dificuldades de unificação
dos pequenos países que formavam a Península
Itálica, e sobre as razões do êxodo de
italianos para outros países. Nos capítulos
seguintes, discorre sobre as agruras da instalação
nas colônias, e sobre aspectos culturais como a religião,
a língua e a culinária dos imigrantes. Por fim,
conta sobre a vida dos italianos de hoje, tanto no Brasil
quanto na Itália. Um livro interessantíssimo
para quem, como eu, é de origem italiana (um dos meus
sobrenomes é Bacchin), mas também para professores
que trabalham com o tema das raízes culturais dos seus
alunos. O livro tem 68 páginas e é uma publicação
da Conexão Comunicação e Marketing. Para
informações sobre como adquiri-lo, escreva para
claudia@tria.com.br |
| Como
Desenvolver Conteúdos, Explorando as Inteligências
Múltiplas, de Celso Antunes, é o terceiro
fascículo da coleção Na Sala de Aula,
da Editora Vozes. Essa obra mostra como podemos "ouvir" linguagens
diferentes das que a escola instituiu como únicas e
universais. As mudanças de paradigmas trazidas por
uma nova visão da mente humana interferem, portanto,
no tema da educação e trazem novas linhas de
procedimento para a escola convencional. Ainda que as inteligências
humanas atuem de forma integrada, é possível
direcionar estratégias e jogos para aguçar sensibilidades
e competências específicas. Celso Antunes oferece
sugestões de práticas escolares e jogos pedagógicos
que estimulam as inteligências lingüística,
lógico-matemática, espacial, musical,cinestésica-corporal,
naturalista, intra e interpessoal e existencial (ainda em
estudo). Este fascículo de 55 páginas pode,
com certeza, se transformar num desencadeador da criatividade
do professor, pois através das sugestões de
atividades que o autor propõe, poderão ser inventadas
novas estratégias para mudar paradigmas atitudinais
e assim ressignificar o fazer pedagógico. (Sugestão
de Lígia Mothes). |
| Como
Dizer Tudo em Inglês era, da primeira vez que eu
o recomendei, o primeiro de uma série de dois livros,
que também incluía Como dizer tudo em espanhol.
Hoje, são seis os títulos, que além de
inglês e espanhol contemplam o italiano, o francês,
o alemão, o inglês para negócios,
o espanhol para negócios e até um livro
de atividades para inglês. O sucesso do primeiro
livro, que levou ao lançamendo dos outros, é
que mesmo nós, professores, não sabemos como
dizer tudo em inglês...ou, muitas vezes, não
temos certeza de como dizer coisas como "caixa eletrônico",
por exemplo. A versão que eu tenho é organizada
por tópicos e traz no apêndice o vocabulário
espinhoso dos diferentes cargos nas empresas. Então,
se você ainda não sabe dizer Analista de suporte
técnico júnior, não custa dar uma
olhada no livro de Ron Martinez, que nasceu na Califórnia
e é professor de inglês em Recife. Como dizer
tudo em inglês é editado pela Editora Campos
e tem 250 páginas. |
| Como
(não) Aprender Inglês é um dos pioneiros
no ramo dos livros escritos especificamente para estudantes
brasileiros de inglês. O autor Michael Jacobs, um inglês
radicado no Brasil há quase 30 anos, concentrou-se
nos erros e nas dificuldades mais comuns dos falantes de português,
que como professor ele conhece bem. A sua experiência
como aprendiz de uma língua estrangeira (já
que ele chegou ao Brasil sem saber falar nosso idioma) também
permitiu que ele fizesse, no livro, uma análise acerca
das atitudes das pessoas diante do desafio de falar uma nova
língua. Ele diz, por exemplo, que o aprendizado de
um novo idioma vai levar mais ou menos tempo dependendo da
dedicação de tempo e de esforço do próprio
aluno. Pode parecer óbvio, mas ele defende essa idéia
com tamanha propriedade que eu costumo fazer cópia
dessas páginas e dar para os meus alunos lerem logo
no início do semestre. O estilo bem humorado e agradável
de ler também contribuíram, com certeza, para
o enorme sucesso desse livro. O que Jacobs chama de "a
edição definitiva" tem 254 páginas
e foi publicada pela Editora Campus. |
| Como
Ser um Ótimo Aluno de Idiomas é a tradução
de How to be a more successful Language Learner, uma
publicação originalmente da Heinle & Heinle
que ganhou uma edição brasileira sob a marca
registrada da Thomson Learning. Em suma, o livro traz todo
aquele discurso metalingüístico que tentamos transmitir
para nossos alunos, só que devidamente organizado por
capítulos e recheado de exemplos e de estratégias
que podem ser úteis aos aprendizes dos mais diversos
níveis. Algumas frases tiradas do livro: "Em última
análise, o aprendizado depende da persistência
que o aluno tem em aprender." Ou: "O processo de
aprendizagem demanda mais tempo do que se possa supor. Não
dê crédito a anúncios que asseguram que
você aprenderá o idioma em três semanas
ou devolverão o seu dinheiro. Aprender demanda tempo,
visto que as línguas são sistemas complexos
de sons, palavras, gramática e maneiras diferentes
de comunicar os significados." Ao contrário do
que possa levar a concluir o título, esse livro não
é só para estudantes: é ótimo
também para que professores aprendam mais sobre os
aspectos envolvidos no aprendizado de um idioma, tendo mais
argumentos na hora de discutir as dificuldades pelas quais
os alunos certamente hão de passar. A boa idéia
de escrever esse material, que tem 119 páginas, partiu
das autoras Joan Rubin e Irene Thompson |
| Conversas
sobre Educação, de Rubem Alves, é
um livro recheado de pequenas histórias, metáforas
e exemplos da vida real que envolvem o leitor com um tom de
conversa, realmente. Temas já hiper explorados em outras
obras, como a necessidade de ensinar a pensar e de cativar
a curiosidade dos alunos, a importância de uma educação
inclusiva, e a arbitrariedade de algumas práticas escolares
ganham um enfoque tão interessante que voltam a ser
temas cativantes e, pela singularidade do olhar de Alves,
voltam a ter um quê de novidade. Ao ler na contra-capa
o histórico desse autor, compreendi porquê: ele
é pedagogo, poeta, filósofo, teólogo,
cronista, autor de livros para crianças e psicanalista.
Um pouco de cada um desses papéis se revela no livro,
e tudo --cebolas, moluscos, bolas de gude, queijo e castigos--
pode servir de exemplo para nos ensinar alguma coisa sobre
educação, sobre os alunos e sobre nós
mesmos como indivíduos ou professores, e principalmente
nos fazer refletir sobre alguns descalabros do ensino. O autor
promete escrever um novo livro chamado "Enciclopédia
de absurdos pedagógicos" e, pelo que ele fala
no livro, material é que não vai faltar. Provavelmente,
leitores também não. Conversas sobre Educação
foi editado pela Verus Editora, e é uma pena que tenha
só 130 páginas. |
| Cooperative
Learning é
um livro escrito por Spencer Kagan, um dos autores de referência
no assunto da cooperação na aprendizagem. O
livro é dividido em quatro partes: a primeira trata
da teoria e dos principais conceitos relacionados à
cooperação; a segunda sugere diferentes estratégias
para um ensino cooperativo; a terceira refere-se a planos
de aula, e a quarta aborda o tema da cooperação
além da escola, ou seja, da educação
para um comportamento solidário na comunidade. Como
o livro foi escrito tendo como público alvo professores
americanos, certamente que algumas adaptações
terão de ser feitas, mas em geral o livro é
bastante interessante, prático e de fácil leitura.
Quem quiser maiores detalhes sobre o livro ou sobre o assunto
Cooperative Learning pode tentar entrar no site do
autor, que também editou e publicou a obra: www.KaganOnline.com |
| O
Corpo Fala é um livro que aborda um tema interessante
a todos os professores, mas sobretudo aos de línguas:
a comunicação não-verbal. Quase sempre
inconscientes, as mensagens que o corpo manda freqüentemente
contradizem o que é dito pelas palavras. Saber observar
e interpretar essa linguagem corporal é quase como
aprender um novo idioma. Para que esse aprendizado se dê
da forma mais eficiente possível, os autores sugerem
vários exercícios que permitem ao leitor conhecer
melhor a si mesmo e às pessoas à sua volta.
A leitura desse livro, portanto, certamente enriquece as relações
interpessoais. O interessantíssimo trabalho de Pierre
Weil e Roland Tompakow tem 291 páginas e é publicado
pela editora Vozes. A única coisa que não surpreende
no livro é ele já estar na 52a. edição. |
| Creating
Conversation in Class: Student-centered interaction faz
parte da Professional Perspectives, uma série para
professores de inglês da Delta Publishing. O livro oferece
mais de cem sugestões para soltar a língua dos
alunos em aula, e subdivide-se nas seções getting
started, Breaking the ice, Talking to each other, Talking
about people, Focusing on the family, Playing games, e
Learner training. Essa última não é
bem uma seção, mas um tipo de apêndice
metalingüístico ao final de cada uma das outras
seções. O objetivo é fazer o aluno refletir
sobre como ele aprende (ou deixa de aprender), as melhores
formas de revisar o que já sabe, e até sobre
as suas experiências de avaliação, como
testes escritos e orais. As atividades normalmente não
necessitam de uma preparação extensa, e quando
as worksheets são necessárias, ela podem
ser copiadas do próprio livro. A desvantagem desse
material, a meu ver, é que muito poucas atividades
(cerca de 10% do total) são para alunos iniciantes,
e mesmo essas (classificadas como elementary) exigem
uma certa bagagem na língua. A razão para isso,
provavelmente, é que o público-alvo deste livro
são professores do ensino médio e de adultos.
A autora, Chris Sion, provavelmente presumiu que alunos nessas
faixas etárias já estudaram inglês por
pelo menos três anos. Só que no Brasil isso nem
sempre quer dizer grande coisa. |
| Criatividade
no Ensino de Inglês é um livro cujo autor,
Francisco Gomes de Matos, eu conheci quando participei do
VIII FELT em Recife: aquele tipo de professor que já
fez praticamente de tudo em termos de educação
(foi professor das redes pública e privada, e também
na universidade), e que agora se dispõe a compartilhar
um pouco do que aprendeu ao ensinar. A idéia central
do livro é justamente aquela presente no título:
que com um pouco de criatividade, é possível
maximizar recursos que, muitas vezes, passam despercebidos
pelo professor. São, ao todo, 20 criatividades
propostas pelo autor, sempre numa linguagem que chama o leitor
para um papel mais ativo do que o de mero receptor das informações,
como se houvesse na verdade um diálogo entre colegas.
Também é interessante, nesse livro de 110 páginas
publicado pelo a editora Disal, a mistura de inglês
com português no texto, que me lembra muito o tipo de
linguagem usado pelos professores brasileiros de inglês
quando conversam na sala dos professores. |
| A
Décima Segunda Noite é uma releitura da
peça "A Noite de Reis" (cujo título
original é The Twelfth Night ), de William Shakespeare.
Escrever uma releitura de um clássico da dramaturgia
seria um desafio para qualquer escritor, mas nas mãos
do hábil Luiz Fernando Veríssimo resultou em
divertidas149 páginas que mantiveram as características
do enredo original, apesar das óbvias adaptações.
Uma delas é transformar Henri, um papagaio cujas penas
cinzentas são pintadas de verde amarelo, em narrador
da história de desencontros amorosos com final "shakespeareanamente"
feliz. Muitas dessas adaptações, nem sempre
sutis, se tornam mais engraçadas quando se conhece
a história original, mas esse não é um
pré-requisito básico para acompanhar o intrincado
enredo e se encantar com a história. A Décima
Segunda Noite é, na verdade, parte da coleção
"Devorando Shakespeare" da Editora Objetiva, na
qual diversos autores foram convidados para fazer releituras
de diferentes obras do autor inglês. Com certeza vou
procurar conhecer os demais. |
| Desenhando
com os dedos, de Ed Emberley, não é
exatamente um livro que eu li e gostei, mas que eu folheei
e adorei. São inúmeras sugestões de ilustrações
que se pode fazer a partir de impressões digitais.
Animais, profissões, personagens característicos
do Dia das Bruxas, e muitas outras imagens podem ser criadas
sobre a marca dos dedos no papel. Um livro super útil
para quem quem trabalha com crianças, pois os desenhos
são muito fáceis de fazer. O livro é
uma publicação da Panda Books e tem 80 páginas.
|
| O Dicionário
de Palavras e Expressões Estrangeiras, de Luis
Augusto Fischer, se propõe a explicar o significado
e ensinar a pronúncia de mais de 1.500 termos estrangeiros
que são freqüentemente empregados na mídia
brasileira. A origem curiosa de algumas dessas expressões
também é um dos atrativos do dicionário,
que é muito interessante e agradável de ler.
A obra foi publicada pela editora L&PM, o que já
é um certificado de garantia, e tem 343 páginas. |
| O
Direito à Ternura, de Luis Carlos Restreppo, é
o tipo de livro que todos os professores, independentemente
da disciplina que lecionam, deveriam ler. Ele fala muito sobre
a escola e a sociedade, um pouco sobre a família, e
tenta resgatar a afetividade que deveria permear as relações
interpessoais, mas que anda meio esquecida neste mundo tão
moderno e tão científico. "O que resta,
no final de um período de formação acadêmcia,
não é só um conjunto de conhecimentos,
mas também e de maneira muito especial, um conjunto
de hábitos, de escrúpulos morais e comportamentos
rotineiros que acabam exercendo um grande poder de regulamentação
cognitiva sobre o educando", escreve Restreppo. O
Direito à Ternura é uma publicação
da Editora Vozes e tem 112 páginas. |
| A
Distância entre Nós
foi mais uma leitura de férias que me proporcionou
um crescimento pessoal, sobretudo pelas coisas interessantes
que eu aprendi sobre a India, sobre a cultura indiana e sobre
o idioma hindu. A história narra a vida de duas mulheres
que, na posição de empregada e patroa, são
ao mesmo tempo ligadas por um destino semelhante e separadas
por uma barreira social intransponível. Apesar da vasta
diferença que há entre o Brasil e India no que
diz respeito ao tratamento e aos direitos dos empregados domésticos,
alguns trechos me soaram bastante familiares, como a frase
que uma das amigas da protagonista diz numa festa:"Não
se pode tratar essa gente bem demais. É melhor manter
uma certa distância. Se não, eles acabam se aproveitando
de você." O livro está, também, permeado
de palavras hindus como baba (rapaz), seth (senhor),
salaam (bom dia), kutta (cachorro), chalo
(vamos), entre outras, além de inúmeros
nomes de pratos típicos indianos. Mas a lição
mais importante da leitura está na constatação
de que o mundo precisa caminhar muito ainda para que todos
sejamos iguais, uns perante os outros, assim como somos iguais
perante Deus. Esse romance de Thrity Umrigar tem 331 páginas
e foi publicado pela editora Nova Fronteira. |
| Educador
Alquimista, como explica o seu sub-título, trata-se
do poder que temos, como professores, de "transformar
informação em conhecimento e bons exemplos em
princípios de vida". Para que isso seja possível,
a autora Maria Lúcia Mercadante Naddeo dá inúmeros
exemplos e sugestões a partir da sua vasta experiência
como educadora e palestrante, tratando dos assuntos mais diversos.
Entre eles, a sensação de frio na barriga no
primeiro dia de aula, a difícil tarefa de ajudar alunos
que são vítimas da violência doméstica
e a necessidade de levar em consideração os
diferentes estilos de aprendizagem dos educandos. Estilos
de aprendizagem é um assunto, aliás, que Maria
Lúcia (ou Malú, como é conhecida) traz
da sua área de atuação, o ensino da língua
inglesa. Mas de uma maneira geral, embora sejam freqüentes
as referências a aulas de inglês, o livro se destina
a professores de qualquer matéria. O convite de Malu
para uma dicussão sobre o ensinar e o aprender é
extensivo a todos aqueles que, a exemplo de Robert Frost,
optem por seguir "o caminho não trilhado (the
road not taken): o caminho da permanente reflexão,
auto-avaliação e transformação.
O Educador Alquimista é uma publicação
da editora Educação e Companhia e tem 165 páginas.
|
| EFL
Teaching and Learning in Brazil é
uma coletânea de artigos apresentados na convenção
conjunta da APLISC, APIRS e APLIEPAR em Florianópolis,
em 2000. Nas suas três seções, Pedagogy,
Research e Teacher Development, os artigos cobrem uma diversidade
de temas que muito enriquecem o cenário do ensino e
aprendizagem do inglês como língua estrangeira.
A publicação do livro, que tem 270 páginas,
é uma iniciativa de Mailce Fortkamp e Rosely Perez
Xavier (organizadoras) e da Editora Insular. Mais informações
sobre como adquirir a obra pelo e-mail aplisc@cce.ufsc.br |
| English
for Life é um livro-texto adotado na rede municipal
de Ensino de Americana, SP. Sabrina Espino, que é professora
em Americana, deu o seguinte depoimento sobre ele: "No ano
passado, a Prefeitura Municipal de Americana adotou a coleção
English for Life" elaborado pela professora Maria Lúcia
Mercante Naddeo. Os livros dessa coleção nem
um pouco assemelham-se com aqueles livros entediantes e desestimulantes
que costumávamos utilizar. "Nossa, professora!! O livro
não é colorido? Mas... pode desenhar e pintar?"
Não só pode, como deve!! Cala aluno "colore"
seu livro de acordo com suas vivências. Dessa forma,
eles giram em torno da experiência de vida de cada um,
sem aquelas histórias irreais longe da realidade dos
aprendizes brasileiros. Todos os conteúdos são
abordados de forma criativa e cativante. Além disso,
tudo é de acordo com os PCNs. O trabalho do professor
torna-se mais prazeroso e a aprendizagem mais significativa.
E o mais surpreendente é que no final do ano o professor
depara-se com 30...35...40 livros diferentes numa mesma sala!
Por quê? Tem uma frase em inglês que diz assim:
"You will see for yourself". Então, será que
ainda preciso dizer mais alguma coisa? (sabrinaespino@terra.com.br).
Os livros da série English for Life são publicados
pela Editora Educação & Cia, que pode ser contactada
a partir dos seguintes telefones: (19) 32734141 e (19) 32734169.
|
| English
Sketches vem em duas versões: book 1 para alunos
de nível básico, e book 2 para turmas de nível
intermediário. São 16 "sketches" (peças
teatrais curtas), fotocopiáveis e recheadas de humor
em cada livro, as quais ajudam a praticar gramática
e vocabulário de forma bem lúdica. Alguns skestches,
como "Ticket inspector"e "The travel Agency",
são "tiro certo", ou seja, não há
aluno que não goste. Esse livro é um trabalho
inspirado dos autores Ken Wilson (que eu tive o prazer de
conhecer no Braz-Tesol) e Doug Case. Fitas cassete ou CDs
acompanham essa publicação da editora Macmillan.
|
| Ensinar:
gir na urgência, decidir na incerteza é um
livro de Philippe Perrenoud que aborda a complexidade das
relações escolares. O livro discorre sobre a
noção de competência, os não-ditos
na profissão de professor, o trabalho em em equipe
pedagógica e a ambigüidade dos saberes, entre
outros temas de extrema importância para aqueles que,
todos os dias, enfrentam inúmeras incertezas e urgências
na relações com seus alunos, sobretudo no ensino
regular. Diz Perrenoud, "todo o professor sabe que terá
de enfrentar , a cada ano, crianças ou adolescentes
que não gostam da escola, ou que simplesmente não
o consideram simpático ou detestam a disciplina que
ele ensina, ou ainda a sua maneira de dar aula e avaliar."
O livro, no entanto, não é de receitas; é
de reflexão. Essa publicação da Artmed
Editora tem 208 páginas. |
| Ensinar
Aprendendo faz
parte da coleção Integração
Relacional , do psiquiatra, terapeuta familiar e conferencista
Içami Tiba. Tiba aborda, de forma clara e prática,
os desafios do relacionamento entre professores e alunos.
Por não ter uma formação específica
na área de educação, algumas de suas
colocações sobre avaliação (como
dar pontos por comportmentos desejáveis) são
pedagogicamente ultrapassadas, e conseqüentemente devem
ser lidas com ressalvas. A sua abordagem psicológica
dos relacionamentos em sala de aula, no entanto, é
bastante interessante e compensa eventuais deslizes em outros
assuntos. O livro é publicado pela Editora Gente, e
tem 170 páginas. |
| O
Ensino de Artes e Inglês: uma experiência interdisciplinar
é a publicação da pesquisa de mestrado
da autora, Ana Amália Bastos Barbosa, sobre o tema
da interdisciplaridade (artes em inglês) baseada nas
teorias existentes de autores conhecidos, como Stephen Krashen.
Ana, que foi alfabetizada nos Estados Unidos e formou-se em
Artes Plásticas no Brasil, sofreu um AVC de tronco
em 2003, ficou tetraplégica e utiliza-se de um computador
desenvolvido pelo Hospital Sarah Kubitsckek de Brasília
para se comunicar. No 1º capítulo do livro, além
da questão da interdisciplinaridade, ela discorre sobre
transdisciplinaridade e integração, mostrando
suas dúvidas quanto à experiência de ensinar
artes em inglês. No 2º capítulo, traz as
teorias nas quais se baseou para "mesclar" as duas disciplinas:
Natural Approach para o ensino da língua inglesa (de
Stephen Krashen) e Abordagem Triangular para o ensino das
artes (de Ana Mae Barbosa). No 3º capítulo, conta
suas experiências com as duas primeiras alunas com quem
trabalhou esta experiência interdisciplinar fascinante.
É um diário com os relatos quase diários
dos diálogos e formas de abordar as alunas quanto às
obras de arte que estudavam. Após seu diário,
duas professoras que assistiram suas aulas (uma de inglês
e outra de artes) contam o que observaram nesses encontros
e quais suas conclusões sobre as experiências
da autora. Essa é uma publicação da Cortez
Editora e tem 136 páginas. (Indicação
de Elaine Rosa Defendi). |
| O
Ensino de Inglês como Língua Estrangeira: estudos
e reflexões é um livro comemorativo dos
15 anos da Associação dos professores de inglês
do Rio Grande do Sul. Além de resgatar um pouco da
história dessa exitosa e atuante associação,
essa publicação tem também o objetivo
de enriquecer culturalmente os seus leitores, apresentando
13 artigos que versam sobre os seguintes assuntos: inglês
e educação infantil, aprendizagem de língua
estrangeira na idade avançada, estilos de aprendizagem,
aquisição do "present perfect", tipos
de "corrective feedback", estratégias de
leitura e inferência, desenvolvimento do vocabulário
através das histórias infantis, as faces do
livro didático de língua estrangeira, gêneros
de discurso no livro Headway, e o ensino da cultura
e os aspectos culturais presentes no ensino da língua
inglesa. Dos artigos, praticamente a metade (seis) são
em português e os demais em inglês. O livro, que
foi organizado pelas professoras Simone Sarmento e Vera Müller,
é uma publicação da APIRS e tem 266 páginas.
Interessados em adquiri-lo poderão fazê-lo ao
preço de 25 reais. É só mandar um e-mail
com seu nome e endereço completo. |
| O
Ensino de Inglês como Língua Estrangeira: Estudos
e Reflexões II foi
idealizado e produzido com o desafio de ficar à altura
de seu antecessor, que é leitura obrigatória
em várias instituições de ensino nos
estados do sul do Brasil. Neste novo volume, 14 professores
compartilham suas pesquisas e suas reflexões sobre
assuntos que vão do papel do estagiário na mudança
do "status quo" da escola pública à
Linguistica de Corpus, um assunto muito atual sobre o qual
todo o professor de inglês deveria saber pelo menos
um pouco. Eu tenho também um artigo publicado no livro,
artigo este que fala sobre a necessidade de um equilíbrio
entre teoria e prática no currículo das instituições
formadoras de professores. Este segundo volume do "Ensino
de Inglês como Língua Estrangeira" teve
como organizadoras as professoras Ana Luiza Freitas e Simone
Sarmento, atualmente presidente e vice-presidente da Associação
dos Professores de Inglês do Rio Grande do Sul, que
comemorou com a publicação deste livro o seu
20o. aniversário. Se você tiver interese de adquiri-lo
ao preço de R$ 25,00, por favor entre em contato por
e-mail. O livro
tem 322 páginas. |
| O
Ensino da Lingua Inglesa nos Dias Atuais é uma
atualização da obra "O Ensino da Língua
Inglesa", de Susan Holden e Mickey Rogers. Além
de um projeto gráfico mais "clean", o novo
livro traz informações sobre ferramentas de
ensino que não existiam, ou eram pouco utilizadas,
na época em que o primeiro livro foi escrito. A sala
de aula virtual, lousas interativas, blogs e podcasts viraram
subtemas de capítulos, mas informações
sobre aspectos mais tradicionais do ensino de inglês,
como a gramática e o desenvolvimento das quatro habilidades,
continuam presentes na obra. O livro é de fácil
leitura e de muita utilidade não apenas para professores
iniciantes, mas também para aqueles em constante busca
de atualização. Há, inclusive, um apêndice
com informações sobre associações
regionais, nacionais e internacionais de professores de inglês,
entidades essas que também muito contribuem com a nossa
formação continuada. O Ensino da Língua
Inglesa nos Dias Atuais é uma publicação
da SBS editora e tem 183 páginas. |
| O
Ensino de LE para crianças: Reflexões e contribuições
é uma coletânea de seis artigos acadêmicos
organizados pelas professoras Juliana Reichert Tonelli e Samantha
Gonçalves Ramos, sendo cinco em português e um
em inglês. Os artigos tratam do ensino de inglês
para crianças na rede pública, das artes visuais
como um canal para favorecer o processo de conhecimento da
LE pelas crianças, da internet e suas contribuições
para o ensino de LE na educação infantil, da
importância das brincadeiras linguísticas (language
play) como repetição, rima, imitação
e apropriação no ensino e aprendizagem de idiomas,
do importante papel das histórias infantis no ensino
de LE para crianças e, para encerrar a obra, dá
"voz" às próprias crianças
(por meio de entrevista, desenhos e transcrições
de aulas gravadas), sobre o que "aprender inglês"
representa para elas, opinião essa que pode levar a
importantes lições sobre a importância
de não ensiná-las palavras soltas e descontextualizadas,
mas sim a interagir através da LE no grupo social em
que estão inseridas. O livro tem 154 páginas
e é uma produção independente que pode
ser adquirida diretamente com a professora Juliana Tonelli
ao preço de 20 reais o exemplar + postagem através
do e-mail teacherjuliana@uol.com.br.
Ela já prepara o segundo volume da obra.
|
|
Ensino
de Língua Estrangeira: Estratégias Comunicativas
é a dissertação de mestrado da profa.
Luciane Sturm, da Universidade de Passo Fundo. No interessante
relatório de sua pesquisa, Luciane aponta para as
estratégias freqüentemente utilizadas pelos
alunos ao tentarem se comunicar em um idioma que ainda não
dominam. Apesar de menos freqüentes, algumas dessas
estratégias se verificam também nos falantes
nativos. A publicação da UPF Editora tem 139
páginas e faz parte da Série Dissertações.
|
| Ensino
de Língua estrangeira para Crianças: O
ensino e a formação em foco é
um livro organizado por Juliana Tonelli e Jonathas Chaguri
e, pelo que eu entendi (embora essa informação
não conste na capa) faz parte da coleção
Educação: Conceitos e Debates. Os nove capítulos
do livro, um dos quais escrito por mim, discorrem sob perspectivas
diferentes sobre por que, o que e como ensinar línguas
estrangeiras a crianças, bem como sobre as políticas
para o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras
nas escolas, sobretudo (mas não apenas) nos estabelecimentos
de ensino público. O posfácio é escrito
pelo pós-doutor em Educação Mário
Luiz Neves de Azevedo. A minha cópia, infelizmente,
está com graves problemas de editoração
e corte, o que tornou a leitura difícil, mas Jonathas
Chaguri me assegurou que a Editora Appris já corrigiu
o problema e que os novos lotes que entraram em venda ao preço
de R$ 44,00 o exemplar (no site www.editoraappris.com.br)
estão em perfeitas condições. O livro
tem 208 páginas. |
| Ensino-Aprendizagem
de Línguas Estrangeiras: Reflexão e Prática
é um livro sugerido por Maíra Valencise
e tem como fio condutor a reflexão sobre diferentes
aspectos do ensino e a aprendizagem de idiomas. Todo professor
que vá dar aulas de Língua Estrangeira se pergunta
como ensiná-la, mas são poucos os que refletem
ou se perguntam sobre como se aprende uma LE. Tendo como base
essa questão central, cada um dos artigos reunidos
nesse livro expõe uma dificuldade, trata de um aspecto
do processo de ensino/aprendizagem em LE e o analisa e interpreta
a partir de um ponto de vista teórico. Os textos trazem
à tona a possibilidade de uma visão multifocal
do processo de aquisição/ aprendizagem de línguas
estrangeiras e das formas de ensiná-las. Os autores
são Fátima Cabral Bruno(organizadora), Neide
Maia González, Vera Lúcia Menezes, Vera Lúcia
do Amaral, Rosa Yokota, Rosana Ventura, Raquel La Corte, Hélade
Scutti, Maria Cristina Micelli, Sílvia Ferrari de Arruda
e Fernanda Castelano Rodrigues. O livro é uma publicação
da Editora Clara Luz www.editoraclaraluz.com.br
|
| Escola
de tradutores é um clássico e pioneiro na
área de tradução. Escrito por Paulo Rónai,
lançado em 1952, passou por várias atualizações
nas edições que se seguiram. Obra abrangente,
vai da tradução literária - poesia e
prosa - à técnica. Não é manual;
trata-se muito mais da atitude do tradutor, sua ética
perante a obra que se propõe traduzir e o tipo de preparo
que deve ter esse profissional. É fácil e agradável
de ler. E admiravelmente bem escrito, por alguém que
aprendeu francês na França, escrevia português
melhor do que muitos autores clássicos, traduzia com
perfeição alemão, francês, inglês,
grego e alguns mais. Alguém que acima de tudo amava
o ofício, a tal ponto que chegou a declarar que a ele
devia a vida. Foi graças a uma coletânea de poesias
brasileiras de sua autoria que foi tirado de um campo de concentração
depois de receber do Itamarati um convite para vir ao Brasil.
Last but not least, para usar uma expressão que ele
aprovaria como intransponível, o livro termina com
um banquete: o poema E agora, José?, de Carlos Drummond
de Andrade, vertido para o inglês, o francês e
o alemão. Escola de tradutores é uma
publicação da Editora Nova Fronteira e tem 171
páginas. (Por Edna Adorno). |
| Escrever
é preciso: o princípio da pesquisa é
um livro bastante útil para aquelas pessoas que estão
às voltas com a escrita de uma dissertação,
monografia ou tese. O autor, Mario Osorio Marques, é
doutor em Educação e professor universitário,
e trata de questões como a constituição
do tema ou da hipótese, argumentação,
citação, sistematização e validação
dos saberes. No entanto, pessoas que simplesmente gostam de
escrever também vão gostar desse livro, ainda
que não estejam envolvidas como nenhum trabalho acadêmico
de pesquisa. A primeira parte do livro trata do escrever em
si: das interlocuções com o leitor, do escrever
como ofício artesanal, da formação de
um estilo, do lado psicanalítico do ato de escrever,
da história da escrita e até das resistências
ao escrever. A obra, de 163 páginas, é uma publicação
da Editora Unijuí. |
| A
estrada do futuro,
um livro escrito por Bill Gates, aparentemente pode não
ter nada a ver com educação. Só aparentemente.
Já na página 11 ele faz uma revelação
que, para mim, foi surpreendente: "Deixar um bando de
adolescentes brincar com um computador foi idéia do
Clube das Mães de Lakeside, a escola particular que
eu freqüentava.As mães resolveram destinar o dinheiro
arrecadado num bazar de caridade à instalação
de um terminal de computador para os alunos. Permitir que
colegiais usassem um computador, no final dos anos 60, foi
uma idéia extraordinária pela qual serei eternamente
grato." Ou seja: Bill Gates e a Microsoft poderiam não
existir como nós os conhecemos hoje se a escola de
Lakeside não tivesse percebido o importante papel que
a comunidade pode ter no futuro de uma escola e de seus alunos.
Numa linguagem acessível, o autor fala da construção
da sociedade tecnológica em que todos nós --inclusive
professores-- estamos inseridos. Às vezes é
preciso pular as páginas mais técnicas ou as
inúmeras previsões (tolas, como o próprio
Gates admite) de como será o futuro. Mesmo assim ficarão
muitas páginas de leitura agradável e informativa.
A obra foi publicada pela Companhia das Letras e tem 347 páginas.
|
| Falsos
Cognatos: Looks can be deceiving é um livro onde
o autor, José Roberto Igreja, apresenta e desarma armadilhas
de palavras como idiom e preservative, que parecem
uma coisa e significam outra completamente diferente. Em cada
verbete, é apresentado o significado real da palavra,
exemplos de frases em que ela é empregada, e também
a maneira correta de dizer o que ela parece significar. Embora
o público-alvo dessa obra seja alunos e professores
de inglês, todas as explicações são
dadas em português, e os exemplos são traduzidos
para a nossa língua materna. O resultado é um
livro muito fácil e gostoso de ler. No final, o autor
propõe exercícios (practice sets) com chave
de respostas, além de um guia de referência rápida.
Falsos Cognatos é uma publicação
da Disal Editora e tem 149 páginas. |
| Five
minute activities: a resource book of short activities traz,
como sugere o título, sugestões de atividades
que não demandam muito tempo para serem executadas.
As mais de 130 sugestões têm ainda em comum o
fato de não exigirem materiais além de quadro
negro, papel e lápis. O livro, que tem 105 páginas,
faz parte da excelente coleção Cambridge
Handbooks for Language Teachers e leva a assinatura da
também excelente Penny Ur e de Andrew Wright. |
| Formação
de professores: pensar e fazer é uma publicação
da Cortez Editora que traz cinco textos escritos por profissionais
de Educação, organizados por Nilda Alves. Todos
os textos são voltados à formação
de professores em diferentes situações de trabalho.
O primeiro deles fala sobre a dificuldade que os professores
têm em trabalhar em cursos noturnos, cujos alunos são,
na maioria das vezes, desempregados, excluídos, sem
esperança, sem motivação. O segundo trata
da formação de professores que trabalham em
escolas de periferia: os "dialetos" que os alunos levam para
a sala de aula, os trabalhos com leitura e produção
de textos. O terceiro fala sobre a formação
que a universidade oferece ao cidadão e as contribuições
do estágio para o futuro profissional. O quarto texto
aborda a construção de um novo currículo
para curso de Pedagogia no Rio de Janeiro e as influências
deste sobre os profissionais. O quinto e último texto
aborda a formação do educador de modo geral.
(Indicação de Elaine Rosa Defendi) |
|
A
formação reflexiva de professores: idéias
e práticas foi um dos livros que eu li durante
a pesquisa bibliográfica para a minha dissertação
de mestrado. Em tantos aspectos eu me identifiquei com o
que diz o autor, Kenneth Zeichner, que eu tinha de me policiar
para não copiar trechos inteiros da obra. Esse livro
não é uma publicação recente:
foi editado em 1993. No entanto, agora que se fala tanto
em ser um professor reflexivo, a sua leitura é atual
e muito esclarecedora. Um pequeno trecho: "Apesar das
recentes reformas levadas a cabo sob a bandeira da emancipação
dos profesores, muitas investigações feitas
no campo da educação permanecem uma atividade
conduzida pelos que estão fora da sala de aula para
os que estão fora da sala de aula. Quando levados
em conta, os professores são vistos como simples
consumidores destas investigações.[...] O
conceito de professor como prático reflexivo reconhece
a riqueza da experiência que reside na prática
dos bons professores." Esta é uma publicação
da editora portuguesa Educa, e eu não sei se é
fácil encontrar por aqui, pois a cópia que
eu li me foi emprestada. Mas se você também
se interessa pelo assunto "prática reflexiva",
Zeichner é sempre uma boa referência.
|
| Games
for Language Learning não é só mais
um livro com sugestões de atividades para a sala de
aula. Um dos aspectos do livro que me chamou a atenção
foi a singularidade das categorias dos jogos que apresenta.
Além dos tipos mais comuns, como jogos de tabuleiro
e jogos de memória, há categorias como jogos
afetivos (sharing and caring games), jogos psicológicos
(psychology games), jogos que usam sons (sound games) e outros
que usam mágica (magic tricks). Ao todo, são
101 jogos divididos em 13 categorias e organizados num índice
prático que indica, numa tabela, os tipos de habilidade
envolvidas em cada jogo, o nível de proficiência
necessário, o tempo para desenvolvê-lo, a exigência
ou não de preparação prévia de
material, e a página em que a atividade é descrita.
Como todo o livro do gênero, ele só poderá
ser eficiente se o professor souber adaptar as sugestões
dadas à sua realidade pedagógica. O livro possui,
ainda, um outro diferencial: faz parte da excelente série
Cambridge Handbooks for Language Teachers, organizada pela
também excelente Penny Ur. Assinam esse volume da série,
que tem 211 páginas, os autores Andrew Wright, David
Betteridge and Michael Buckby. |
| A good enough parent
é, segundo a Edna Adorno, que o indicou, magistralmente
bem argumentado e cheio de pequenas histórias, reminiscências
da infância do autor, Bruno Bettelheim. O livro relata
casos que desfilaram na sala em que, como terapeuta, atendeu
incontável número de crianças por mais
de trinta anos, dá exemplos, dicas e, acima de tudo,
demonstra um genuíno e caloroso afeto pela criança.
O educador austríaco parte do princípio que
se deve procurar não a perfeição como
pais, mas o desempenho bom o bastante, satisfatório.
Ele toma emprestado esse conceito a D.W.Winnicott, autor da
idéia "good enough mother". Segundo Bettelheim, a perfeição
não está ao alcance das pessoas normais. Sua
busca interfere com a leniência que se deve ter com
as imperfeições alheias - incluindo as dos filhos
- e a atitude leniente por si só é responsável
pelas boas relações humanas.
O
exemplar da Edna é em inglês, tem 377 páginas
e foi publicado pela editora Random House. Ela não
sabe o título desse livro em português. (Nota
minha: como pais e professores tem muito em comum, essa leitura
deve ser interessante até para os professores que não
tem filhos.) |
| Gramática
e Interação: uma proposta para o ensino de gramática
no primeiro e segundo graus, de Luiz Carlos Travaglia,
traz em si um avanço na questão do ensino de
gramática nas aulas de Português. O autor propõe
questões teóricas e práticas que respondem
às perguntas "Para que ensinar a gramática?
O que ensinar nas aulas de Português? Como ensinar gramática?
Como integrar o ensino de gramática à produção
textual, à compreensão de textos e ao estudo
do vocabulário?" Com isso, especifica e inter-relaciona
objetivos de ensino de gramática, de concepções
de linguagem, de tipos de gramática e também
da questão da variação lingüística.
Permeia teoria com farta exemplificação, oferecendo
ao professor subsídios para o estudo e a análise
lingüística tradicional e moderna. Visa, dessa
forma, à preparação de um usuário
da língua mais competente e, portanto, melhor habilitado
e instrumentalizado para a vida. A publicação
é da Editora Cortez e tem 245 páginas. É
possível que a editora tenha providenciado a atualização
do título para Gramática e Interação:
uma proposta para o ensino de gramática no ensino fundamental
e médio. (Contribuição da prof. Ligia
Mothes) |
| Hamlet:
edição adaptada bilingüe é,
como diz o título, uma versão mais acessível
da peça teatral mais famosa do mundo. Adaptada porque
as expressões e formas gramaticais arcaicas (como What
wilt thou do?) foram substituídas por uma linguagem
mais moderna (What will you do?), assim como foram suprimidos
alguns trechos (considerados pelos tradutores, Marilise Rezende
Bertin e John Milton, como "divagações
e repetições que pouco tem a ver com o desenvolvimento
do drama"). Que fica uma obra muito mais acessível
e agradável de ler, isso não há dúvida.
Uma opção, portanto, à obra original,
que agrada mais aos conservadores e puristas mas assusta os
leitores convencionais. O texto foi publicado com o texto
em inglês nas páginas ímpares, do lado
direito, enquanto a sua tradução aparece nas
páginas pares imediatamente anteriores, ou seja, do
lado esquerdo. Assim, a obra pode ser lida inclusive por quem
não domina a língua inglesa. O livro, que tem
164 páginas e foi publicado pela Disal Editora, traz
ainda uma breve introdução à vida e obra
de Shakespeare e alguns sites para consulta adicional. |
| Happy
Couples é um livro bem mais de consulta do que
de leitura, mas quando o folheio em busca de alguma coisa,
não consigo evitar de ficar lendo várias páginas.
A introdução apresenta o conceito de collocations
(colocações ou combinações
recorrentes, em português) como "situações
em que palavras se combinam ou co-ocorrem de maneira regular
e recorrente". Depois, o livro é dividido em duas
partes: a primeira, com colocações do português
para o inglês (como papel vegetal, que é tracing
paper), e a segunda com colocações do inglês
para o português (por exemplo, interlocutary injunction
é o temo em inglês para ação cautelar.)
O livro traz várias expressões das áreas
médica, esportiva, jurídica e de negócios,
mas também expressões comuns do dia-a-dia, como
"açúcar cristal" (=granulated sugar).
Uma boa pedida para quem trabalha com tradução
ou é, como eu, uma eterna curiosa sobre as coisas da
língua. O livro é uma publicação
da Disal Editora, assinada por Alzira Allegro, Rosalind Mobaid
e Adauri Brezolin, e tem 270 páginas. |
| História
da Educação, de Maria Lúcia Arruda
Aranha, faz um apanhado histórico das civilizações,
pensadores, correntes filosóficas e tendências
pedagógicas que marcaram os passos do educar desde
a primeira civilização (Egito, quarto milênio
a.C.), até os dias de hoje. No capítulo 12,
o foco é o contexto histórico da educação
brasileira. Em vários pontos do texto, a autora propõe
leituras complementares e atividades de reflexão sobre
os temas abordados. O livro traz, ainda, a origem etimológica
de inúmeros termos (dentro do corpo do texto, e não
em seção à parte) que ajudam a ilustrar
e a detalhar os conceitos. Utopia, por exemplo, vem
do grego ou-topos, significando em lugar nenhum.
A Utopia de Platão era, portanto, um lugar que não
existe, mas que deveria servir de modelo para as cidades--
um modelo discutível, diga-se de passagem, onde são
eliminadas a propriedade e a família e todas as crianças
recebem educação do Estado. História
da Educação é publicado pela Editora
Moderna e tem 245 páginas. |
| How
do you say (...) in English? tem como subtítulo
Expressões coloquiais e perguntas inusitadas para
quem estuda ou ensina inglês! O livro traz a tradução
de palavras informais, como "brega" e "burocracia",
de várias expressões difíceis de encontrar
no dicionário, como "pisar na bola" e "matar
aula", além de ensinar a diferença entre
palavras que têm tradução diferente no
inglês dependendo do que se está falando (aborto
provocado, por exemplo, é abortion, enquanto
o aborto espontâneo é miscarriage.) Esse
vocabulario aparece contextualizado num exemplo. Outra parte
interessante do livro é a que ensina o equivalente
em inglês de provérbios muito usados em português.
"A pressa é inimiga da perfeição",
por exemplo, é "Haste makes waste" em inglês.
Pra facilitar, a obra tem um índice onde se pode encontrar
mais facilmente as palavras ou expressões que se quer
aprender. Essa é uma publicação da Editora
Disal e tem 158 páginas. |
| How
Languages are Learned aborda de forma abrangente e acessível
as principais teorias de aquisição da linguagem,
além de discutir as implicações práticas
dessas teorias no ensino de língua estrangeira. Escrito
por Patsy Lightbrown e Nina Spada, tem 192 páginas
e faz parte da série "Oxford Handbooks for Language
Teachers", da OUP. |
| How
Now, Brown Cow é, como diz o subtítulo,
"A course in the pronounciation of English". Além
dos símbolos fonéticos e de explicações
detalhadas sobre os aspectos relacionados à pronúncia
das palavras (onde e como os sons são formados, por
exemplo), o livro traz 57 diálogos que repetem insistentemente
(mas deforma lúdica, num tipo de "quebra-língua")
os sons apresentados. O livro, cuja autora é Mimi Ponsonby,
vem também com as fitas dos diálogos, mas a
pronúnica usada nessas fitas é 100% britânica.
Essa é uma publicação da Phoenix ELT
e tem 123 páginas. |
| How
to Use the Internet in ELT, de Dede Teeler Peta Gray,
é um ótimo ponto de partida para quem pretende
se familiarizar com a a internet como ferramenta pedagógica
no ensino de inglês ou na sua própria formação
continuada (o capítulo 2, Internet in teacher Development,
trata justamente desse assunto). O livro começa por
apresentar conceitos e tópicos bem simples, como o
uso pedagógico do e-mail, até chegar a sugerir
a criação de um site na internet como altrnativa
ao uso do livro-texto. Um livro, portanto, que pode agradar
tanto aos iniciantes como aos já iniciados na web.
Esta publicação da Longman/Pearson tem 120 páginas.
|
| Inglês
é 10: O ensino de inglês na educação
infantil é um livro muito útil para professores
que trabalham com crianças. A partir da metáfora
da planta que começa a ser gerada a partir de uma semente
e evolui até dar frutos, a autora Lilian Itzicovitch
Leventhal fala da importância do planejamento, das diferentes
fases do desenvolvimento infantil e de aprendizagem significativa,
entre outros assuntos, permeando cada capítulo com
sugestões de atividades para serem desenvolvidas com
os pequenos. Na sua maioria, essas atividades não exigem
materiais sofisticados ou difíceis de preparar, o que
torna o livro interessante para professores que trabalham
em diferentes realidades e tipos de escola. Na verdade, mesmo
professores de outros idiomas podem se beneficiar da maioria
das sugestões, já que o livro é escrito
em português e os assuntos trabalhados nas diferentes
línguas são muito semelhantes. Inglês
é 10 foi lançado pela Editora Disal e tem
123 páginas. |
| Inglês
é 11 é o segundo livro da autora Lilian
Leventhal, em sequência à obra "Inglês
é 10", agora com a co-autoria de Ruth Zajdenwerg
e Tatiana Silvério. Enquanto o primeiro livro se destinava
a professores de crianças em idade pré escolar
(até 6 anos), este é voltado a professores de
crianças um pouco mais velhas, que estão cursando
o ensino fundamental I (1o ao 5o ano). O livro incia por uma
descrição dos aspectos físico, emocional,
social, linguístico e intelectual das crianças
de 6, 7, 8, 9 e 10 anos, e depois organiza as sugestões
de atividade em 8 capítulos temáticos: leitura,
oralidade, escrita, nursery rhymes, cooking classes, projetos,
música e uso da internet. Achei algumas das atividades
de leitura um pouco difíceis demais para esta faixa
etária, mas em geral as sugestões são
interessantes e bem detalhadas. Gostei em especial das receitas
para fazer com alunos em cooking classes (ou meus alunos adoram
cozinhar!) e das sugestões de atividades para fazer
na internet. Essa é uma publicação da
Disal editora e tem 183 páginas. |
| Inglês
Instrumental: Estratégias de Leitura é
o tipo de livro que eu pensei em escrever, só que Rosângela
Munhoz se adiantou e escreveu antes. Eu, que sempre me escabelava
procurando material de leitura adequado para alunos com baixa
proficiência em inglês, encontrei no livro de
Rosângela não apenas textos diversificados, mas
também uma abordagem clara das estratégias de
leitura, como scanning, skimming, reading
for gist e prediction, além de outros "truques",
como valer-se das palavras cognatas e analisar ilustrações
e outras informações gráficas para melhor
compreender um texto. A obra vem em dois módulos; o
Módulo I, que é o que eu tenho, tem 111 páginas.
Inglês Instrumental é uma publicação
da Editora Textonovo em parceria com o Centro Estadual de
Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS).
|
| Inglês
que não falha é um daqueles livros que eu
gostaria que tivesse sido escrito antes, quando eu ainda era
aluna de inglês. Não que eu ainda não
seja, porque nós, professores, estamos sempre em formação,
mas eu me refiro àquela fase difícil, quando
o que já sabemos parece a pontinha do iceberg em relação
ao que falta aprender. Esse livro gostosinho de ler do Ben
Parry Davies não só aponta para alguns erros
comuns entre falantes brasileiros da língua inglesa,
como também sugere diversas estratégias mnemônicas
para que o leitor lembre da forma correta. Assim, não
só evitará a reincidência no erro, como
empregará a expressão com segurança ao
falar. Por ser um autor de pronúncia britânica,
algumas das dicas dadas no livro não iriam funcionar
comigo, que morei 4 anos nos Estados Unidos. Para lembrar
da palavra heater, por exemplo, ele sugere a associação
com a cantora Rita Lee. Em compensação,
outras sugestões são muito úteis, como
a de associar vários sentidos (e o humor) para transformar
a memória de curta duração em memória
de longo prazo. Em algumas partes, o livro lembra "Como
não Aprender inglês", de Michael Jacobs,
mas o diferencial é essa ênfase no processo de
memorização-- e conseqüente consolidação--
do vocabulário estudado. Inglês que não
falha é uma publicação da Editora
Campus e tem 288 páginas. |
| Inglês
para curiosos traz mais de 100 palavras e expressões
do inglês cotidiano, com o significado de cada uma em
português, além de exemplos em inglês do
seu uso em frases e a etimologia de cada um dos termos. Eu
aprendi nesse livro, entre muitas outras coisas, que "dente
canino" em inglês é "eye tooth"
porque esses dentes se situam logo abaixo dos olhos. Enquanto,
em português, se diria "Eu daria o meu dedinho
para conseguir um lugar na primeira fila", em inglês
essa expressão seria "I'd give my eyeteeth for
a front row seat". Inglês para curiosos tem 116
páginas extremamente fáceis e agradáveis
de ler, escritas por Jack Scholes e publicadas pela Editora
Papier. |
| Inteligência:
um conceito reformulado é um livro de leitura
indispensável para aqueles que se interessam pela Teoria
das Múltiplas Inteligências. Além de ser
uma leitura interessante e esclarecedora, essa obra tem a
grande vantagem de ter sido escrita pelo próprio Howard
Gardner, que postulou a teoria no início da década
de 90 e a publicou em 1993. Considerando que há tantas
"interpretações", muitas vezes rasas
e equivocadas, da teoria das Múltiplas Inteligências
no mercado, buscar a fala do prórpio autor se torna
extremamente importante. Apesar de Phd em psicologia social
e do desenvolvimento e professor de pós-graduação
de Harvard, a linguagem de Gardner no livro é simples
e objetiva, desprovida de jargões herméticos
e frases empoladas que muitas vezes caracterizam os textos
científicos. Ao longo de 263 páginas (fora notas
e apêndices), Gardner retoma os conceitos básicos
da teoria, além de esclarecer e atualizar alguns de
seus pontos, provavelmente guiado por uma crescente aflição
em relação à "salada" que alguns
educadores estavam fazendo desde a publicação
de seu primeiro livro (Inteligências Múltiplas:
teoria na prática), mesclando-o com outros conceitos,
como estilos de aprendizagem e programação neuro-lingüística.
O capítulo 6, por exemplo, trata dos mitos e verdades
sobre as Inteligências Múltiplas, alguns dos
quais remetem à aplicabilidade dos conceitos para a
realidade de sala de aula. "Minha teoria não é
de modo algum uma receita pedagógica", esclarece
ele. Realmente, é muito mais. Inteligência:um
conceito reformulado é publicado no Brasil pela
Editora Objetiva. |
| An
Introduction to Language apresenta os principais aspectos
da lingüística moderna, como semântica,
sintaxe, fonética, fonologia e morfologia. Apresenta
também os conceitos básicos sobre a Psicolingüística
e Sociolingüística. Ainda que seja bastante longo
- com suas 620 páginas - esse livro é de muito
fácil compreensão, e é destinado não
apenas aos especialistas, mas aos iniciantes e interessados
na área da Lingüística. Ele divide-se em
12 capítulos, sendo que, ao final de cada um, apresenta
um resumo do que foi tratado e exercícios de fixação.
Quanto à sua forma, também é de agradável
leitura, pois há cartoons, charges e imagens
que ilustram o que está sendo apresentado. Na minha
opinião, o grande mérito deste livro é
tornar assuntos considerados muito teóricos ou 'áridos'
em uma leitura prazerosa e fácil. O estilo do texto
é leve e bem-humorado. Depois de ler este livro, ou
um capítulo dele, acho pouco provável que alguém
diga que a Lingüística é muito "chata e
teórica". An Introduction to Language, de Victoria
Fromkin, Robert Rodman e Nina Hyams, é uma publicação
da editora Thomson-Wadsworth e está na 7ª edição.
(Essa resenha é uma colaboração da professora
Maria Clara Corsini Silva.) |
| In
your hands: NLP in ELT é um livro que aborda os
conceitos da programação neuro-lingüística
aplicados à realidade do ensino de língua inglesa.
Na descrçãio das próprias autoras, Susan
Norman e Jane Revell, é um livro "para pessoas
que querem se tornar melhores professores e ajudar os seus
alunos a se tornarem melhores aprendizes." O objetivo
geral não é o de dar receitas passo-a-passo,
mas o de apontar sugestões para que o leitor adapte
os conceitos gerais na PNL às suas necessidades e realidade
particular de ensino. A leitura é fácil e interessante.
In Your Hands é uma publicação
da Saffire Press e tem 144 páginas. |
| The
internet and the language classroom é um dos livros
integrantes da série Cambridge Handbooks for Language
Teachers e trata da Internet como recurso pedagógico
nas aulas de línguas (apesar do foco estar voltado
pra o ensino de inglês, o autor Gavin Dudeney freqüentemente
se refere ao ensino de línguas em geral). Dudeney consegue
agradar tanto aqueles professores que precisam começar
do be-a-bá na internet até outros que, como
eu, já são veteranos na rede. Sugere ótimos
sites e atividades, propõe atividades para o leitor
aplicar o que aprendeu, dá dicas e termina com um pequeno
vocabulário de termos relacionados à internet
e com uma seleção de sites organizados por assunto.
A minha cópia já está cheia de "orelhas",
de tanto que eu uso. O livro tem 181 páginas e é
uma publicação da Cambridge University Press.
|
| Jogos
para a estimulação das múltiplas inteligências
é uma contribuição aos professores
que desejam buscam sugestões de como aplicar na prática
a teoria das múltiplas inteligências proposta
por Gardner. Escrito pelo experiente, competente e carismático
professor Celso Antunes, o
livro não é apenas uma coleção
de receitas pedagógicas, uma vez que também
procura informar sobre as características das diferentes
inteligências (inclusive a pictórica, que não
consta na teoria de Gardner), sobre características
do desenvolvimento infantil nas suas diversas fases e sobre
o potencial pedagógico dos jogos. Nem todas as sugestões
apresentadas são adequadas ao ensino de idiomas, mas
várias são, e outras tantas podem ser adaptadas.
O livro é uma publicação da Editora Vozes
e tem 295 páginas, mais apêndice. |
| Keep
Talking: Communicative fluency activities for language teaching,
de Friederike Klippel, é parte integrante da série
Cambridge Handbooks for language Teachers. (O editor geral
da série é o ótimo Michael Swan; precisa
dizer mais?) O objetivo do livro é sugerir atividades
comunicativas (123, para ser mais precisa) em três categorias:
perguntas e respostas; discussões e decisões;
e histórias e cenas. Impossível não achar
alguma sugestão de atividade que faça os alunos
saírem falando pelos cotovelos. O livro tem um bom
sistema de busca, composto por um índice alfabético
e outro por nível. Ao todo, são 202 páginas,
incluindo worksheets. |
| The
Kite Runner, publicado no Brasil com o nome "O
Caçador de Pipas", é um livro surpreendente.
Em primeiro lugar, porque é o primeiro romance de Khaled
Hosseini, que já estreou com uma obra prima sem, aparentemente,
ter formação literária: ele é
médico. Em segundo, porque o inglês, língua
na qual o livrou foi escrito originalmente, não é
a língua materna de Hosseini: ele emigrou do Afeganistão
com o pai apenas em 1980, aos 17 anos. No entanto, domina
o idioma com maestria em 371 páginas de uma história
comovente e chocante sobre honra, culpa, medo, amor e redenção.
Finalmente, o livro me surpreendeu pelo destino trágico
do povo afegão, primeiro nas mãos do exército
russo, depois sob o radicalismo sanguinário do regime
Taliban. Um sofrimento que, infelizmente, não tem nada
de fictício. Para quem gosta de idiomas, como eu, o
livro também é uma aula de farsi, ou
persa, a língua oficial do Irã, Afeganistão
e Tadjiquistão. Aprendi, por exemplo, que assim como
está se tornando comum no Brasil, crianças e
jovens afegãos tendem a chamar os adultos de Kaka
e Khala, o equivalente a "tio" e "tia".
E por falar em línguas estrangeiras, se você
fala inglês fluentemente, não deixe de ler a
história no seu idioma original. Não li a tradução,
mas dificilmente o tradutor tenha conseguido transpor para
o português toda a beleza e perfeição
desse texto que recebeu o seguinte comentário de Isabel
Allende, uma de minhas escritoras favoritas: "Esta
é uma daquelas histórias inesquecíveis,
que permanecem na nossa memória por anos a fio. Todos
os grandes temas da literatura e da vida são o material
com que é tecido esse romance extraordinário".
The Kite Runner é uma publicação
da Riverhead Books, com versão em português pela
Nova Fronteira. |
| Laboratório
de Redação para Séries Iniciais do Ensino
Fundamental foi um presente que eu ganhei do próprio
autor, Sergo Vieira Brandão. Presente nos dois sentidos
da palavra: primeiro, porque não tive de pagar pelo
livro (o que não seria problema, já que até
é baratinho), mas presente de forma especial por ser
uma leitura bastante interessante, apesar de eu não
trabalhar com séries iniciais. O Laboratório
de Redação contempla um público de professores
que o nosso Cem Aulas Sem Tédio deixa meio órfãos,
que são os professores de 1o. ao 4o. ano. No entanto,
a proposta de trabalho é basicamente a mesma: são
sugestões de atividades que propõem formas alternativas
de trabalho, sem engessar o professor em receitas prontas
e acabadas. Pelo contrário: já na introdução
é dito que "o melhor desenvolvimento dos alunos
irá ocorrer se os exemplos apresentados servirem apenas
de ilustração e os textos, construídos
de acordo com a realidade das crianças." São
21 sugestões de construção de texto,
recheados com dicas do Sérgio, que além de escritor
e professor também é psicólogo. Essa
bagagem aparece em frases como essa: "Esteja consciente
de que o aluno nas séries iniciais não fala
do gato, do coelho ou do pintinho que ele desenhou. Ele ainda
não possui essa capacidade de distanciamento. Ele fala
dele mesmo. Se ele disser: O gato está triste porque
a irmã briga com ele, ele quer dizer que a sua
irmã fez algo semelhante." O livro aborda diferentes
formas de expressão, como grafismo, poesia, prosa e
dramatização. Legal, mesmo. Laboratório
de Redação foi lançado pela Editora Paulinas
e tem 69 páginas. |
| Learning
to Learn English foi publicado em 1989, mas continua muito
atual e, pelo que eu descobri no site da livraria Disal, ainda
está disponível no mercado. A principal preocupação
das autoras, Gail Ellis e Barbara Sinclair, é que os
alunos aprendam a aprender inglês, ou seja, que eles
adquiram estratégias de aprendizagem que vão
facilitar e otimizar os seus estudos na língua estrangeira.
O livro é apresentado em formato de livro-texto, dividido
em capítulos em que são sugeridas diversas atividades,
e onde o aluno é chamado a refletir sobre como se sente
em relação a determinadas tarefas, como escrever
ou ler em inglês, e em relação ao seu
próprio desempenho. Em uma parte do livro, estudantes
de diferentes países revelam particularidades de seu
idioma que são diferentes do inglês-- no russo,
por exemplo, não existe o verbo "To be".
A partir daí, os próprios alunos são
convidados a relatar como lidam com as diferenças gramaticais
entre dois idiomas, antes que as autoras ofereçam algumas
sugestões, como partir dos exemplos para a regra, em
vez do contrário. Apesar do formato de livro-texto
(que inclusive é acompanhado de teacher´s book
e fita cassete), o ideal é que esse material seja intercalado
com o uso de outros materiais didáticos. O livro foi
publicado pela Cambridge University Press e tem 118 páginas
(Student´s book) e 154 páginas (Teacher´s
book). |
| Liane:
Mulher como todas é um livro surpreendente. Sua
autora é palestrante, ganhadora de duas medalhas de
ouro em natação numa mesma olimpíada,
trabalha, tem uma excelente auto-estima, é exemplo
de garra para seus familiares e amigos... e tem síndrome
de down. O seu livro é um relato da sua trajetória
desde o nascimento até a sua festa de 40 anos, trajetória
essa que inclui tanto as conquistas, que não foram
poucas, quanto as dificuldades em ser diferente num mundo
nem sempre muito pronto para aceitar as diferenças
com naturalidade. O livro me tocou profundamente por dois
motivos: primeiro, por ter tido um sobrinho e afilhado com
síndrome de down, o meu querido Luciano, que infelizmente
nos deixou antes de completar quatro anos de idade. Também
me emocionou o papel importante dos professores na vida da
autora: profissionais que souberam apostar nas habilidades
de Liane, em vez de se concentrar nas suas limitações.
O apoio e carinho desses profissionais, juntamente com o amor
incondicional de seus pais, são mencionados em diversas
passagens do livro como determinantes para esse histórico
de desafios superados. Adorei, em particular, o juramento
feito pelos atletas participantes das Olimpíadas Especiais,
que Liane diz ser seu lema até hoje: "Quero vencer.
Mas se não for possível vencer, quero ser valente
na tentativa". Essa é, assim, uma leitura interessante
e inspiradora para todos que apostam na inclusão como
caminho para a educação e para a sociedade:
a história tocante de quem, além de valente,
é uma vencedora. O livro tem 165 páginas e é
uma publicação da WVA editora. |
| As
línguas do mundo é o título de um
livro que foi escrito por alguém que traz, de berço,
o interesse pelo estudo das línguas: Charles Berlitz.
Charles é neto do fundador das Escolas Berlitz, Maximiliam
Berlitz, que --diz-se-- dominava cinqüenta e oito idiomas.
O livro é interessantíssimo e trata de curiosidades
a respeito dos diferentes idiomas falados no mundo, informações
essas organizadas em torno de temas como traduções
inexatas, o surgimento das línguas, homófonos
com significados bem distintos em duas línguas, ofensas,
provérbios... ao todo são trinta e nove capítulos
distribuídos em 316 páginas (com índice).
Algumas informações são discutíveis,
como o comentário de que o termo "bárbaros",
originalmente barbaros, era empregada pelos viajantes
gregos da antiguidade para designar os estrangeiros que não
falavam grego, a língua da cultura, e que ao pronunciar
suas línguas exóticas soavam como carneiros
balindo (bée-bée). Há, também,
trechos em que a tradução compromete o entendimento
da frase. Berlitz explica que milha, por exemplo, é
uma palavra derivada do latim mille, mil, e se referiria
a "mil passos completos, pé direito e pé
esquerdo, à passada formal de parada de uma região
-- aproximadamente 158,49 cm -- , a maneira romana normal
de medir a distância entre as cidades." A mim parece
que nenhum romano teria uma passada de 158,49 cm! Pequenas
falhas aqui e ali, entretanto, não invalidam a obra
nem comprometem o prazer de sua leitura. "As Línguas
do Mundo" foi editado pela Editora Nova Fronteira. |
|
Literatura
Infantil: gostosuras e bobices é um livro escrito
para pais e professores que gostam de ler e que desejam
deixar às crianças o legado do amor pelos
livros. Em 174 páginas, a autora, Fanny Abramovich,
percorre temas como a importância de se contar histórias,o
humor na literatura infantil, a poesia, os contos de fadas,
como contar histórias, como trabalhar com a apreciação
crítica dos textos e como formar bibliotecas. Tudo
muito bem temperado com bons exemplos, ilustrações
e com o entusiasmo de quem - se vê logo pelo texto
- é apaixonada pelas letras e pelas gostosuras de
uma boa leitura. No final, Fanny sugere uma série
de títulos de bons livros infantis. E vale o lembrete:
as boas histórias são valiosas tanto nas aulas
de português quanto nas de língua estrangeira!
Esse livro faz parte da série "Pensamento e
Ação no Magistério" da Editora
Scipione.
|
| Memórias
de uma Gueixa (Memoirs of a Geisha) foi uma das minhas
leituras de férias no verão de 2009. Como adoro
ler romances que mostram uma cultura diferente, devorei as
quase 500 páginas deste livro, apesar do tom melodramático
e cheio de sofrimento na vida da protagonista (Chyio/Sayuri).
O enredo lembra, de certo modo, um conto de fadas tradicional,
com direito a megeras, fada madrinha, príncipe e final
feliz. A diferença é que este trabalho ficcional
foi baseado em muita pesquisa por parte do autor, Arthur Golden,
e de fato retrata o rígido treinamento de meninas japonesas
que eram separadas da família muito cedo e obrigadas
a viver em okiyas (casas de gueixas), onde eram tratadas
como mera mercadoria. A história se passa entre os
anos de 1930, quando Chyio tem nove anos, e se estende até
os anos 90, aproximadamente, passando pela depressão
econômica causada pela 2a guerra mundial. Depois de
ler o livro, fiquei curiosa para saber se as gueixas ainda
existem no Japão, ou se são apenas figuras folclóricas
para turista ver. Achei a resposta na página http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080428164240AAOindY,
que também vale a pena ler. |
| A
Menina que Roubava Livros (The Book Thief) é, como
todo o best seller, um livro polêmico. Isso até
por um certo preconceito: se um livro vende muito é
porque foi escrito para as massas e, portanto, deve ser uma
literatura pasteurizada e pouco profunda. Não acho
que seja o caso dessa obra, que eu considero um dos livros
mais singulares que eu já li. A começar pelo
ponto de vista do narrador, ninguém menos que a morte.
Um livro sobre a ascenção nazista na Alemanha
dificilmente renderia nas mãos de outra pessoa, que
não o autor Markus Zusak, uma narrativa tão
cativante e bonita, apesar de triste. As frases em alemão
inseridas nos diálogos dos personagens nos permitem
"entrar no clima" da história e vivenciar,
com mais intensidade ainda, os dramas da protagonista Liesel
Meminger. Há quem reclame da tradução
de Vera Ribeiro, mas até isto eu elogio, porque não
deve ter sido fácil traduzir as improváveis
combinações de palavras que Zusak criou, onde
sons tem gosto e sentimentos tem cores. Uma ótima opção
de leitura para quem gosta de história, da língua
alemã, e sobretudo de literatura. Na minha opinião,
quase 500 páginas de puro prazer. Uma publicação
da Editora Intrínseca. |
| The
Mixed Ability Class aborda, de forma prática e
acessível, um dos problemas mais comuns entre professores
de inglês em escolas de ensino fundamental e médio:
as turmas onde o nível de proficiência pode variar
entre alunos que sabem muito pouco e alunos praticamente fluentes
na língua. Além de sugerir inúmeras maneiras
de contornar essa situação em sala de aula,
o livro trás ainda um apêndice com 17 atividades
fotocopiáveis. A obra de 96 páginas foi escrita
por Julie Tice e publicada pela Richmond Publishing como parte
da série Richmond Handbooks for Teachers. |
| Motivational
strategies in the language classroom trata o assunto da
motivação não como uma ciência
exata, mas como um conceito abstrato, vago e hipotético
que engloba uma grande quantidade de motivos pelos quais as
pessoas demonstram determinados comportamentos. Como esses
motivos variam grandemente de indivíduo para indivíduo,
o autor Zoltán Dörnyei conclui que "there is no
such thing as motivation", ou seja, que motivação,
de fato, não existe. Isso, já no início
do livro, o que leva o leitor a pensar: "se motivação
não existe, de que tipo de estratégia vai se
tratar esse livro?" Uma das coisas que o autor traz é
uma reconstituição histórica da motivação
até chegar na abordagem atual, onde a tendência
é perceber o indivíduo como um ator em constante
esforço para equilibrar e coordenar uma gama de desejos
pessoais e objetivos sob a luz de suas possibilidades pessoais,
ou daquilo que percebe como sua competência. A partir
daí, o autor propõe algumas estratégias
que irão contemplar esses desejos e objetivos, sem
cair no simplismo de um livro de receitas. O livro foi publicado
pela Cambridge University Press em 2001. |
| New
Proficiency Testbuilder: new tests that teach não
é exatamente um livro para ser lido; é, como
diz o nome, um livro preparatório que conta com testes
especialmente desenvolvidos para quem pretende prestar o CPE
(Cambridge Proficiency in English). O livro, escrito por Mark
Harrison e publicado pela Macmillan, oferece explicações
detalhadas sobre cada uma das etapas do exame, como, por exemplo,
exatamente o quê está sendo testado. Também
são oferecidas dicas sobre estratégias para
melhor responder as questões. O maior mérito
do livro é, na minha opinião, o fato de que
as respostas são acompanhadas de extensas explicações.
Aprende-se, assim, não apenas por que a resposta "c"
é a certa, mas também porque a "a",
"b", "d" e "e" estão
erradas. Outro mérito do livro é demonstrar
o quanto nós, professores, ainda temos a aprender.
O CPE é um teste dificílimo - e obter o conceito
A é uma meta atingida por muito poucos. Para aqueles
que impuseram-se esse desafio, esse livro é uma ferramenta
utilíssima; mas nada impede que mesmo quem não
pretende fazer o CPE o utilize como material de estudo. A
formação continuada deve ser uma meta para todos,
sobretudo para os professores. |
| One
to One: a Teacher's Handbook, de Peter Wilberg,
é o único livro que eu conheço que fala
sobre as aulas particulares de inglês. Além de
sugerir algumas atividades apropriadas para esse contexto
de ensino, Wilberg remete o leitor a uma série de reflexões
a respeito do papel do professor, do ambiente da sala de aula,
das expectativas do aluno e sobre as interações
que se estabelecem a partir desses fatores. Este livro da
LTP (Language Teaching Publications) tem 160 páginas.
|
| Open
Sesame se propõe a ensinar, através de contos
de fadas e histórias infantis, um vocabulário
coloquial que ajude os alunos de inglês (nível
intermediário para cima) a enfrentar com desenvoltura
as situações de dia-a-dia na cultura americana.
O livro apresenta, também, algumas estratégias
de leitura, mas o mais interessante do livro, a meu ver, é
a tentativa de contextualização das histórias
aos dias atuais, que pode gerar discussão (e atividades
criativas) em aula. Eu gostei, também, de aprender
o nome em inglês de histórias como The Frog
Prince ( A Princesa e o Sapo), Hansel and Gretel (João
e Maria) e Jack and the Beanstalk (João e o
Pé de Feijão). No final, uma seção
com o nome e uma pequena sinopse de livros indicados para
as diferentes faixas etárias. Essa publicação
da The University of Michigan Press tem 231 páginas
e foi escrito por Planaria J. Price. |
| A
origem curiosa das palavras é um livro aos moldes
da Casa da Mãe Joana, voltado à etimologia de
algumas palavras e expressões da língua portuguesa.
No entanto, possui algumas peculiaridades que o fazem ainda
mais interessante. Uma delas é um capítulo em
que, em vez de discorrer sobre a origem estrangeira das palavras
em português, demonstra de que maneira o português
influenciou línguas estrangeiras, como o japonês.
Outro diferencial interessante é que a obra traz a
etimologia de termos bem recentes na nossa língua,
como brega, pagar mico e sarado. O autor,
Márcio Bueno, não é linguista: é
jornalista e publicitário de profissão e, como
eu, "etimófilo" de coração.
A obra, uma publicação da José Olympio
Editora, tem 259 páginas. |
| Pedagogia
da autonomia: saberes necessários à prática
educativa é um dos últimos, senão
o último livro escrito por Paulo Freire antes de morrer.
No entanto, na minha opinião, é um dos primeiros
que deveriam ser lidos por quem se interessa em conhecer mais
sobre a importante obra desse eminente educador brasileiro.
Esse pequeno livro de apenas 146 páginas publicado
pela Editora Paz e Terra contém a essência das
idéias de Freire: idéias de autonomia e libertação,
mas principalmente de respeito pelo outro, pelas diferentes
formas de saber, de aprender e de conhecer. São apenas
três capítulos que convidam à reflexão:
Não há docência sem discência, Ensinar
não é transferir conhecimento e Ensinar é
uma especificidade humana. Apesar dessas três afirmações
serem praticamente um consenso, Paulo Freire encontrou muita
coisa nova, relevante e inspiradora para dizer. Se esse for
o primeiro livro de Paulo freire a ser lido por você,
professor ou professora, com certeza a porta se abrirá
para outros... |
| Perdas
e Ganhos é um livro de Lya Luft que nada tem a
ver com educação, muito menos com o ensino de
línguas. No entanto, tem muito a ver com uma necessária
pausa para reflexão que todos nós -principalmente
nós, professores - merecemos e precisamos fazer de
tempos em tempos. O livro fala sobre infância, família,
profissão, casamento, identidade, maturidade, e perdas
que podem, algumas vezes, se reverterem em ganhos. O livro
diz que somos bons, importantes e capazes, mas também
que muitas vezes somos fúteis, medíocres e covardes
e, com medo do preço que precisamos pagar, somos menos
felizes do que poderíamos ser. Esse é, pois,
um livro especial para se ler nas férias, porque é
preciso tempo para digeri-lo e tranquilidade para fazer as
necessárias incursões para dentro de nós
mesmos, a que nos convida a autora. Perdas e Ganhos é
uma publicação da editora Record e tem 156 páginas. |
| Phrasal
Verbs: como falar inglês como um americano! é
um livro de Jonathan Hogan e José Roberto Igreja que
se diz "definitivo" sobre o assunto dos phrasal
verbs, expressões compostas por verbo + preposição,
como look up, blow out ou pick up. Eu
não acredito em coisas definitivas, especialmente no
que diz respeito às línguas, que são
mutantes. Mas o livro é realmente bem completo, e traz
o significado de 450 phrasal verbs, além de exemplos
para cada um dos significados (só em pick up, são
10 acepções diferentes!) O que eu realmente
não gostei foi do subtítulo "como falar
inglês como um americano". Por várias razões:
primeiro, porque o inglês americano e o inglês
britânico deixaram, há muito tempo, de ser as
principais referências em língua inglesa. Hoje,
fala-se muito mais num inglês internacional que transcende
fronteiras geográficas. Segundo, porque mesmo que o
objetivo de alguém fosse, de fato, falar inglês
como um americano, dominar os tais phrasal verbs seria apenas
um dos inúmeros desafios desta empreitada. Seria necessário,
ainda, aprender a pronúncia e sintaxe padrão
do falante nativo, o que não é pouca coisa.
Assim, me ficou no ar um cheirinho de propaganda enganosa,
mas enfim, nada é perfeito. Phrasal Verbs foi
lançado pela Editora Disal e tem 222 páginas.
|
| Pontos
e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação
é um livro em que a autora, Jussara Hoffmann, discorre
com clareza e muito conhecimento de causa sobre o delicado
e controverso tema da avaliação. 'É nosso
compromisso de educadores acompanhar o aluno em sua trajetória,
observando-o atentamente, com uma enorme curiosidade sobre
o seu pensar e seu agir. E essa é uma ação
investigativa que levanta sempre novas questões, novas
hipóteses, e portanto não pode ser escrita com
pontos finais", diz a autora. Não espere, portanto,
encontrar respostas definitivas sobre avaliação
nesse livro de 140 páginas editado pela Editora Mediação.
O objetivo do livro é fazer refletir. |
| Practical
English Usage (Third Edition), de Michael Swan, é
um guia da Língua Inglesa, útil para professores
e alunos do idioma. O livro é organizado em ordem alfabética,
o que facilita a busca por informações específicas
e faz com que lembre um dicionário ou enciclopédia.
Nas suas 658 páginas traz seções como
"Language terminology", explicando o significado
de alguns jargões da gramática, às vezes
comparados com termos semelhantes, e "Don't say it!",
uma lista de erros comuns que devem ser evitados. A obra,
que é uma publicação da Editora Oxford,
é escrito em inglês Segundo a professora Camila
Andrade, que o indicou, é um ótimo livro de
referência. |
| O
prazer das palavras é um livro originou da compilação
de vários artigos escritos pelo professor universitário
Cláudio Moreno para sua coluna no jornal gaúcho
Zero Hora. Mas esse não é apenas mais
um livro que se que se debruça sobre a etimologia e
a origem curiosa de palavras e expressões da língua
portuguesa, uma vez que a obra de Moreno se distingue de outras
publicações sob diversos aspectos. As palavras,
por exemplo, não são organizadas em verbetes;
a algumas é dedicado um capítulo inteiro. Os
capítulos, por outro lado, não versam necessariamente
sobre palavras: às vezes, ensinam sobre o significado
de termos léxicos como oxímoros e palíndromos;
outras vezes, criticam a disseminação de falsas
etimologias, como o famoso coitado, que não
é aquele que sofreu o coito, mas a coita (mal,
desgraça e aflição que disso resulta).
Outro atrativo da obra de Moreno é o texto inteligente,
bem-humorado, cativante. Principalmente para aqueles que,
como diz o autor, compartilham o prazer de conhecer as palavras
pelo lado do avesso. O livro tem 159 páginas e foi
lançado pela RBS publicações. |
| O
prazer das palavras 2: um olhar bem-humorado sobre
a língua portuguesa é, como o volume que
o antecedeu, uma coletânea das crônicas do professor
Cláudio Moreno publicadas na coluna de mesmo nome do
jornal gaúcho Zero Hora. Comprei o livro no aeroporto,
enquanto esperava para embarcar. Ao chegar ao meu destino,
tinha aprendido ou relembrado, por já ter lido alguns
dos textos no jornal, muitas coisas sobre a origem das palavras
no português e também em outros idiomas. Eu não
tinha nem idéia, por exemplo, que a já pouco
usada ecpressão "cecê", que quando
criança eu usava para me referir ao cheiro de suor
de alguém, vem de uma antiga propaganda de sabonete
importado, onde a expressão original "body odor"
foi traduzida para o português como "cheiro do
corpo", cujas iniciais eram CC. Mas o livro vai além
da origem de termos e palavras: dedica muitas páginas
à discussão do que é certo e do que é
errado na língua portuguesa, lembrando sempre ao leitor
que cada língua é uma máquina de fazer
palavras, e que vocábulos novos, como "normatizar",
devem ser aceitos com "tolerância e curiosidade"
apesar do nariz torcido dos defensores do nosso idioma materno.
Por outro lado, quando uma professora pergunta se é
aconselhável corrigir, numa redação,
formas aceitas na línguagem oral, como "Tá
bom", Cláudio Moreno é enfático
ao dizer que sim. Aliás, o último capítulo
é todinho dedicado a polêmicas como essa. O Prazer
das Palavras 2 é uma publicação da L&PM
e tem, na sua edição "pocket", 230
páginas. |
| Psicologia
e Educação: o significado do aprender é
um livro útil a todas as pessoas interessadas no processo
de aprendizagem, sejam elas estudantes nas licenciaturas ou
professores que já têm experiência docente.
O livro aborda conceitos, características e fatores
da aprendizagem, além de seis abordagens teóricas
que vão de Pavlov a Carl Rogers. A obra, organizada
pelo professor da PUCRS e da UFRGS Jorge La Rosa, contém
ainda um capítulo sobre motivação e aponta
estratégias para desencadeá-la. Apesar de escrito
por diversos autores, todos professores universitários,
a linguagem é coesa e acessível. Psicologia
e Educação é publicado pela Edipucrs
e tem 230 páginas. |
| Psycholinguistics,
um dos livros integrantes da série Oxford Introductions
to Language Study, procura mostrar que falar e compreender
uma língua é um processo altamente complexo,
quase miraculoso. O autor, Thomas Scovel, descreve a psicolingüística
como uma "janela para a mente", ou seja, o estudo
capaz de nos dar um pouco mais de entendimento sobre como
o cérebro funciona ao produzir e compreender a linguagem.
As 135 páginas do livro são recheadas de informações
interessantes e úteis a curiosos em geral e professores
de línguas em particular. A obra, que obviamente é
uma publicação da Oxford University Press, conta
ainda com um glossário de termos úteis relativos
a essa área de conhecimento. |
| Reencantar
a Educação: Rumo à Sociedade Aprendente
tenta responder, junto com o leitor, à pergunta:
o que significa, hoje, aprender? Para ajudá-lo a refletir
sobre essa questão, o autor, Hugo Assmann, aborda temas
como as novas tecnologias de comunicação e informação,
as pesquisas sobre o cérebro humano, as transformações
da educação e da vida cotidiana, a necessidade
de aprender-se por toda a vida e o papel da solidariedade
na nova educação. O livro traz ainda um glossário
de termos relativos ao aprender na era das redes. Essa publicação
de 251 páginas é da Editora Vozes. |
| Reflecting
on teaching English and student's motivation é
um daqueles livros que combinam teoria e prática de
maneira harmônica e didática. Numa linguagem
acessível, mas sempre embasada em autores respeitados
na área de psicolingüística e teoria da
linguagem, a autora Justina Inês Lied pretende demonstrar
que a motivação dos alunos para aprender uma
língua estrangeira está relacionada, entre outros
fatores, às alterações na estrutura do
discurso usado pelo professor. Recheado de atividades que
utilizou no estudo com os próprios alunos, o livro
tem 93 páginas e é uma publicação
independente da profa. Justina. Mais informações
pelo e-mail jfaccini@fates.tche.br |
| O
resgate do professor como sujeito de transformação
é um livro bastante lúcido de Celso dos Santos
Vasconcellos que aborda a questão do mal-estar docente,
ou seja, do desgaste do papel e da função de
professor na sociedade e os sentimentos que isso acarreta.
Além de analisar as causas do sentimento de desvalorização
que se tornou quase generalizado entre os educadores, Vasconcellos
aponta também para algumas possíveis soluções
para o resgate do professor. Tudo isso sem deixar de apontar
um dedinho para os próprios professores, que devem
encontrar em si mesmos as contradições que os
impedem de abraçar um modelo educacional mais compatível
com o momento em que estamos vivendo. A obra é publicada
pela editora Libertad. |
| The
resourceful English teacher: a complete teaching companion
é um livro que sugere atividades em 15 tópicos
diferentes: newspapers, articles, songs, readers, icebreakers,
dialogues, fillers, circles, questionnaires, the word box,
dictionaries, OHP, computers, TV and video, and the radio.
Como dá para ver, as atividades são bem variadas;
o layout também é diferenciado, e fica fácil
de ver para que nível elas são mais adequadas,
além dos materiais que exigem, se for o caso. Como
em qualquer outro livro escrito para uma cultura diferente
da nossa, algumas atividades terão de ser adaptadas,
outras descartadas. Mas eu experimentei várias das
idéias apresentadas, e elas realmente funcionaram.
O livro foi escrito por Jonathan Chandler e Mark Stone, tem
96 páginas e foi publicado pela Delta Publishing (a
minha cópia é de 1999.) |
| Saber
pensar é o que queremos que os nossos alunos aprendam,
e é o que Pedro Demo tenta nos ensinar a buscar nesse
livro da Cortez Editora (uma referência, aliás,
de boas publicações na área de educação.)
A primeira parte da obra se dedica aos componentes do saber
pensar (lógica, argumentação, e saber
aprender, cuidar, inovar e acreditar). Na segunda parte, ele
discorre sobre estratégias fundamentais para construir/reconstruir
o conhecimento, tendo por objetivo a construção
da autonomia e da cidadania. O livro tem 159 páginas
de muita reflexão. |
| Ser
professor é uma coletânea de artigos escritos
pelo corpo docente do programa de Mestrado em Educação
da PUC-RS e aborda a questão da identidade do professor
nos dias de hoje, ou seja, como somos, como nos vemos e como
gostaríamos de ser vistos. O livro aborda desde as
competências necessárias para ser professor,
até a questão do despertar da espiritualidade
no profissional docente. A obra, cuja organizadora é
a Dra. Délcia Enricone, tem 141 páginas e foi
publicada pela Edipucrs. |
| Os
Sete Saberes Necessários à Educação
do Futuro é um livro para ser lido por aqueles
que, além de professores de língua estrangeira,
consideram-se também educadores. Esse livro é
uma "encomenda" da UNESCO a Edgar Morin (lê-se
Morran) para que aprofundasse a questão transdiciplinar
da educação. A leitura desse livro, que é
uma publicação da Cortez Editora e tem 116 páginas,
dará subsídios a um melhor entendimento da nova
LDB. |
| Singing,
Chanting, Telling Tales está,
certamente, entre as melhores aquisições que
eu fiz na TESOL Convention. Escrito pela ótima Carolyn
Graham, autora de "Jazzchants", o livro traz sugestões
práticas sobre como utilizar a música e a poesia
de forma dinâmica e divertida nas aulas de Língua
Inglesa. Ensina, também, como compor e usar os seus
famosos "chants" em sala de aula. O livro é
uma publicação da Delta Systems Co.,Inc e tem
75 páginas |
| Sound
Foundations é
um livro que não pode faltar na biblioteca dos professores
de inglês, sobretudo daqueles que vieram de outras áreas
profissionais e não tiveram formação
específica em letras. De maneira acessível e
com sugestões bem práticas, Adrian Underhill,
o autor, dá informações relevantes e
interessantes sobre fonologia (símbolos fonéticos,
sílabas tônicas, elisão, etc). O livro
é uma publicação da Macmillan Heinemann
e tem 210 páginas. |
| Teacher
man é um romance escrito por um autor praticamente
desconhecido no Brasil, Frank McCourt, mas que ganhou um prêmio
Pulizer pela obra Anglea's Ashes em 1997. Esse terceiro romance
de McCourt trata da sua experiência de 30 anos como
professor nas escolas públicas de Nova York. Às
vezes hilária e outras vezes profunda, essa narrativa
com certeza há de soar familiar para professores de
outros tantos países, como o Brasil, que lidam diariamente
com problemas como o desinteresse dos alunos, a interferência
às vezes negativa dos pais, a incompetência de
alguns coordenadores e a vontade de fazer uma diferença
na vida dos alunos. Foram 258 páginas de uma letra
bem miudinha, mas que eu li com muito prazer. Uma sugestão
de leitura para as férias, infelizmente só disponível
(que eu saiba) pela livraria online Amazon.com.
Teacher Man é uma publicação da editora
Harper Perennial. |
| Teaching
Teenagers foi publicado pela primeira vez em 1993, mas
nem por isso é um livro ultrapassado. O conceito de
aprendizagem proposto pelos autores, Herbert Puchta e Michael
Schratz, é o "cooperative independence in learning",
que poderia ser traduzido como "independência cooperativa
na aprendizagem". Isso significa, simplesmente, que para
aprender um idioma de maneira eficaz, é preciso desenvolver
nos alunos adolescentes habilidades sociais que permitam a
eles compartilhem suas opiniões, seus sentimentos e
suas experiências com os colegas, desenvolvendo um sentimento
de empatia com o grupo. Discussão e negociação,
assim, tornam-se elementos importantes no processo de aprendizagem,
desde que o feedback entre alunos e professor, ou entre os
próprios alunos, seja sempre construtivo. O livro não
apresenta sugestões isoladas de atividades, mas em
vez disso um encadeamento de atividades dentro de um mesmo
tema, a serem desenvolvidas em várias aulas. Por isso
o subtítulo do livro:"Model activity sequences
for humanistic language learning." Algumas das sugestões
apresentadas parecem, a princípio, incompatíveis
com a realidade dos alunos brasileiros de inglês nas
escolas regulares, mas várias atividades podem ser
adaptadas a alunos menos proficientes. Como o livro foi escrito
por Herbert Puchta, eu comprei de olhos fechados, pois sou
fã de carteirinha dele. E nem de longe eu me decepcionei.
São 135 páginas de informação
e reflexão, publicadas pela Longman. |
| Teaching
with the brain in mind
é um livro só possível de ser adquirido,
no Brasil, via internet (o meu exemplar, por exemplo, foi
comprado da livraria virtual Amazon.com).
Mas é um investimento justificado pela riqueza de informações
que traz. Escrito pelo neuro-cientista Eric Jensen, o livro
aborda com uma linguagem bem acessível o funcionamento
do cérebro humano e os fatores que influenciam positiva
ou negativamente a aprendizagem. E vai além: sugere
estratégias para contornar problemas bem comuns em
sala de aula, como a dificuldade de concentração
por parte dos alunos e falta de motivação, entre
outros. O livro é editado pela ASCD e tem 133 páginas.
|
| Tirando
dúvidas
de inglês é um dos vários livros
publicados pelo escritor e professor Michael Jackobs (autor,
também, do best seller "Como (não) aprender
inglês"). Como falante nativo de inglês
e fluente do português, Michael responde perguntas que
muitos alunos, e por vezes até professores, se fazem,
como, por exemplo, como se diz "pneuzinho" de gordura,
qual a diferença entre motor e engine, e como
se traduziria para o português expressões como
take for granted. À medida em que eu lia o livro,
eu frequentemente pensava "isso eu saberia responder",
mas lia a resposta de qualquer maneira, para comparar a minha
possível resposta com aquela que o autor daria. Em
outras perguntas, aprendi tanto quanto as pessoas que as fizeram.
O livro, que compila respostas dadas a perguntas enviadas
a Michael por e-mail ou feitas pessoalmente em aula, é
organizado por capítulos: introdução,
gramática e contrações, pronúncia,
sintaxe e expressões, vocabulário, orientação
(sobre como melhorar determinadas habilidades no idioma, como
listening comprehension) e conclusão. Michael tem um
estilo bem próprio de responder da maneira mais direta
e simples possível, usando muitas vezes o humor, o
que torna o texto leve e agradável. Essa é uma
publicação da Disal Editora e tem 183 páginas.
|
| The
Translator é um livro que eu precisei intercalar
com outras leituras mais leves, porque descreve as atrocidades
cometidas contra o povo de Darfur, no Sudão. A história,
contada nos seus detalhes mais macabros, foi escrita por Daoud
Hari, o tal tradutor que dá o título à
obra. Depois de ter seu vilarejo atacado e destruído,
causando a morte de amigos e familiares, Daoud se oferece
para trabalhar como intérprete e guia de repórteres
e de funcionários de organizações humanitárias.
Em vez de pegar em armas, como fizeram tantos de seus conterrâneos,
ele utilizou seus conhecimentos de inglês, árabe
e Zaghawa (sua língua nativa) para defender Darfur,
contribuindo para que o genocídio de seu povo fosse
conhecido pelo resto do mundo. O livro traz dois apêndices:
no primeiro, há uma explicação sobre
a situação política de Darfur, que dá
maiores subsídios para que se entenda o conflito descrito
pelo autor, e o segundo traz uma transcrição
da Declaração Universal dos Direitos Humanos,
que consegue ter praticamente todos os seus artigos ignorados
pelas milícias que ainda matam, torturam e saqueiam
no Sudão. Essa publicação da editora
Random House Trade Paperbacks tem 209 páginas. |
| Um
Rio que vem da Grécia reúne crônicas
de Cláudio Moreno que têm como fio condutor histórias
da mitologia grega. Apesar de nunca ter sido muito fã
dos deuses do Olimpo, me deliciei com cada um dos (breves)
capítulos do livro, nos quais Moreno apresenta uma
faceta da cultura grega. Pela primeira vez, consegui perceber,
com a ajuda do autor, significados muito atuais e humanos
para as tramas fantásticas protagonizadas por divindades
de todos os tipos. Como diz Lya Luft, na apresentação
do livro, "ele nos coloca num mundo que não passou
e nem vai acabar, porque tem algo de universal e mais que
isso: atemporal." O livro é particularmente interessante
para quem, como eu, gosta de etimologia, assunto do qual o
professor e Doutor em Letras Cláudio Moreno também
é grande conhecedor. O Rio que Vem da Grécia
tem 110 páginas e foi lançado pela L&PM
editora em 2004. |
| Uma
professora muito maluqinha é um livro que, de forma
semelhante a filmes como Shrek ou Os Incríveis, pode
ser compreendido em dois níveis de entendimento. Lido
pelas crianças, narra a história de um menino
que aprendeu com sua professora a gostar de ler e a achar
a sala de aula um lugar muito divertido. Lido por um adulto
que também é professor, é um lembrete
do quanto somos responsáveis por um aluno gostar ou
detestar a matéria que ensinamos. Não sei o
quanto da Profesora Maluquinha realmente existiu, e o quanto
foi inventada pelo seu criador, o escritor e cartunista Ziraldo.
Mas sei que Professoras e Professores Maluquinhos de fato
existem por aí, determinados a ensinar o que é
de fato útil, a valorizar os talentos dos alunos e
a cativar seus pequenos estudantes para a matéria que
lecionam. Sei também que igualmente existem os administradores
de escola e professores que não querem saber de maluquices
em sala de aula e que fazem de tudo para "boicotar"
os maluquinhos de plantão. Por isso é que, quando
li o livro, muitas das atitudes ali descritas me pareceram
familiares. E se de fato a professora do Ziraldo fez metade
do que está no livro, não me admiro que o seu
aluno mais famoso tenha hoje tanto talento. Uma Professora
Muito Maluquinha é editada pela Melhoramentos e tem
119 páginas muito gostosas de ler. |
| Use
of English: grammar practice activities for intermediate and
upper-intermediate students apresenta uma série
de atividades comunicativas orais ou escritas cujo intuito
é sair um pouco dos "drills" (exercícios
de repetição) e praticar estruturas gramaticais
de uma forma mais criativa, livre e lúdica. No fim
do livro, o autor, Leo Jones, apresenta uma pequena nota de
explicação sobre cada um dos 40 tópicos
gramaticais abordados, o que serve de referência para
os alunos que possam ter dúvidas ao realizarem as atividades
propostas. O livro tem 120 páginas e é publicado
pela Cambridge University Press. |
| Vocabulando:
vocabulário prático Inglês-português
é uma mão na roda para tradutores que se
deparam com palavrinhas difíceis de verter para o português,
como far-fetched (mirabolante) ou empowerment
(=poder de decisão), ou seja, palavras que uma pessoa
proficiente no idioma entende sem problemas, mas tem dificuldade
em traduzir. Uma das especialidades do dicionário são
as palavras e expressões que parecem significar uma
coisa mas na verdade querem dizer outra bem diferente, como
comprehensive ou oblige. O livro é muito
mais do que um dicionário, pois fica evidente o esforço
da autora, a excelente Isa Mara Lando, em compartilhar com
seus leitores a sua extensíssima experiência
em tradução. E faz isso através de dicas,
advertências e conselhos, normalmente sinalizados ao
longo do livro em caixas de texto. E por falar em Isa Mara
Lando, se você tiver a oportunidade de assistir a uma
palestra dela, não perca! Além de extremamente
competente no que faz, ela é culta, interessante, e
uma excelente contadora de histórias engraçadas
sobre tradução. Vocabulando tem 567
páginas e é uma publicação da
Editora Disal. |
| What Língua is esta?
é
um título bastante apropriado para o
livro instigante, contestador e crítico do jornalista
e escritor Sérgio Rodrigues, cujo trabalho eu (infelizmente)
não conhecia anteriormente. O que eu gostei tanto?
Primeiro, da linguagem muito clara, direta e bem-humorada
na abordagem de temas que dão origem aos cinco capítulos
do livro: estrangeirismos, neologismos, lulismos, fetichismos
e outros modismos. Nota-se que o autor é jornalista,
e pelo jeito dos bons: trabalhou no Jornal do Brasil, Veja
Rio, TV Globo e O Globo. Aliás, as crônicas e
artigos publicados no livro foram compiladas de suas colunas
na imprensa a partir de 2001. Outra coisa que eu gostei, obviamente,
foi o tema: questões de linguagem, mais especificamente
da língua portuguesa. Mas, pelo que li, pude perceber
que Sérgio Rodrigues conhece bem outras línguas
estrangeiras, sobretudo o inglês. E é muitas
vezes desse entrelaçamento dos diferentes idiomas que
ele tira as suas conclusões sobre o nosso rico e mutante
idioma, que ele prefere sem "frescuras". Entre as
mencionadas no livro está a de achar que "tem"
não pode ser usado com o sentido de "há",
e que o certo é "o Iôga" em vez de
"a Ióga". Como praticante de Yoga, eu particularmente
prefiro o artigo masculino e o ô fechado, mas tudo bem:
o livro não dita qualquer regra, ou, conforme as próprias
palavras do autor, "não traz verdades prontas
e confortáveis para nenhum dos lados". Os comentários
(elogiosos) na contracapa e na "orelha" do livro
são de Millôr Fernandes e Ivan Lessa. Precisa
dizer mais? O livro é da Ediouro e tem 188 páginas.
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| Why
do we say that?/ Por que dizemos isso? A origem e o
significado de palavras e expressões do inglês
do dia a dia, de Jack Scholes, é um pequeno livro
para pessoas curiosas que, como eu, adoram descobrir de onde
vêm determinadas palavras ou expressões que não
fazem muito sentido. É o caso de "break a leg",
usada pelos atores para desejar boa sorte aos colegas, mas
que literalmente significa "quebre a perna". As
expressões analisadas no livro são em inglês,
mas o texto é em português, daí o título
"bilingue" da obra. Como em toda a pesquisa etimológica,
algumas das explicações são suposições,
uma vez que dificilmente se pode ser categórico acerca
da origem das palavras e expressões. Isso de maneira
nenhuma diminui o mérito da pesquisa que, na minha
opinião, só pecou em não listar as suas
fontes. O livro tem 166 páginas (formato 18 x 12cm)
e é uma publicação da Elsevier Editora.
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